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HOSPITAL ESPECIALIZADO EM QUEIMADOS JULIUS NYERERE

Governo 24-08-2026
MINISTRA DA SAÚDE ORIENTA MEDIDAS URGENTES PARA REFORÇAR ATENDIMENTO NO HOSPITAL HERÓIS DE KIFANGONDO

Visita surpresa permitiu avaliar o funcionamento dos serviços e identificar áreas que requerem intervenção imediata

A ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, realizou, nas primeiras horas deste Domingo, 23 de Agosto, uma visita de trabalho ao Hospital Heróis de Kifangondo, no município de Cacuaco, província do Icolo e Bengo, com o objectivo de acompanhar, no local, o grau de prontidão da unidade e a qualidade do atendimento prestado aos utentes.

A visita enquadra-se no processo de acompanhamento e avaliação do funcionamento das unidades sanitárias de referência de Luanda e do Icolo e Bengo, que tem levado a ministra da Saúde a deslocar-se a diferentes instituições para constatar, no terreno, as condições de atendimento e identificar áreas que necessitam de intervenção e reforço.
No âmbito dessas visitas, a governante já esteve, entre outras unidades, no Hospital de Viana Bispo Emilio de Carvalho, onde deixou orientações destinadas à melhoria da assistência aos pacientes.
No Hospital Heróis de Kifangondo, a ministra iniciou a jornada pelo Banco de Urgência, tendo posteriormente percorrido as áreas de internamento, a Neonatologia e a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), onde acompanhou o funcionamento dos serviços e manteve contacto com profissionais e pacientes.
A visita permitiu identificar alguns constrangimentos relacionados com a organização dos serviços, o tempo de resposta aos doentes, a realização de exames complementares e a tomada de decisões clínicas, sobretudo nos casos que exigem intervenção célere.
Segundo a ministra, um hospital de referência deve assegurar uma resposta adequada e atempada aos pacientes, aproveitando de forma eficiente os meios técnicos e humanos disponíveis.
“Não podemos aceitar que um doente fique 24 horas numa sala de observação sem que haja uma resposta”, afirmou Sílvia Lutucuta, defendendo maior celeridade na avaliação, no diagnóstico e na definição da conduta clínica.
A governante chamou igualmente a atenção para a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos pacientes internados, incluindo a realização dos exames complementares de seguimento e a avaliação multidisciplinar dos casos que assim o exigem.
No Banco de Urgência, a ministra destacou a importância de melhorar a organização dos espaços e assegurar condições o atendimento de situações de trauma grave e outras emergências.
Sílvia Lutucuta orientou igualmente para o cumprimento rigoroso dos procedimentos de triagem, com destaque para a Triagem de Manchester, de modo a garantir que os pacientes sejam avaliados e encaminhados de acordo com o grau de gravidade e a natureza da situação clínica.
A ministra defendeu ainda uma melhor diferenciação dos circuitos de atendimento, evitando a concentração de diferentes tipos de pacientes num mesmo espaço quando existam áreas específicas para Pediatria, atendimento a grávidas e outras situações clínicas.
Para a governante, a organização dos serviços deve permitir que os casos potencialmente graves tenham acesso rápido aos meios necessários, sem comprometer a capacidade de resposta às emergências.
Outro aspecto destacado durante a visita foi o acompanhamento dos profissionais em formação.
A ministra orientou as direções clínica e pedagógica a reforçarem a supervisão dos internos, tendo em conta as patologias mais frequentemente atendidas na unidade.
Segundo Sílvia Lutucuta, a formação em serviço deve ser acompanhada por profissionais experientes, de forma a garantir que os médicos em formação adquiram competências práticas adequadas às exigências de um hospital de referência.
A governante sublinhou ainda a importância de uma presença mais efectiva das chefias nos serviços e de um acompanhamento permanente do funcionamento da instituição.
Durante a visita, a ministra apelou aos profissionais de saúde para que o atendimento seja pautado pelo respeito, pela dignidade e pela humanização.
“Se não queremos que maltratem os nossos familiares, também temos de tratar bem as outras pessoas”, afirmou, defendendo igualmente uma comunicação mais clara entre as equipas de saúde e os familiares dos pacientes, sobretudo nos casos de maior complexidade.
Para a ministra, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de equipamentos e recursos, mas também da forma como estes são organizados e utilizados em benefício dos utentes.
Na área pediátrica, a ministra acompanhou a avaliação de uma criança que apresentava sinais de alteração neurológica e orientou o envolvimento de especialistas para uma apreciação clínica mais diferenciada.
A situação serviu igualmente para reforçar a importância de protocolos adequados de investigação, diagnóstico e acompanhamento de casos neurológicos, particularmente em pacientes pediátricos.
Ao abordar o funcionamento da unidade, Sílvia Lutucuta reforçou o papel das direções hospitalares no acompanhamento permanente da assistência prestada.
Para a ministra, cabe às chefias conhecer o funcionamento dos serviços, identificar constrangimentos e assegurar que os profissionais disponham das condições necessárias para responder às necessidades dos pacientes.
A orientação deixada à administração do hospital é no sentido de reforçar a organização interna, a supervisão clínica e pedagógica, o aproveitamento dos espaços e a capacidade de resposta às situações de emergência.
No final da visita, a ministra realizou uma reunião com a direção do hospital, durante a qual reforçou que a prioridade deve estar na resolução dos constrangimentos identificados e na consolidação das melhorias.
A visita enquadra-se no acompanhamento do funcionamento das unidades sanitárias e na avaliação das condições de prestação de cuidados de saúde na província, com particular atenção à prontidão dos serviços, à segurança dos pacientes e à humanização do atendimento.
A ministra deixou como orientação central o reforço da organização, da responsabilidade das chefias e da capacidade de resposta dos serviços, tendo em vista garantir aos utentes um atendimento mais célere, seguro, digno e humanizado.

