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HOSPITAL ESPECIALIZADO EM QUEIMADOS JULIUS NYERERE

Governo 21-09-2026
ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM DE ANESTESIOLOGIA E REANIMAÇÃO

Workshop marca hoje uma nova etapa na formação especializada de profissionais de saúde

O Ministério da Saúde promove, hoje, 16 de Setembro , a partir das 09h00, na Academia Venâncio de Moura, em Kilamba, Luanda, o Workshop de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola, uma iniciativa que assinala uma importante etapa de formação especializada e de cooperação técnico-científica entre Angola e Brasil.
Organizado pelo Programa de Fortalecimento dos Recursos Humanos da Saúde, Unidade de Implementação do Projecto (PFRHS-UIP), o encontro reúne formandos da Pós-Graduação em Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação, docentes convidados e convidados institucionais, para partilhar experiências, conhecimentos e resultados alcançados durante o processo de formação e imersão.
Sob o lema “Da aprendizagem à prática, da prática à excelência”, o workshop será marcado por momentos de reflexão e partilha sobre o percurso dos enfermeiros angolanos na área de Anestesiologia e Reanimação, as competências exigidas ao futuro especialista e as aprendizagens resultantes do intercâmbio entre Angola e Brasil.
A programação inclui a mesa-redonda “Experiência e identidade profissional: o percurso dos enfermeiros angolanos na Anestesiologia e Reanimação”, a palestra “Competências do futuro especialista de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola” e a mesa-redonda “Da imersão à prática: aprendizagens, partilhas e perspetivas entre Angola e Brasil”.

A iniciativa dá continuidade a uma componente de formação prática e supervisionada, desenvolvida com recurso a simulação realística, treinamento de habilidades, discussão de casos clínicos e Prática Deliberada em Ciclos Rápidos (PDCR).
Durante a formação foram trabalhadas competências essenciais, com destaque para o Suporte Básico de Vida (BLS), Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), manejo das vias aéreas e acessos venosos, reforçando a preparação dos profissionais para a resposta a situações de urgência e emergência.

Mais do que um momento de encerramento, o workshop constitui uma oportunidade para aproximar conhecimento, prática e assistência, valorizando a formação especializada como instrumento para o fortalecimento dos recursos humanos e para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde em Angola.
A cooperação Angola–Brasil demonstra, assim, como o intercâmbio técnico-científico e a formação especializada podem contribuir para transformar conhecimento em competências e competências em melhores respostas para os cidadãos.
“Da aprendizagem à prática, da prática à excelência.”

Fonte: GTICI/IES/UIP-PFRHS – Ministério da Saúde, Luanda, 16 de setembro de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 21-09-2026
CASO DA CRIANÇA QUE MOBILIZOU AS REDES SOCIAIS: SEGUNDO EXAME DE ADN CONFIRMA FILIAÇÃO E ABRE NOVA ETAPA

Depois de meses de acompanhamento pelo Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes, confirmação científica da filiação permite avançar para uma nova fase de protecção e encaminhamento da criança

A história da criança que, nos últimos meses, mobilizou as redes sociais e despertou a atenção de milhares de angolanos entrou ontem, Sexta-feira, 4 de Setembro, numa nova etapa, após a confirmação científica da sua filiação biológica através de um segundo exame de identificação genética realizado pelo Laboratório Central de Criminalística, em Luanda.

Nascida a 15 de Dezembro de 2025, no Hospital Geral de Luanda, e com síndrome de Down, a criança passou posteriormente a ser acompanhada pelo Hospital Materno-Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, no município do Camama, por orientação da *Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta.
A orientação teve como propósito assegurar a continuidade dos cuidados de saúde e garantir que a criança permanecesse num ambiente seguro, com alimentação, higiene, acompanhamento clínico, protecção e condições adequadas ao seu desenvolvimento, enquanto o caso era encaminhado pelas entidades competentes.
Perante a ausência inicial de acompanhamento parental efectivo, o Ministério da Saúde orientou o acolhimento da criança numa unidade hospitalar, assegurando que não ficasse privada dos cuidados indispensáveis à sua saúde e bem-estar.
Desde então, o Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes assegurou o acompanhamento contínuo da criança, através das suas equipas médicas, de enfermagem e de apoio.

