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HOSPITAL ESPECIALIZADO EM QUEIMADOS JULIUS NYERERE

Governo 29-09-2026
ANGOLA LEVA À ONU O COMPROMISSO COM A SAÚDE GLOBAL NO DIA DO TRABALHADOR DA SAÚDE

Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, representa Angola na 2.ª Reunião de Alto Nível sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias, em Nova Iorque

No dia em que Angola assinala o Dia do Trabalhador da Saúde, o país levou à tribuna das Nações Unidas a sua experiência e o compromisso de continuar a reforçar a prevenção, preparação e resposta a pandemias, durante a 2.ª Reunião de Alto Nível sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias, realizada à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
Em representação da Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, apresentou as principais medidas adoptadas por Angola para fortalecer o Sistema Nacional de Saúde, proteger as populações e contribuir para uma resposta global mais coordenada perante futuras emergências sanitárias.
A participação de Angola assume particular significado por ocorrer precisamente no Dia do Trabalhador da Saúde, data dedicada ao reconhecimento dos profissionais que, diariamente, asseguram a prestação de cuidados, a vigilância epidemiológica, a prevenção de doenças e a resposta às emergências de saúde pública em todo o território nacional.

Na sua intervenção, o Secretário de Estado destacou que a experiência da COVID-19 demonstrou que a segurança sanitária de cada país é indissociável da saúde global, defendendo o reforço da cooperação internacional, do multilateralismo, da equidade e da solidariedade entre as nações.

Carlos Alberto Pinto de Sousa destacou os investimentos realizados por Angola na expansão e modernização do Serviço Nacional de Saúde, com particular atenção aos cuidados de saúde primários, que representam mais de 80% das novas unidades sanitárias, bem como o crescimento da força de trabalho do sector.
No domínio da preparação e resposta às emergências, foram igualmente destacadas as capacidades desenvolvidas através do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, do diagnóstico molecular e do sequenciamento genómico, numa abordagem integrada de “Uma Só Saúde”, que contempla também a coordenação transfronteiriça e a partilha de informação.
Outro eixo central apresentado pela delegação angolana foi o investimento nos recursos humanos para a saúde, com destaque para o programa de formação e especialização de aproximadamente 38 mil profissionais de saúde até 2028.

A iniciativa visa contribuir para o reforço da capacidade nacional de resposta às emergências e para a evolução das Equipas de Resposta Rápida para o modelo de Equipas Médicas de Emergência, em conformidade com os padrões internacionais da Organização Mundial da Saúde.
No plano internacional, Angola defendeu a necessidade de assegurar financiamento sustentável e acesso equitativo a vacinas, diagnósticos, medicamentos e tecnologias de saúde, ao mesmo tempo que reforça a cooperação científica e a capacidade de produção local em África.
A delegação angolana reiterou ainda o apoio à Declaração Política sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias e sublinhou que os compromissos assumidos pela comunidade internacional devem ser acompanhados de acções concretas, recursos adequados e mecanismos transparentes de monitorização.
Ao concluir a sua intervenção, o Secretário de Estado para a Saúde Pública afirmou:
“A saúde global só será alcançada por meio de uma acção colectiva, alicerçada num forte multilateralismo, equidade e solidariedade.”

A mensagem apresentada por Angola reforça, assim, a importância de colocar as pessoas, os profissionais de saúde e a capacidade dos sistemas nacionais de saúde no centro da preparação para futuras pandemias.
Integram a delegação angolana o .Dr. Júlio Fernandes de Carvalho, Director Nacional do Intercâmbio; Dra Joana Morais , Directora Nacional do INIS; Dr. Djamel Márcio da Silva Kitumba, Director do Instituto de Especialização em Saúde; Prof. Dr. Job Monteiro*, Coordenador e Gestor Técnico da Unidade de Implementação do Projecto de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS); Dra Neusa Cumbe, Especialista de Comunicação, Informação e Gestão do Conhecimento do PFRHS-UIP; e Dr. Graciano Cassinda, técnico do Gabinete da Ministra da Saúde.