FONTE: GTICI – MINISTÉRIO DA SAÚDE, LUANDA, 23 DE AGOSTO DE 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 24-08-2026
DO HOSPITAL DE CAMPANHA À CASA DE APOIO: CHDCP GANHA NOVA ESTRUTURA PARA OS PROFISSIONAIS

A transformação das antigas instalações em espaço habitacional com capacidade para 86 pessoas reforça a aposta do Ministério da Saúde no bem-estar e na valorização dos profissionais.

A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, testemunhou na manhã deste sábado , 22 de Agosto, à entrega oficial da Casa de Apoio aos Profissionais do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento (CHDCP), uma infra-estrutura requalificada e equipada para proporcionar melhores condições de alojamento, conforto, convivência e bem-estar aos profissionais de saúde.
Localizada no pavilhão anexo do Complexo Hospitalar, a nova Casa de Apoio resulta da requalificação das antigas instalações do Hospital Provisório, originalmente concebidas como hospital de campanha no âmbito das obras de reabilitação e ampliação do antigo Hospital Sanatório de Luanda.

A infra-estrutura, que nasceu de uma solução inicialmente temporária, foi transformada numa estrutura habitacional permanente, concebida para responder às necessidades dos profissionais que trabalham no complexo hospitalar e, simultaneamente, reduzir encargos associados ao alojamento de equipas e profissionais deslocados.

Durante a cerimónia, a Ministra da Saúde , destacou a importância de colocar o profissional de saúde no centro das políticas de valorização, defendendo uma abordagem que ultrapasse as responsabilidades estritamente regulamentares das instituições.
“Esta era inicialmente o nosso hospital de campanha, para conseguirmos reabilitar e ampliar o complexo hospitalar. Hoje, este espaço foi transformado numa área habitacional que podemos chamar de condomínio do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento”, afirmou.

Sílvia Lutucuta recordou que a transformação do espaço partiu de uma proposta inicialmente recebida com alguma reserva, mas que acabou por demonstrar o seu valor após a concretização do projecto.
Segundo a governante, o resultado representa um investimento que valeu a pena, sobretudo por criar condições para acolher profissionais e equipas parceiras sem a necessidade de recorrer permanentemente a unidades hoteleiras.
“O Já não precisamos gastar dinheiro com hotel. Ficam aqui com as responsabilidades que lhes cabem”, sublinhou, defendendo que a infra- estrutura deve ser preservada e colocada ao serviço do sector da saúde por muitos anos.

