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PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITA OBRAS DO FUTURO HOSPITAL DOS QUEIMADOS

Governo 14-07-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE EMPOSSA DIRECÇÃO QUE VAI LIDERAR O NOVO HOSPITAL DOS QUEIMADOS PRESIDENTE JULIUS NYERERE

O Ministério da Saúde empossou, esta Segunda-feira, 13 de Julho, a direcção que vai liderar o futuro *Hospital dos Queimados Presidente Julius Kambarage Nyerere, uma unidade que se posiciona como uma das mais modernas infra-estruturas hospitalares de Angola, vocacionada para o tratamento de queimaduras, feridas complexas, microcirurgia reconstrutiva e investigação científica.

A cerimónia, orientada pela ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, marca uma nova etapa na preparação operacional da unidade, que deverá tornar-se referência nacional e regional na assistência de alta complexidade e especializada, reduzindo a necessidade de evacuações de pacientes para o exterior e reforçando a capacidade técnica do Sistema Nacional de Saúde.
O novo hospital contará com equipamentos e valências de elevada diferenciação, entre os quais:
* Imagiologia com Ressonância Magnética de 3 Tesla, equipamento de alta precisão que produz imagens mais detalhadas dos órgãos e tecidos, permitindo diagnósticos mais rápidos e rigorosos;
* Câmaras hiperbáricas, utilizadas na oxigenoterapia hiperbárica, tratamento que acelera a cicatrização de queimaduras e feridas complexas, combate infecções graves e favorece a recuperação dos tecidos;
* Unidade de cuidados intensivos para adultos e crianças especializada para doentes queimados em estado crítico e ;
* Blocos operatórios preparados para cirurgias altamente complexas, incluindo procedimentos reconstrutivos e vasculares, Microcirurgia reconstrutiva*, técnica que permite reconstruir tecidos, nervos e vasos sanguíneos através da ligação de estruturas microscópicas, sendo fundamental na recuperação funcional e estética de vítimas de queimaduras graves e outras deformidades;
* Consulta especializada de feridas complexas e crónicas, destinada ao tratamento de lesões de difícil cicatrização, como úlceras, feridas pós-cirúrgicas e lesões associadas a doenças crónicas;
* *Banco de pele, para transplates e enxertos complexos, laboratório, áreas de reabilitação e espaços dedicados à formação e investigação científica.

A nova directora-geral, Dra. Yanessa Katiana Van-Dúnem Filipe de Almeida, é médica especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e de Queimados, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, com residência médica em Cirurgia Geral e posterior especialização no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, no Brasil, um dos maiores centros de referência da América Latina.
Ao longo da sua formação e carreira, adquiriu experiência em unidades de queimados, cuidados intensivos, microcirurgia reconstrutiva, transplante de pele, tratamento de feridas complexas e reconstrução pós-trauma e pós-cirúrgica. Tem ainda participado em diversos projectos científicos e congressos internacionais dedicados à cirurgia plástica, queimaduras e medicina regenerativa, destacando-se também como palestrante na área do tratamento de feridas complexas.
A escolha da especialista reflete a aposta do Ministério da Saúde numa liderança com experiência técnica e capacidade de desenvolver um hospital de elevada diferenciação.
Além da directora-geral, foram igualmente empossados:
* Dra. Tomásia Mayisila Mafuani Alberto– Directora Clínica;
* Dr. Alexandrino Martinho Sangunga Simão – Director de Enfermagem;
* Dra. Stefânia Francisca Garcia António da Silva – Directora Pedagógica e Científica;
* Dra. Diozandra Marina de Oliveira – Directora Administrativa;
* Dra. Massengo Cristina do Nascimento Luabeya Neto – Directora Técnica.

Durante a cerimónia, a ministra da Saúde destacou que a equipa foi seleccionada com base na competência técnica, experiência profissional e capacidade de liderança, defendendo uma gestão orientada para a humanização dos cuidados, a qualidade assistencial e a excelência dos serviços.
Com tecnologia de última geração e uma equipa especializada, o Hospital dos Queimados Presidente Julius Kambarage Nyerere deverá tornar-se um centro de referência para o tratamento de queimaduras, feridas complexas, reconstrução microcirúrgica e investigação científica, reforçando significativamente a resposta de Angola na medicina altamente especializada.

FONTE: GTICI, Ministério da Saúde, Luanda, 13 de Julho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 14-07-2026
MINISTRA DA SAÚDE E DIRECTORA REGIONAL DO FNUAP REFORÇAM PARCERIA ESTRATÉGICA PARA ACELERAR GANHOS NA SAÚDE MATERNA, REPRODUTIVA E DOS JOVENS EM ANGOLA