Esteve igualmente presente Sua Excelência Ana Maria de Oliveira, Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da República de Angola, no âmbito da representação diplomática angolana junto das Nações Unidas e dos organismos internacionais.

A presença de Angola nesta reunião de alto nível acontece no quadro da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, reafirmando a participação do país nos debates internacionais sobre saúde global, segurança sanitária e preparação para futuras emergências.

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Nova Iorque, Estados Unidos da América, 25 de Setembro de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 21-09-2026
ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM DE ANESTESIOLOGIA E REANIMAÇÃO

Workshop marca hoje uma nova etapa na formação especializada de profissionais de saúde

O Ministério da Saúde promove, hoje, 16 de Setembro , a partir das 09h00, na Academia Venâncio de Moura, em Kilamba, Luanda, o Workshop de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola, uma iniciativa que assinala uma importante etapa de formação especializada e de cooperação técnico-científica entre Angola e Brasil.
Organizado pelo Programa de Fortalecimento dos Recursos Humanos da Saúde, Unidade de Implementação do Projecto (PFRHS-UIP), o encontro reúne formandos da Pós-Graduação em Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação, docentes convidados e convidados institucionais, para partilhar experiências, conhecimentos e resultados alcançados durante o processo de formação e imersão.
Sob o lema “Da aprendizagem à prática, da prática à excelência”, o workshop será marcado por momentos de reflexão e partilha sobre o percurso dos enfermeiros angolanos na área de Anestesiologia e Reanimação, as competências exigidas ao futuro especialista e as aprendizagens resultantes do intercâmbio entre Angola e Brasil.
A programação inclui a mesa-redonda “Experiência e identidade profissional: o percurso dos enfermeiros angolanos na Anestesiologia e Reanimação”, a palestra “Competências do futuro especialista de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola” e a mesa-redonda “Da imersão à prática: aprendizagens, partilhas e perspetivas entre Angola e Brasil”.

A iniciativa dá continuidade a uma componente de formação prática e supervisionada, desenvolvida com recurso a simulação realística, treinamento de habilidades, discussão de casos clínicos e Prática Deliberada em Ciclos Rápidos (PDCR).
Durante a formação foram trabalhadas competências essenciais, com destaque para o Suporte Básico de Vida (BLS), Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), manejo das vias aéreas e acessos venosos, reforçando a preparação dos profissionais para a resposta a situações de urgência e emergência.

Mais do que um momento de encerramento, o workshop constitui uma oportunidade para aproximar conhecimento, prática e assistência, valorizando a formação especializada como instrumento para o fortalecimento dos recursos humanos e para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde em Angola.
A cooperação Angola–Brasil demonstra, assim, como o intercâmbio técnico-científico e a formação especializada podem contribuir para transformar conhecimento em competências e competências em melhores respostas para os cidadãos.
“Da aprendizagem à prática, da prática à excelência.”

Fonte: GTICI/IES/UIP-PFRHS – Ministério da Saúde, Luanda, 16 de setembro de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 21-09-2026
CASO DA CRIANÇA QUE MOBILIZOU AS REDES SOCIAIS: SEGUNDO EXAME DE ADN CONFIRMA FILIAÇÃO E ABRE NOVA ETAPA

Depois de meses de acompanhamento pelo Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes, confirmação científica da filiação permite avançar para uma nova fase de protecção e encaminhamento da criança

A história da criança que, nos últimos meses, mobilizou as redes sociais e despertou a atenção de milhares de angolanos entrou ontem, Sexta-feira, 4 de Setembro, numa nova etapa, após a confirmação científica da sua filiação biológica através de um segundo exame de identificação genética realizado pelo Laboratório Central de Criminalística, em Luanda.

