PRIMEIRO ENCONTRO DE NEURORRADIOLOGIA DE INTERVENÇÃO MARCA AVANÇO HISTÓRICO NA SAÚDE ANGOLANA
A capital angolana acolheu, esta tarde, o 1º Encontro de Neurorradiologia de Intervenção, um marco histórico para o Sistema Nacional de Saúde. Realizado no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”, o evento foi presidido pela Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, que destacou a iniciativa como essencial para a modernização e autonomia técnica do país.
O encontro contou com a presença do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, do Director do Hospital, Dr. Albano Eugénio, e de especialistas nacionais e internacionais, incluindo o Professor Doutor Carlos Clayton Macedo de Freitas, Presidente da Sociedade Brasileira de Neurorradiologia de Intervenção, Coordenador né Gestor Técnico do PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, Médicos e especialistas , consultores do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS) também participaram.
Durante a cerimónia, a ministra afirmou que a introdução da neurorradiologia de intervenção não representa apenas um avanço técnico. Trata-se do início de um novo ciclo de formação avançada de quadros nacionais, reforçando a autonomia do país no tratamento de patologias complexas e reduzindo a necessidade de evacuações médicas para o exterior, que podem custar até 300 mil dólares por paciente.
“Angola reafirma hoje o seu compromisso com a construção de um sistema de saúde moderno, sustentável, tecnologicamente avançado e capaz de responder, com meios próprios, às patologias de maior complexidade clínica, reduzindo a dependência externa e consolidando a soberania sanitária”, sublinhou a ministra.
A iniciativa faz parte do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, que prevê a capacitação de 38 mil profissionais, sendo 80% da formação em Angola e 20% no exterior, reforçando a aposta do Executivo na formação local especializada.
A neurorradiologia de intervenção é uma subespecialidade médica de ponta, que utiliza técnicas minimamente invasivas guiadas por imagem, como angiografia, fluoroscopia e tomografia, para tratar doenças cerebrovasculares de alta complexidade.
Entre os procedimentos realizados destacam-se: Tratamento de AVC agudo isquémico; Tratamento de aneurismas cerebrais; Correção de malformações vasculares; Embolização de fístulas arteriovenosas; Intervenções neurovasculares complexas.
Segundo a ministra, esta abordagem permite intervenções mais rápidas, seguras e menos invasivas, aumentando significativamente as chances de sobrevivência e recuperação funcional dos pacientes.
“Com a implementação progressiva desta valência em Angola, estimamos uma redução expressiva dos custos para o Estado, maior celeridade na resposta clínica, diminuição do sofrimento das famílias e, acima de tudo, preservação de vidas humanas”, reforçou.
Inaugurado em 27 de setembro de 2025 pelo Presidente da República, João Lourenço, o Complexo Hospitalar Pedalé consolidou-se como um centro nacional de excelência técnica, científica e assistencial. Entre os destaques da unidade estão:
Unidade de AVC, com resposta rápida e coordenada;
* Linha verde de diagnóstico e tratamento do cancro da mama;
* Equipamentos de última geração, como Ressonância Magnética de 3 Teslas, Tomógrafo dual-source de 128 cortes e salas híbridas para intervenções minimamente invasivas.
A introdução do Serviço de Neurorradiologia de Intervenção marca um novo marco histórico. Seis médicos angolanos iniciarão um internato especializado, acompanhados por especialistas internacionais, promovendo a transferência de conhecimento e acelerando a capacidade técnica nacional.
“É motivo de orgulho que 99% da equipa envolvida no projecto seja composta por profissionais angolanos, incluindo neurocirurgiões, neurorradiologistas, neurologistas, anestesistas, enfermeiros e técnicos especializados. Esta realidade fortalece não apenas a capacidade técnica, mas também pedagógica, científica e institucional do país”, afirmou a ministra.
O encontro destacou que o investimento em infra-estrutura, tecnologia e capital humano não é apenas estratégico, mas um compromisso do Executivo com um sistema de saúde resiliente, autónomo e eficaz. A iniciativa evidencia uma nova era na saúde, pautada por:
* Excelência técnica e científica;
* Formação especializada de quadros nacionais;
* Inovação contínua;
* Autonomia sanitária;
* Melhoria da qualidade dos cuidados de saúde.
A ministra reforçou que o projecto consolida o compromisso do Governo com a redução da dependência externa, a valorização dos profissionais angolanos e a democratização do acesso a cuidados altamente diferenciados.
“Hoje celebramos mais do que um avanço técnico e científico. Celebramos uma vitória da visão estratégica do Executivo, que coloca o ser humano no centro das decisões, reconhecendo na saúde um direito fundamental e um pilar do desenvolvimento nacional”, concluiu.
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Fonte: GCI – Ministério da Saúde- UIP/PFRHS, Luanda, 14 de Maio de 2026