Durante o período em que a imagem da criança circulava pelas redes sociais, gerando solidariedade, preocupações e diferentes versões sobre o caso, dentro do hospital uma equipa trabalhava diariamente para garantir a sua assistência e segurança.
Actualmente, a criança apresenta-se saudável e já dá os seus primeiros passos, depois de vários meses sob acompanhamento da unidade hospitalar.

Mais do que uma resposta clínica, a actuação do Hospital Azancot de Menezes representou uma resposta humana e institucional perante uma situação de particular vulnerabilidade.
O acompanhamento desta criança insere-se numa missão mais ampla do Hospital Materno-Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, unidade de referência na prestação de cuidados diferenciados à mulher, à criança e ao recém-nascido.
Desde a sua entrada em funcionamento, a 1 de Junho de 2022, o hospital tem vindo a consolidar a sua intervenção nas áreas assistencial, formativa e de humanização dos cuidados, tendo completado, este ano, quatro anos de actividade.

Ao longo deste período, a unidade tornou-se uma das estruturas hospitalares de maior procura na área materno-infantil, atendendo diariamente cerca de 500 pacientes, entre grávidas, não grávidas e crianças.
Na área obstétrica, o hospital realiza cerca de 80 a 100 partos por dia, mantendo uma actividade permanente de acompanhamento às gestantes, puérperas e recém-nascidos, ao mesmo tempo que responde a situações de urgência e a diferentes patologias pediátricas.
O hospital destaca-se igualmente pela sua componente de formação e ensino, funcionando como hospital-escola e mantendo uma intensa actividade pedagógica diária.
Neste âmbito, está prevista, para Dezembro deste ano, a formação dos primeiros especialistas em áreas como Ginecologia, Neonatologia e Cuidados Intensivos Pediátricos e de Adultos, reforçando a capacidade nacional de formação especializada e contribuindo para a melhoria da resposta do Serviço Nacional de Saúde.

Na área pediátrica, a unidade dispõe de Cirurgia Pediátrica e tem contribuído para a resolução de casos de elevada complexidade, incluindo o atendimento e tratamento de crianças com patologias cardíacas, permitindo o acompanhamento e encaminhamento de casos de acordo com as necessidades clínicas.

A actividade do hospital estende-se igualmente a situações de particular vulnerabilidade social. Ao longo dos anos, a unidade acolheu recém-nascidos deixados sem acompanhamento parental identificado ou encontrados em circunstâncias de abandono, assegurando os cuidados necessários enquanto os casos são encaminhados às entidades competentes, incluindo a área da Acção Social.
Alguns destes processos encontram-se actualmente em fase de encaminhamento e entrega às estruturas competentes, tendo sempre como referência o superior interesse da criança.
Esta dimensão social reforça o papel do hospital para além da assistência médica, enquanto espaço de acolhimento e protecção de crianças em situações de especial vulnerabilidade.
O caso ganhou grande visibilidade pública depois de surgirem dúvidas em torno da identidade e filiação da criança.
Um primeiro exame de identificação genética realizado em Espanha havia indicado uma probabilidade de filiação de 99,99999%.
Perante as dúvidas manifestadas pelos progenitores relativamente ao primeiro resultado, e tendo em conta que o primeiro teste havia sido anteriormente contestado e negado pela família, foi realizado um segundo exame de identificação genética pelo Laboratório Central de Criminalística, em Luanda, com o propósito de contrapor e confirmar, de forma independente, os resultados do primeiro teste.
Os resultados agora apresentados confirmam os resultados anteriormente obtidos, estabelecendo a filiação biológica da criança e afastando a hipótese de troca de bebés que chegou a ser levantada no âmbito do caso.
A confirmação científica representa um momento importante num processo que envolveu diferentes instituições e exigiu uma resposta articulada nas dimensões clínica, científica, social, investigativa e de protecção da criança.