A Casa de Apoio possui capacidade global para 86 pessoas, distribuída por diferentes modalidades de alojamento, incluindo 6 quartos VIP T2, 20 quartos T2 normais, 10 quartos T1 e 6 quartos partilhados com quatro camas cada, correspondentes a 24 camas.
Além dos espaços habitacionais, a infra-estrutura dispõe de um refeitório com capacidade para 100 pessoas, auditório para 86 lugares, cinco gabinetes administrativos, uma sala de reuniões, cozinha, lavandaria, balneários e quadra desportiva.
Mais do que um espaço de alojamento, a Casa de Apoio foi concebida para oferecer um ambiente integrado de permanência, descanso, alimentação, formação, reuniões, convivência e prática desportiva.

A iniciativa traduz, assim, uma visão humanizada da gestão dos recursos humanos no sector da saúde, reconhecendo que profissionais com melhores condições de permanência e bem-estar estão igualmente mais preparados para prestar cuidados com qualidade, dedicação e excelência.

No âmbito do contrato da 2.ª fase da empreitada de reabilitação do Hospital Sanatório de Luanda, as instalações do antigo Hospital Provisório foram requalificadas e adaptadas para a actual função de Casa de Apoio/Alojamentos.

A intervenção contemplou igualmente importantes infra-estruturas técnicas de suporte, garantindo maior autonomia e segurança operacional.
Entre os equipamentos instalados destacam-se um reservatório de água com capacidade para 80 mil litros, um reservatório de combustível de 20 mil litros e dois grupos geradores de 500 kVA cada, totalizando 1.000 kVA de potência instalada de emergência.
A unidade dispõe ainda de um Posto de Transformação de 400 kVA, reforçando a capacidade de fornecimento e suporte energético da infra-estrutura.
A entrega da Casa de Apoio representa mais do que a disponibilização de uma nova infra-estrutura física. Constitui uma aposta nas pessoas que diariamente asseguram o funcionamento das unidades sanitárias e que, muitas vezes, enfrentam desafios relacionados com deslocação, alojamento e permanência em serviço.

Ao proporcionar condições dignas para os profissionais, a iniciativa reforça a compreensão de que a qualidade dos serviços de saúde começa também pelas condições oferecidas a quem os presta.
A cerimónia contou com a presença de responsáveis do Ministério da Saúde, da direcção do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, equipas técnicas e parceiros envolvidos na execução da empreitada.
Ao concluir a sua intervenção, a Ministra da Saúde felicitou as equipas envolvidas na concretização do projecto e apelou à preservação da infraestrutura, para que continue a servir o sector da saúde durante muitos anos.

A Casa de Apoio do CHDCP passa, deste modo, a constituir uma importante resposta de apoio aos profissionais e um exemplo de como espaços inicialmente concebidos para soluções temporárias podem ser transformados em estruturas permanentes, funcionais e orientadas para o bem-estar humano.
Com 86 camas, espaços de alimentação, formação, administração, lazer e apoio, além de sistemas próprios de água, energia e combustível, a nova Casa de Apoio materializa uma mensagem simples, mas estratégica: cuidar de quem cuida também é investir na qualidade da saúde.

FONTE: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 22 de Agosto de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 24-08-2026
ANGOLA REFORÇA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL NO TRATAMENTO DA HEMOFILIA E REALIZA PRIMEIRA ERITROCITAFÉRESE NO PAÍS

Ministra da Saúde recebe delegação brasileira e entrega reconhecimento internacional à parceria entre Angola e Brasil

Angola deu um novo passo no reforço da assistência especializada às doenças hematológicas, com a realização, pela primeira vez no país, de um procedimento de eritrocitaférese, no âmbito do II Workshop Internacional sobre Hemofilia, que decorreu de 17 a 20 de Agosto, em Luanda.