Nascida a 15 de Dezembro de 2025, no Hospital Geral de Luanda, e com síndrome de Down, a criança passou posteriormente a ser acompanhada pelo Hospital Materno-Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, no município do Camama, por orientação da *Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta.
A orientação teve como propósito assegurar a continuidade dos cuidados de saúde e garantir que a criança permanecesse num ambiente seguro, com alimentação, higiene, acompanhamento clínico, protecção e condições adequadas ao seu desenvolvimento, enquanto o caso era encaminhado pelas entidades competentes.
Perante a ausência inicial de acompanhamento parental efectivo, o Ministério da Saúde orientou o acolhimento da criança numa unidade hospitalar, assegurando que não ficasse privada dos cuidados indispensáveis à sua saúde e bem-estar.
Desde então, o Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes assegurou o acompanhamento contínuo da criança, através das suas equipas médicas, de enfermagem e de apoio.

Durante o período em que a imagem da criança circulava pelas redes sociais, gerando solidariedade, preocupações e diferentes versões sobre o caso, dentro do hospital uma equipa trabalhava diariamente para garantir a sua assistência e segurança.
Actualmente, a criança apresenta-se saudável e já dá os seus primeiros passos, depois de vários meses sob acompanhamento da unidade hospitalar.

Mais do que uma resposta clínica, a actuação do Hospital Azancot de Menezes representou uma resposta humana e institucional perante uma situação de particular vulnerabilidade.
O acompanhamento desta criança insere-se numa missão mais ampla do Hospital Materno-Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, unidade de referência na prestação de cuidados diferenciados à mulher, à criança e ao recém-nascido.
Desde a sua entrada em funcionamento, a 1 de Junho de 2022, o hospital tem vindo a consolidar a sua intervenção nas áreas assistencial, formativa e de humanização dos cuidados, tendo completado, este ano, quatro anos de actividade.

Ao longo deste período, a unidade tornou-se uma das estruturas hospitalares de maior procura na área materno-infantil, atendendo diariamente cerca de 500 pacientes, entre grávidas, não grávidas e crianças.
Na área obstétrica, o hospital realiza cerca de 80 a 100 partos por dia, mantendo uma actividade permanente de acompanhamento às gestantes, puérperas e recém-nascidos, ao mesmo tempo que responde a situações de urgência e a diferentes patologias pediátricas.
O hospital destaca-se igualmente pela sua componente de formação e ensino, funcionando como hospital-escola e mantendo uma intensa actividade pedagógica diária.
Neste âmbito, está prevista, para Dezembro deste ano, a formação dos primeiros especialistas em áreas como Ginecologia, Neonatologia e Cuidados Intensivos Pediátricos e de Adultos, reforçando a capacidade nacional de formação especializada e contribuindo para a melhoria da resposta do Serviço Nacional de Saúde.

Na área pediátrica, a unidade dispõe de Cirurgia Pediátrica e tem contribuído para a resolução de casos de elevada complexidade, incluindo o atendimento e tratamento de crianças com patologias cardíacas, permitindo o acompanhamento e encaminhamento de casos de acordo com as necessidades clínicas.