O encontro realizado, sexta-feira, que reuniu os progenitores da criança e representantes das instituições envolvidas no acompanhamento do caso, contou com a presença do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio; do Inspector-Geral da Saúde, Dr. Miguel Santos de Oliveira; da Directora do Gabinete de Ética e Humanização, Dra. Djamila Príncipe; da Directora do Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes, Dra. Manuela Mendes; bem como de representantes do Instituto Nacional de Apoio à Criança (INAC), do Serviço de Investigação Criminal (SIC), do Gabinete Jurídico do Ministério da Saúde, do Laboratório Central de Criminalística e de outros técnicos envolvidos no processo.
A intervenção conjunta destas entidades permitiu acompanhar a situação nas suas diferentes dimensões, contribuir para o esclarecimento da filiação e criar as condições necessárias para o devido encaminhamento da criança.

O caso demonstra igualmente a importância de uma resposta integrada do Estado perante situações que envolvam crianças em condição de vulnerabilidade, em que a assistência médica deve caminhar lado a lado com a protecção, o acompanhamento social e a salvaguarda dos seus direitos.
Do ponto de vista clínico, foi esclarecido que a criança se encontra actualmente saudável e sem indicação médica que justifique a sua permanência prolongada numa unidade hospitalar.

Concluída a intervenção clínica do sector da Saúde, inicia-se agora uma nova etapa, que deverá ser acompanhada pelas entidades competentes em matéria de protecção da criança e responsabilidades parentais.

Caberá às instituições competentes avaliar e adoptar as medidas necessárias, tendo sempre como referência o superior interesse da criança, a sua segurança, dignidade e direito a um ambiente adequado ao seu desenvolvimento.

Ao longo deste processo, merece reconhecimento a orientação do Ministério da Saúde para que a criança fosse encaminhada para uma unidade hospitalar, garantindo uma resposta institucional perante uma situação que exigia acompanhamento permanente.
Igualmente merece reconhecimento a Direcção do Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes e todos os profissionais que, durante meses, estiveram directamente envolvidos no acompanhamento da criança.
O trabalho realizado por médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, pessoal administrativo e trabalhadores de apoio demonstra a dimensão humana da missão hospitalar, sobretudo perante situações em que a criança necessita de cuidados para além do acto médico.
Com a confirmação da filiação pelos dois exames de ADN, encerra-se uma etapa de um caso que, durante meses, ultrapassou as paredes do hospital e mobilizou a atenção da sociedade angolana.

Por detrás da história que se tornou viral, existe também uma outra realidade: a de uma criança que, durante meses, encontrou no hospital uma estrutura de cuidado, acompanhamento e protecção.

Para esta criança começa agora um novo capítulo, que deverá ser acompanhado pelas instituições competentes, tendo como prioridade o seu superior interesse, segurança, dignidade e desenvolvimento.
“Enquanto a sociedade discutia a história nas redes sociais, dentro do hospital havia uma equipa a cuidar da criança.”

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 5 de Setembro de 2026. ‎

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 15-09-2026
OMUNICADO DE IMPRENSA - MINISTÉRIO DA SAÚDE REALIZA EXAMES DO CONCURSO PÚBLICO DE INGRESSO EXTERNO 2026

REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA SAÚDE
GABINETE DE TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL

COMUNICADO DE IMPRENSA
MINISTÉRIO DA SAÚDE REALIZA EXAMES DO CONCURSO PÚBLICO DE INGRESSO EXTERNO 2026
Provas escritas decorrem de 21 a 26 de Setembro em todo o país
A actualização de dados dos cidadãos maiores, bem como a comunicação de fixação ou alteração de residência são obrigatórias nos termos da lei, e constitui dever cívico do cidadão. Neste contexto, o Ministério da Saúde, enquanto instituição do Estado, reafirma o seu compromisso e a sua responsabilidade institucional, colaborando para o cumprimento das orientações estabelecidas deste processo.
Neste quadro legal, o Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional (GTICI) do Ministério da Saúde informa que todos os candidatos apurados para a realização dos Exames do Concurso Público de Ingresso Externo 2026 devem proceder à actualização e confirmação do Registo Eleitoral Oficioso (Prova de Vida), sob coordenação do Ministério da Administração do Território (MAT).
Os Exames Escritos decorrerão entre 21 e 26 de Setembro de 2026.
No dia da realização da prova, cada candidato deverá apresentar, obrigatoriamente, os seguintes documentos:
1. Ficha de Inscrição no Concurso Público de Ingresso Externo 2026;
2. Bilhete de Identidade (B.I.) válido;
3. Comprovativo/Confirmação da Actualização do Registo Eleitoral Oficioso ou Prova de Vida.
Recomenda-se que os candidatos procedam atempadamente à actualização e confirmação dos seus dados, garantindo que as informações constantes do Registo Eleitoral Oficioso se encontram correctas e actualizadas, de modo a evitar

constrangimentos no acesso à sala de exame.