A iniciativa ganhou particular relevância no final da tarde de quinta-feira, 20 de Agosto, quando a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, regressada da missão oficial à República da Sérvia, recebeu em audiência uma delegação brasileira liderada pela Professora Margareth Ozelo, do Hemocentro Unicamp, de Campinas, Brasil.
Durante o encontro, foram apresentados os resultados da cooperação entre o Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo e o Hemocentro Unicamp-Campinas, estabelecida no âmbito do Twinning Program da Federação Mundial de Hemofilia (WFH).

A audiência contou igualmente com a presença do Director-Geral do Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo, Dr. Francisco António José Domingos, bem como de outros responsáveis e técnicos do Ministério da Saúde envolvidos no acompanhamento das acções de cooperação e no fortalecimento da assistência hematológica no país.

Um dos momentos de maior destaque da audiência foi a entrega à Ministra da Saúde do Prémio de Melhor Twinning Program de 2025, atribuído pela Federação Mundial de Hemofilia às duas instituições parceiras.

A distinção reconhece os resultados alcançados no fortalecimento da assistência aos doentes com hemofilia, na formação especializada dos profissionais de saúde e na transferência de conhecimento entre Angola e Brasil.

O reconhecimento internacional constitui, igualmente, uma valorização do trabalho desenvolvido por profissionais angolanos e brasileiros e demonstra o impacto que a cooperação técnica pode produzir no desenvolvimento de competências e na melhoria da qualidade dos cuidados de saúde.

Durante a audiência, a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, destacou a importância da parceria entre Angola e Brasil, sublinhando que o reconhecimento atribuído pela Federação Mundial de Hemofilia representa “uma confirmação de que estamos no caminho certo e de que a cooperação técnica, quando assente na formação, na transferência de conhecimento e no compromisso dos profissionais, produz resultados concretos para os nossos doentes”.

A governante realçou ainda que a realização da primeira eritrocitaférese em Angola demonstra a capacidade crescente do país de incorporar técnicas diferenciadas e reforçar a resposta nacional às doenças hematológicas, defendendo a continuidade das parcerias internacionais como instrumento para acelerar o desenvolvimento de competências e melhorar a qualidade da assistência prestada à população.

O II Workshop Internacional sobre Hemofilia reuniu 116 participantes, provenientes de Angola, Brasil, Moçambique e Cabo Verde, além de profissionais de várias unidades sanitárias das províncias de Luanda, Bengo, Icolo e Bengo, Huíla, Huambo, Benguela, Cabinda, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Bié, Cunene e Moxico.

A formação abrangeu diferentes áreas da assistência, incluindo medicina, enfermagem, odontologia, ortopedia, fisioterapia, psicologia, diagnóstico e terapêutica, promovendo uma abordagem multidisciplinar e integrada no acompanhamento de pessoas com hemofilia e doença falciforme.

O encontro contou com o apoio do Hemocentro Unicamp-Campinas e do Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo, consolidando a troca de experiências e a transferência de boas práticas entre os profissionais dos dois países.

O ponto alto da componente técnico-científica foi a realização da primeira eritrocitaférese em Angola, um marco no desenvolvimento da capacidade nacional de resposta a determinadas doenças hematológicas.

A técnica permite a remoção dos glóbulos vermelhos do doente e a sua substituição por eritrócitos provenientes de dadores, constituindo uma modalidade terapêutica diferenciada para situações clínicas específicas. A introdução deste procedimento no país representa um avanço na medicina transfusional angolana e cria novas possibilidades de acesso a cuidados especializados, reduzindo a necessidade de recorrer a capacidades técnicas existentes fora do país.

A realização do workshop, associada ao reconhecimento internacional do programa de cooperação Angola–Brasil, reforça a aposta do Ministério da Saúde na formação especializada, transferência de conhecimento, inovação e introdução de técnicas diferenciadas no Sistema Nacional de Saúde.

Para Angola, o reconhecimento da Federação Mundial de Hemofilia e a realização da primeira eritrocitaférese no país constituem dois resultados de particular importância: um confirma a qualidade da cooperação internacional desenvolvida e o outro demonstra a capacidade crescente de incorporar técnicas avançadas na assistência hematológica nacional.