A actividade do hospital estende-se igualmente a situações de particular vulnerabilidade social. Ao longo dos anos, a unidade acolheu recém-nascidos deixados sem acompanhamento parental identificado ou encontrados em circunstâncias de abandono, assegurando os cuidados necessários enquanto os casos são encaminhados às entidades competentes, incluindo a área da Acção Social.
Alguns destes processos encontram-se actualmente em fase de encaminhamento e entrega às estruturas competentes, tendo sempre como referência o superior interesse da criança.
Esta dimensão social reforça o papel do hospital para além da assistência médica, enquanto espaço de acolhimento e protecção de crianças em situações de especial vulnerabilidade.
O caso ganhou grande visibilidade pública depois de surgirem dúvidas em torno da identidade e filiação da criança.
Um primeiro exame de identificação genética realizado em Espanha havia indicado uma probabilidade de filiação de 99,99999%.
Perante as dúvidas manifestadas pelos progenitores relativamente ao primeiro resultado, e tendo em conta que o primeiro teste havia sido anteriormente contestado e negado pela família, foi realizado um segundo exame de identificação genética pelo Laboratório Central de Criminalística, em Luanda, com o propósito de contrapor e confirmar, de forma independente, os resultados do primeiro teste.
Os resultados agora apresentados confirmam os resultados anteriormente obtidos, estabelecendo a filiação biológica da criança e afastando a hipótese de troca de bebés que chegou a ser levantada no âmbito do caso.
A confirmação científica representa um momento importante num processo que envolveu diferentes instituições e exigiu uma resposta articulada nas dimensões clínica, científica, social, investigativa e de protecção da criança.

O encontro realizado, sexta-feira, que reuniu os progenitores da criança e representantes das instituições envolvidas no acompanhamento do caso, contou com a presença do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio; do Inspector-Geral da Saúde, Dr. Miguel Santos de Oliveira; da Directora do Gabinete de Ética e Humanização, Dra. Djamila Príncipe; da Directora do Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes, Dra. Manuela Mendes; bem como de representantes do Instituto Nacional de Apoio à Criança (INAC), do Serviço de Investigação Criminal (SIC), do Gabinete Jurídico do Ministério da Saúde, do Laboratório Central de Criminalística e de outros técnicos envolvidos no processo.
A intervenção conjunta destas entidades permitiu acompanhar a situação nas suas diferentes dimensões, contribuir para o esclarecimento da filiação e criar as condições necessárias para o devido encaminhamento da criança.

O caso demonstra igualmente a importância de uma resposta integrada do Estado perante situações que envolvam crianças em condição de vulnerabilidade, em que a assistência médica deve caminhar lado a lado com a protecção, o acompanhamento social e a salvaguarda dos seus direitos.
Do ponto de vista clínico, foi esclarecido que a criança se encontra actualmente saudável e sem indicação médica que justifique a sua permanência prolongada numa unidade hospitalar.

Concluída a intervenção clínica do sector da Saúde, inicia-se agora uma nova etapa, que deverá ser acompanhada pelas entidades competentes em matéria de protecção da criança e responsabilidades parentais.

Caberá às instituições competentes avaliar e adoptar as medidas necessárias, tendo sempre como referência o superior interesse da criança, a sua segurança, dignidade e direito a um ambiente adequado ao seu desenvolvimento.

Ao longo deste processo, merece reconhecimento a orientação do Ministério da Saúde para que a criança fosse encaminhada para uma unidade hospitalar, garantindo uma resposta institucional perante uma situação que exigia acompanhamento permanente.
Igualmente merece reconhecimento a Direcção do Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes e todos os profissionais que, durante meses, estiveram directamente envolvidos no acompanhamento da criança.
O trabalho realizado por médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, pessoal administrativo e trabalhadores de apoio demonstra a dimensão humana da missão hospitalar, sobretudo perante situações em que a criança necessita de cuidados para além do acto médico.
Com a confirmação da filiação pelos dois exames de ADN, encerra-se uma etapa de um caso que, durante meses, ultrapassou as paredes do hospital e mobilizou a atenção da sociedade angolana.

Por detrás da história que se tornou viral, existe também uma outra realidade: a de uma criança que, durante meses, encontrou no hospital uma estrutura de cuidado, acompanhamento e protecção.

Para esta criança começa agora um novo capítulo, que deverá ser acompanhado pelas instituições competentes, tendo como prioridade o seu superior interesse, segurança, dignidade e desenvolvimento.
“Enquanto a sociedade discutia a história nas redes sociais, dentro do hospital havia uma equipa a cuidar da criança.”

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 5 de Setembro de 2026. ‎

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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