Nos termos do artigo 107.º da Constituição da República de Angola, conjugado com os artigos 3.º, n.º 2 e 5.º, n.º 3 da Lei n.º 13/25, de 1 de Dezembro (Lei do Registo Eleitoral Oficioso), bem como da Lei n.º 6/16, de 1 de Dezembro, sobre a fixação e comunicação de residência, o registo eleitoral é oficioso, obrigatório e permanente, constituindo dever cívico de todos os cidadãos maiores.

O Ministério da Saúde reafirma o seu compromisso institucional em colaborar para o cumprimento das orientações estabelecidas, assegurando transparência e regularidade no processo.
Os locais, datas e horários de realização dos exames encontram-se disponíveis no portal oficial do Concurso Público de Ingresso Externo 2026: https://ingresso-minsa.ao. Cada candidato deve consultar e confirmar atempadamente a sua situação, bem como o respectivo local, data e horário da prova.
GABINETE DE TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL (GTICI), Ministério da
Saúde, em Luanda, aos 14 de Setembro de 2026.
Av. 21 de Janeiro, Junto ao Terminal da Macon - Gamek Edifício Sede
Luanda - Angola
Província de Luanda ANGOLA

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 14-09-2026
III JORNADAS CIENTÍFICAS DE ENFERMAGEM REFORÇAM QUALIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS E A QUALIDADE DOS CUIDADOS DE SAÚDE

Ministério da Saúde reafirma aposta na formação, especialização e liderança da enfermagem para fortalecer o Sistema Nacional de Saúde

O Ministério da Saúde reafirmou, na manhã de Quinta-feira, 10 de Setembro, o compromisso com a valorização e qualificação dos profissionais de enfermagem, reconhecendo a formação contínua, a especialização e a produção científica como instrumentos fundamentais para melhorar a qualidade, segurança e humanização dos cuidados prestados à população.
A posição foi manifestada pelo Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, que, em representação da Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, presidiu à abertura das III Jornadas Científicas de Enfermagem, realizadas na ENAPP, sob o lema “Cuidar com Ciência e Decidir com Responsabilidade”.
O encontro, que decorre durante dois dias, reúne profissionais de enfermagem, gestores, especialistas, representantes das Ordens Profissionais e parceiros nacionais e internacionais, constituindo um espaço de partilha de conhecimentos, produção científica e reflexão sobre os principais desafios da profissão e do Sistema Nacional de Saúde.
Durante a sua intervenção, o Secretário de Estado destacou que as Jornadas representam um importante marco para o fortalecimento da enfermagem, enquanto “pilar insubstituível do Serviço Nacional de Saúde”, pela sua presença permanente junto dos doentes e famílias e pelo papel que desempenha na prevenção, assistência e promoção da saúde.
Defendeu, igualmente, a formação de profissionais cada vez mais preparados, capazes de liderar equipas, gerir recursos e processos e desenvolver investigação orientada para a resolução dos problemas reais dos serviços de saúde.
“Não podemos falar de qualidade dos serviços de saúde sem a qualidade da enfermagem; segurança do doente sem falar da competência dos enfermeiros; e transformação do sistema de saúde sem reconhecer o papel estratégico da liderança de enfermagem”, afirmou.

As Jornadas estão estruturadas em quatro eixos principais: Segurança Sanitária; Desafios das Doenças Infecciosas Endémicas e Pandémicas; Papel da Enfermagem na Literacia e na Disponibilidade de Serviços; e Papel da Cooperação no Âmbito da Rede.
No domínio da segurança sanitária, foi realçado o papel dos enfermeiros como agentes sentinela da vigilância epidemiológica, particularmente na identificação e notificação de casos suspeitos, biossegurança, administração segura de medicamentos, acompanhamento dos doentes e famílias e prevenção da resistência antimicrobiana.