FONTE: GTICI, Ministério da Saúde, Luanda, 21 de Agosto de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 24-08-2026
MINISTRA DA SAÚDE REFORÇA COOPERAÇÃO COM A SÉRVIA E ABRE NOVAS PERSPECTIVAS PARA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA E FORMAÇÃO DE QUADROS EM ANGOLA

Encontro com a Galenica coloca em perspectiva investimento, transferência de tecnologia e produção de medicamentos, enquanto diálogo com estudantes de Medicina aborda estágios, concursos e especialização

A ministra da Saúde de Angola, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, reafirmou, nesta Quarta-feira, 19 de Agosto, em Belgrado, a importância do aprofundamento da cooperação entre Angola e a República da Sérvia no domínio da saúde, com prioridade para a formação de quadros, assistência técnica, transferência de tecnologia, investigação, inovação e desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional.
A posição foi expressa durante o encontro mantido pela governante com responsáveis da Galenica, no encerramento da visita da delegação angolana às instalações da empresa farmacêutica, no âmbito da missão oficial que cumpre na Sérvia.
A ministra esteve acompanhada pelo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na República da Sérvia, Dr. Eduardo Octávio, por membros da delegação do Ministério da Saúde e por representantes da Missão Diplomática de Angola em Belgrado.
O encontro permitiu aprofundar os contactos estabelecidos durante a visita à unidade industrial e avaliar possibilidades de cooperação capazes de apoiar a estratégia angolana de produção nacional de medicamentos.
Na ocasião, Sílvia Lutucuta agradeceu a recepção proporcionada à delegação angolana e destacou os laços históricos de amizade entre Angola e a Sérvia, recordando que a cooperação bilateral no sector da saúde inclui, há décadas, a formação de profissionais angolanos, a assistência técnica e o tratamento de doentes na antiga Jugoslávia e, posteriormente, na Sérvia.

Segundo a ministra, a relação entre os dois países deve entrar numa nova etapa, orientada para a criação de capacidades que permitam a Angola responder aos desafios actuais do sistema de saúde e reduzir a dependência externa em áreas estratégicas.
“Nós também queremos a indústria farmacêutica”, afirmou a governante, defendendo o reforço da capacidade nacional de produção de medicamentos.

A visita à Galenica permitiu à delegação angolana conhecer directamente uma experiência industrial consolidada e avaliar possibilidades de adaptação de modelos de produção e cooperação ao contexto nacional.

Sílvia Lutucuta considerou igualmente relevante a dimensão internacional da empresa, nomeadamente a ligação empresarial ao Brasil e a sua inserção no mercado europeu.
O Director-Geral da empresa, Dr. Ricardo Vian Marques, destacou a importância da visita da delegação angolana e recordou contactos anteriores com autoridades do país, incluindo deslocações a Angola para analisar possibilidades de instalação e desenvolvimento de um projecto semelhante.
Segundo explicou, a presença da empresa na Sérvia teve início em 2018, após a aquisição de uma empresa local em 2017, permitindo posteriormente a expansão da actividade na região dos Balcãs e para outros mercados europeus.
Para Angola, a experiência poderá abrir espaço a um modelo de cooperação que combine conhecimento industrial e científico, capacidade produtiva, experiência empresarial e prioridades nacionais no sector farmacêutico.

A eventual parceria poderá abranger transferência de tecnologia, formação de quadros, investigação e desenvolvimento, produção, controlo de qualidade, regulação e desenvolvimento de produtos.

A ministra sublinhou que Angola pretende ir além da aquisição de medicamentos e da assistência técnica. O objectivo é criar competências nacionais capazes de sustentar, a médio e longo prazo, uma verdadeira indústria farmacêutica.