O Ministério da Saúde defende, neste contexto, o reforço da formação contínua dos profissionais, incluindo conteúdos relacionados com controlo de infecções, gestão de antimicrobianos e resposta a surtos.

A realização das Jornadas durante o Setembro Amarelo permitiu também destacar a importância da enfermagem na saúde mental, sobretudo na identificação de sinais de alerta, acompanhamento dos utentes e encaminhamento adequado dos casos.

Durante a cerimónia foram igualmente destacados investimentos do Executivo na formação e especialização de profissionais, expansão do acesso aos cuidados, inovação tecnológica e construção, ampliação e reabilitação de unidades sanitárias.
No domínio dos recursos humanos, foi destacada a admissão de mais de 46 mil profissionais de saúde, através dos maiores concursos públicos realizados no sector, bem como a aposta na especialização de mais de 38 mil profissionais até 2028.

Na área da inovação, foi realçado o avanço da cirurgia robótica no Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, onde já foram realizadas 136 cirurgias robóticas, incluindo procedimentos nas áreas de urologia, cirurgia geral e ginecobstetrícia e, mais recentemente, uma cirurgia renal minimamente invasiva.
Foram ainda destacados os avanços no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, com a introdução da neurointervenção, embolização de retinoblastoma e Via Verde do AVC, bem como a entrada em funcionamento do Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere, com capacidade de 252 camas.
No domínio da hemodiálise, a cobertura nacional passou a abranger 14 províncias, através de 35 centros especializados, com 445 monitores e capacidade superior a 27 mil sessões semanais.
Na sua intervenção, o Director-Geral do CETEP, Dr. António Jorge Capita, defendeu o reforço da articulação entre os diferentes níveis de atenção e unidades sanitárias, sublinhando a importância dos mecanismos de referência e contra-referência para garantir a continuidade dos cuidados.
“O CETEP não pode ser uma ilha de excelência, tem de ser o centro de uma rede, e o enfermeiro é o elo dessa rede.”
As Jornadas contam igualmente com a participação de parceiros internacionais, com destaque para a delegação brasileira, reforçando a cooperação no âmbito da CPLP, SADC e União Africana, através da transferência de conhecimentos, formação especializada e intercâmbio entre profissionais.

O Ministério da Saúde reafirma, assim, a aposta na valorização da Carreira de Enfermagem, melhoria das condições de trabalho, formação especializada e fortalecimento da liderança profissional, com o propósito de elevar a capacidade técnica nacional.

As III Jornadas Científicas de Enfermagem prosseguem durante dois dias, com uma programação dedicada à partilha e transferência de conhecimentos, produção científica e discussão de propostas para o fortalecimento da profissão.
A aposta é clara: formar profissionais mais preparados para garantir serviços de saúde mais seguros, humanizados e capazes de responder às necessidades da população.

Fonte: GTICI – MINSA, Luanda, 11 de Setembro de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 14-09-2026
PARCERIA ANGOLA–BRASIL REFORÇA FORMAÇÃO DE ESPECIALISTAS E TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO NA SAÚDE

PFRHS já beneficiou 21.713 profissionais, correspondentes a 57,13% da meta de 38 mil até 2028; parceria com instituições brasileiras avança em áreas prioritárias