Nesse sentido, a capacitação de profissionais deverá acompanhar qualquer iniciativa de investimento, garantindo a existência de quadros especializados em áreas como produção, controlo de qualidade, investigação, gestão industrial, regulação e desenvolvimento de produtos.
A composição da delegação angolana reflectiu precisamente essa abordagem multidisciplinar, integrando representantes do Ministério da Saúde, da entidade reguladora de medicamentos, da Inspecção-Geral, do Instituto de Especialização em Saúde, do gabinete de intercâmbio e de estruturas responsáveis pela formação de recursos humanos, entre outras áreas do sector.
Após a visita à unidade farmacêutica, a ministra deslocou-se à Embaixada de Angola na República da Sérvia, onde realizou actividades institucionais e manteve um encontro com estudantes angolanos de Medicina.
O encontro surgiu na sequência de uma solicitação apresentada pelos próprios estudantes, que aproveitaram a presença da governante em Belgrado para partilhar preocupações e expectativas relacionadas com a formação, os estágios e o futuro enquadramento profissional em Angola.
Durante a sessão, os estudantes apresentaram as respectivas áreas e anos de formação e colocaram questões sobre a continuidade da formação, o ingresso no sistema público de saúde e o acesso aos programas de especialização.
Sílvia Lutucuta valorizou o contacto com os jovens e destacou a responsabilidade associada à formação no estrangeiro.
A ministra incentivou os estudantes a aproveitarem os períodos de férias para realizar estágios e contactos práticos nas unidades sanitárias angolanas, de modo a manterem uma ligação directa com a realidade clínica do país.

Segundo a governante, a rede sanitária nacional oferece oportunidades de contacto com diferentes níveis de assistência, desde os cuidados primários até às unidades hospitalares de maior complexidade.

A ministra alertou igualmente para a necessidade de uma formação médica abrangente. As diferenças epidemiológicas entre países, explicou, não devem limitar a preparação dos futuros profissionais, que deverão estar capacitados para reconhecer e responder a diferentes patologias.
Uma das principais preocupações apresentadas pelos estudantes esteve relacionada com o enquadramento profissional dos médicos formados no estrangeiro.
Em resposta, Sílvia Lutucuta esclareceu que o ingresso na função pública, incluindo no sector da saúde, é feito, em regra, através de concursos públicos.
Os profissionais deverão acompanhar os mecanismos de recrutamento, cumprir os requisitos estabelecidos e concorrer às vagas disponibilizadas, sendo o enquadramento efectuado de acordo com os resultados e procedimentos definidos.

A governante recordou experiências anteriores de integração de profissionais formados no exterior e aconselhou os estudantes actualmente na Sérvia a prepararem-se desde já para os futuros processos de recrutamento.
Durante o encontro, a ministra informou ainda que Angola está a implementar um programa de formação de recursos humanos em saúde, financiado pelo Banco Mundial, no valor aproximado de 200 milhões de dólares, para um período de cinco anos.
O programa visa reforçar a formação especializada e contínua dos profissionais, estando o acesso às oportunidades condicionado pela articulação entre a formação disponibilizada e as necessidades do sistema.
A governante aconselhou os estudantes a acompanharem os concursos e programas lançados pelo Ministério da Saúde e a conhecerem antecipadamente os critérios de acesso.
Defendeu igualmente a importância da formação contínua, incluindo cursos de curta duração e outras modalidades de actualização profissional.
No encerramento do encontro, o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na República da Sérvia, Eduardo Filomeno Leiro Octávio agradeceu a presença da ministra, da delegação do Ministério da Saúde e dos estudantes, reafirmando a importância da comunidade estudantil angolana para a Missão Diplomática.
O diplomata destacou as raízes históricas das relações entre Angola e a Sérvia e considerou que a actual dinâmica bilateral deve transformar esse legado em projectos concretos e resultados para os dois povos.
“Estamos a colocar mais um tijolo no grande edifício das nossas relações históricas”, afirmou.
Para Eduardo Octávio, a vontade política constitui apenas o ponto de partida. A concretização das parcerias exige acção, persistência, resiliência e capacidade de execução.
Dirigindo-se particularmente aos estudantes, o diplomata destacou que a formação no exterior representa um investimento das famílias, do Estado e de outras entidades que apoiam os jovens.
Por isso, apelou à responsabilidade, patriotismo, dedicação e compromisso com Angola, defendendo que o conhecimento adquirido no estrangeiro deve ser transformado em valor para o desenvolvimento nacional.
O embaixador incentivou os estudantes a procurarem não apenas um diploma, mas também uma trajectória de excelência como: professores, investigadores, cientistas, especialistas e profissionais de referência.
“Estudem, investiguem e continuem a luta”, foi uma das principais mensagens deixadas aos estudantes.
O Embaixador assegurou que a Embaixada de Angola na República da Sérvia continuará disponível para acompanhar a comunidade estudantil angolana.

A Missão Diplomática deverá manter-se como ponto de ligação entre os estudantes, as instituições angolanas e as autoridades sérvias, contribuindo para o aproveitamento da experiência de formação no exterior. Eduardo Octávio defendeu ainda a adopção de hábitos de vida saudáveis e recordou que a promoção da saúde e a prevenção constituem responsabilidades individuais e colectivas.

Na fase final da missão oficial, que termina nesta Quinta-feira, 20 de Agosto de 2026, a ministra agradeceu a recepção proporcionada pelas autoridades sérvias, pela empresa e pela Missão Diplomática de Angola.

No final das actividades na Embaixada, Sílvia Lutucuta assinou o Livro de Honra da Embaixada de Angola na República da Sérvia, assinalando a passagem da delegação pela Missão Diplomática.

A visita deixa como principal desafio a transformação das relações históricas entre Angola e a Sérvia em projectos concretos, capacidade produtiva, conhecimento e benefícios duradouros para os cidadãos angolanos.

FONTE: EMBAIXADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA REPÚBLICA DA S

Fonte: Sem fonte
Governo 24-08-2026
ANGOLA E SÉRVIA REFORÇAM COOPERAÇÃO EM MEDICAMENTOS, DISPOSITIVOS MÉDICOS E REGULAÇÃO SANITÁRIA

Ministra Sílvia Lutucuta preside encontro com autoridade reguladora sérvia e identifica oportunidades de formação, intercâmbio técnico e fortalecimento da capacidade regulatória nacional

A cooperação entre Angola e a República da Sérvia no domínio da saúde ganhou, esta Terça-feira, 18 de Agosto, um novo impulso, com a visita de uma delegação angolana à Agência de Medicamentos e Dispositivos Médicos da Sérvia (ALIMS), em Belgrado, no quadro da missão ministerial angolana àquele país.
A visita teve como objectivo conhecer a experiência da Sérvia no domínio da regulação e controlo de medicamentos e dispositivos médicos, identificar oportunidades de cooperação e recolher boas práticas que possam contribuir para o fortalecimento da capacidade institucional e técnica de Angola.
A reunião de trabalho foi presidida pela Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, que esteve ladeada pelo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na República da Sérvia, Eduardo Filomeno Leiro Octávio, e por membros da delegação angolana.
Durante os trabalhos, foram abordadas matérias relacionadas com a autorização e registo de medicamentos, controlo de qualidade, farmacovigilância, ensaios clínicos, fiscalização do mercado, capacidade laboratorial, dispositivos médicos e combate a falcificação de medicamentos e a baixa qualidade.

Na abertura do encontro, representantes da ALIMS destacaram a importância da cooperação internacional para o fortalecimento dos sistemas regulatórios e manifestaram disponibilidade para aprofundar o diálogo institucional com Angola.
A responsável da área de gestão da autoridade reguladora sérvia, Diana Ligeti, salientou que uma regulação moderna exige conhecimento científico, capacidade laboratorial, sistemas de qualidade, profissionais especializados e permanente actualização.

Ao intervir no encontro, a Ministra Sílvia Lutucuta destacou os históricos laços de amizade entre Angola e a Sérvia e enquadrou a missão na estratégia de reforço da cooperação bilateral em sectores considerados estratégicos, com particular destaque para a saúde.
A governante sublinhou a importância de assegurar a disponibilidade de medicamentos e dispositivos médicos seguros, eficazes e de qualidade, considerando o papel da regulação sanitária na protecção da saúde da população.
“Precisamos aprender muito e aproveitar esta oportunidade para fortalecer a nossa capacidade regulatória”, foi uma das ideias centrais transmitidas pela parte angolana durante o encontro.