O Programa de Fortalecimento dos Recursos Humanos em Saúde (PFRHS) já beneficiou 21.713 profissionais, correspondentes a 57,13% da meta de 38 mil profissionais a formar até 2028, reforçando a aposta do Ministério da Saúde na qualificação do capital humano e no fortalecimento da capacidade técnica do Sistema Nacional de Saúde.
O programa é promovido pelo Ministério da Saúde, por via do Instituto de Especialização em Saúde (IES), através da Unidade de Implementação do Projecto de Fortalecimento dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), com acções de formação realizadas em Angola e no exterior, em parceria com instituições nacionais e internacionais.
No quadro desta estratégia, Angola e Brasil estão a aprofundar a cooperação na formação especializada de profissionais de saúde, com resultados já alcançados nas áreas de Infectologia e Anestesiologia e perspectivas de expansão para Cardiologia, Saúde Pública e investigação.
Os resultados e as novas perspectivas da parceria foram apresentados, Sexta-feira, 11 de Setembro, durante um encontro realizado nas instalações da UIP-PFRHS, que reuniu responsáveis do Ministério da Saúde e uma delegação brasileira da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e de outras instituições parceiras.
O encontro foi presidido pelo Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, ladeado pelo Coordenador e Gestor Técnico da UIP-PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro.
Ao intervir no encontro, o Secretário de Estado para a Saúde Pública, destacou a necessidade de fazer acompanhar os investimentos em infra-estruturas e equipamentos da formação de profissionais capazes de responder às novas exigências do sector.
“Não basta construir hospitais modernos e equipá-los com tecnologia de última geração. Precisamos de profissionais preparados para utilizar essa tecnologia e garantir melhores serviços de saúde à população”, afirmou.

O governante destacou a contribuição do PFRHS para a meta de 38 mil profissionais até 2028, considerando que os resultados alcançados permitem perspectivar o cumprimento antecipado do objectivo.
“Estamos no bom caminho e a meta poderá ser ultrapassada antes de 2028”, afirmou, defendendo a continuidade da mobilização de parceiros, projectos e financiamentos para o fortalecimento do sector.

O Prof. Dr. Job Monteiro, apresentou os resultados da parceria com a Unifesp, destacando a formação em Infectologia, que já permitiu a cerca de 150 profissionais concluir as etapas previstas.
O programa deverá abranger 203 especialistas, com a conclusão das formações prevista entre Dezembro de 2026 e Março de 2027 e o encerramento global do curso em Maio de 2027.

Segundo o responsável, a estratégia passa por garantir que as competências adquiridas pelos profissionais sejam posteriormente aplicadas nos serviços de saúde e partilhadas com outros quadros.
“O nosso objectivo não é apenas formar especialistas. Queremos que o conhecimento adquirido seja trazido para Angola, aplicado nos nossos hospitais e posteriormente multiplicado através da formação de outros profissionais”, sublinhou.
Como parte desta estratégia, a UIP-PFRHS pretende articular os especialistas formados em Infectologia com o Programa Nacional de Controlo de Infecção.
Está prevista a realização de um diagnóstico situacional nos hospitais de referência do país, com recurso a um instrumento desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com o Prof. Dr. Job Monteiro, a iniciativa terá carácter de apoio técnico e melhoria dos serviços, e não de auditoria, permitindo identificar oportunidades de intervenção e reforçar as medidas de prevenção e controlo de infecções nas unidades sanitárias.
A componente prática inclui igualmente actividades no Hospital dos Queimados, em Luanda, onde os profissionais acompanham procedimentos diferenciados, incluindo cirurgias robóticas, associando a formação teórica à experiência clínica e ao contacto com novas tecnologias.
A Chefe do Departamento de Relações Internacionais da Unifesp, Dra. Karen Spadari, destacou o carácter recíproco da parceria, salientando que a iniciativa permite a qualificação dos profissionais angolanos e, simultaneamente, a troca de experiências entre especialistas e instituições dos dois países.
A cooperação envolve ainda instituições brasileiras como o Hospital São Paulo, a Fiocruz, estruturas de vigilância em saúde e o Centro de Referência de HIV/AIDS de São Paulo, que constituem espaços de formação, estágio e intercâmbio para profissionais angolanos.

Para além das áreas já em desenvolvimento, estão em perspectiva novas iniciativas em Cardiologia, Saúde Pública e investigação, ampliando o campo de colaboração entre as instituições dos dois países.
A estratégia do PFRHS prevê que os profissionais especializados possam, no regresso ao país, assumir também funções de formadores e multiplicadores de conhecimento, contribuindo para a criação de capacidade técnica sustentável nas instituições nacionais.
Durante o encontro, as partes reafirmaram o compromisso de aprofundar a colaboração nas áreas de formação especializada, investigação, intercâmbio académico e transferência de conhecimento, com o objectivo de fortalecer os recursos humanos e contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde prestados à população.

Fonte: GTICI-IES/UIP-PFRHS, Ministério da Saúde, Luanda, 12 de Setembro de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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