Entre os temas de maior relevância esteve o combate aos medicamentos falsificados e de qualidade inferior, com as duas partes a analisarem mecanismos de fiscalização do mercado, rastreabilidade, análise laboratorial e procedimentos de controlo e retirada de produtos que possam representar riscos para a saúde pública.
A experiência sérvia despertou particular interesse da delegação angolana, sobretudo no que diz respeito à articulação entre regulação, controlo laboratorial e monitorização dos medicamentos após a sua entrada no mercado.
A farmacovigilância foi igualmente destacada, tendo sido apresentados mecanismos de recolha e análise de notificações de reacções adversas, avaliação de riscos e adopção de medidas destinadas a proteger os pacientes.
A delegação angolana procurou conhecer os procedimentos utilizados pela autoridade sérvia na recolha e análise de amostras de medicamentos, os mecanismos de verificação da conformidade dos produtos e a forma como os resultados laboratoriais apoiam as decisões das autoridades reguladoras.
A partilha de experiências nesta área poderá contribuir para o reforço das capacidades laboratoriais de Angola e para a qualificação de profissionais capazes de responder aos desafios de um mercado farmacêutico em permanente evolução.

Angola manifestou interesse em explorar oportunidades de formação, intercâmbio técnico e treinamento especializado para quadros ligados à regulação farmacêutica, controlo de qualidade, laboratórios, farmacovigilância, ensaios clínicos e tecnologias de saúde.
Para a parte angolana, o investimento na formação especializada é fundamental para acompanhar a evolução científica, tecnológica e normativa do sector e garantir a sustentabilidade das reformas em curso.
O intercâmbio poderá, deste modo, contribuir para a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de competências técnicas, com impacto na modernização da capacidade regulatória nacional.

No final da visita à ALIMS, a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, acompanhada pela delegação angolana, deslocou-se ao monumento dedicado ao Dr. António Agostinho Neto, em Belgrado, onde procedeu à deposição de uma coroa de flores em homenagem ao Fundador da Nação e primeiro Presidente da República de Angola.
Localizado em Nova Belgrado, o monumento a Agostinho Neto constitui um símbolo das relações históricas entre os dois países. Em Junho deste ano, durante a visita oficial do Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, a Belgrado, foi igualmente realizada uma cerimónia de homenagem junto ao monumento dedicado ao primeiro Presidente de Angola independente.
A homenagem da Ministra da Saúde enquadra-se, assim, no espírito de valorização da memória histórica e de continuidade das relações de amizade e cooperação entre Angola e a Sérvia.
A visita à ALIMS permitiu aprofundar o conhecimento sobre a experiência sérvia e identificar áreas concretas para o desenvolvimento da cooperação no domínio da saúde.
O diálogo entre as instituições dos dois países poderá evoluir para instrumentos formais de cooperação e projectos concretos, particularmente nas áreas de formação especializada, intercâmbio técnico, regulação sanitária e desenvolvimento das capacidades laboratoriais.

A missão reafirma o compromisso de Angola em consolidar um sistema regulatório moderno, eficiente e alinhado com as melhores práticas internacionais, contribuindo para garantir maior segurança, qualidade e eficácia dos medicamentos e dispositivos médicos disponibilizados à população.
A missão ministerial angolana prossegue amanhã, Quarta-feira, 19 de Agosto, com uma visita ao Hospital de Batajnica, em Belgrado, onde a delegação conhecerá o funcionamento do centro de diálise e da unidade de cuidados paliativos, incluindo a organização e prestação dos serviços de saúde. O programa inclui igualmente uma visita à Galenika a.d. Belgrado, uma das principais empresas farmacêuticas da Sérvia.

FONTE: EMBAIXADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA REPÚBLICA DA SÉRVIA, BELGRADO, 18 DE AGOSTO DE 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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