Sua Excelência a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, recebeu, na manhã desta sexta-feira, 10 de Julho, nas instalações do Ministério da Saúde, em Luanda, a Directora Regional do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP/UNFPA) para a África Oriental e Austral, Sra. Lydia Zigomo, que realizou uma missão oficial à República de Angola.
A audiência contou igualmente com a presença do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, da Representante do FNUAP em Angola, Sra. Rinko Kinoshita, bem como de responsáveis do Ministério da Saúde e da delegação da agência das Nações Unidas.
O encontro reafirmou a solidez da parceria entre o Governo de Angola e o FNUAP, permitindo avaliar os resultados alcançados e definir novas prioridades para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, com especial incidência na implementação da Estratégia Nacional dos Cuidados Primários de Saúde, considerada um dos principais pilares para aproximar os serviços das comunidades e assegurar um acesso mais equitativo, eficiente e humanizado aos cuidados de saúde.
Durante a reunião, as duas instituições analisaram os progressos registados nos domínios da saúde sexual e reprodutiva, da saúde materna, neonatal e infantil, da prevenção e eliminação da fístula obstétrica, do planeamento familiar, da prevenção do VIH e da transmissão vertical, bem como da melhoria dos serviços de saúde destinados aos adolescentes e jovens, em consonância com as prioridades definidas no 9.º Ciclo do Programa de País do FNUAP (CPD 2024–2028).
Foi igualmente realizado um balanço dos resultados da cooperação entre o Ministério da Saúde e o FNUAP, cuja implementação tem produzido impactos significativos na melhoria da saúde e do bem-estar das famílias angolanas. Entre os principais avanços destacam-se a criação de 165 Salas de Saúde Amigas dos Adolescentes e Jovens, a formação de mais de 1.160 enfermeiras para atendimento especializado desta faixa etária, a capacitação contínua de médicos, enfermeiros e parteiras em Cuidados Obstétricos e Neonatais de Urgência, a implementação do Caderno de Saúde Materno-Infantil, o reforço da disponibilidade de contraceptivos modernos e o apoio técnico à elaboração de estratégias nacionais para os Cuidados Primários de Saúde, resposta ao VIH, hepatites virais, infecções sexualmente transmissíveis e prevenção da fístula obstétrica.
No domínio do fortalecimento da capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde, foi igualmente destacado o apoio do FNUAP através do fornecimento de medicamentos, equipamentos e insumos essenciais, incluindo centenas de milhares de doses de Sayana Press, outros métodos contraceptivos modernos, cadernos de saúde materno-infantil e diversos materiais destinados à melhoria da qualidade dos serviços de saúde sexual e reprodutiva.
Na ocasião, a Directora Regional do FNUAP para a África Oriental e Austral, Lydia Zigomo, reiterou o firme compromisso da organização em continuar a apoiar o Executivo angolano na implementação das prioridades nacionais do sector da saúde, enaltecendo os progressos alcançados por Angola e manifestando inteira disponibilidade para aprofundar a cooperação técnica e financeira.
Por sua vez, Sua Excelência a Ministra da Saúde agradeceu o apoio contínuo do FNUAP, sublinhando que esta parceria estratégica continuará orientada para a redução da mortalidade materna e neonatal, o fortalecimento dos Cuidados Primários de Saúde, a prevenção da gravidez na adolescência, o combate ao VIH, a promoção da saúde sexual e reprodutiva e a consolidação de serviços de saúde cada vez mais inclusivos, humanizados e acessíveis para toda a população.
A missão oficial da Directora Regional do FNUAP, realizada entre os dias 6 e 10 de Julho de 2026, constitui mais um marco no fortalecimento das relações de cooperação entre a República de Angola e o Sistema das Nações Unidas, reafirmando o compromisso conjunto com a melhoria da qualidade de vida das populações, o desenvolvimento humano e a aceleração dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável no sector da saúde.
Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 10 de Julho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 09-07-2026
ANGOLA PARTILHA EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS EM SAÚDE COM MISSÃO TÉCNICA DE MOÇAMBIQUE

O Ministério da Saúde de Angola recebeu, de 6 a 11 de Julho, uma missão técnica do Ministério da Saúde da República de Moçambique, no âmbito do reforço da cooperação bilateral e da partilha de experiências sobre o desenvolvimento de recursos humanos para a saúde, formação especializada e fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde.
A agenda de trabalho teve início após a participação da delegação moçambicana no I Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, realizado em Luanda, nos dias 5 e 6 de Julho, sob a presidência de Sua Excelência a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta. À margem do evento, a delegação foi recebida em audiência pela Titular da Pasta, que reiterou o compromisso de Angola em aprofundar a cooperação técnica com Moçambique no domínio da qualificação dos profissionais de saúde e da implementação da Cobertura Universal de Saúde.
Na ocasião, a Ministra da Saúde destacou que a cooperação entre países africanos constitui um instrumento estratégico para acelerar o fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde.
"A partilha de experiências e de boas práticas entre Angola e Moçambique demonstra que a cooperação Sul-Sul é um caminho seguro para fortalecer as capacidades institucionais, desenvolver os recursos humanos e garantir serviços de saúde cada vez mais acessíveis, qualificados e humanizados para as nossas populações."

Na sequência da audiência, a missão reuniu-se nas instalações centrais do Ministério da Saúde com a equipa da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), sendo recebida pelo Coordenador e Gestor do Projecto, Professor Doutor Job Monteiro, acompanhado pela Directora Nacional de Hospitais, Dra. Francisca Quifica, pelo Director Nacional de Intercâmbio, Dr. Júlio de Carvalho, pela Directora do Gabinete de Humanização, Dra. Djamila Príncipe, e por membros da equipa técnica da UIP-PFRHS.

Durante o encontro, o Professor Doutor Job Monteiro apresentou os principais resultados alcançados pelo Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), financiado pelo Banco Mundial, destacando os investimentos realizados na expansão da formação especializada, no fortalecimento das instituições de ensino e formação em saúde, na melhoria da capacidade nacional de qualificação dos profissionais e na implementação de mecanismos destinados a assegurar a sustentabilidade das reformas em curso.

Na ocasião, o responsável sublinhou que o desenvolvimento dos recursos humanos constitui um dos pilares da estratégia do Executivo para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.
"A formação de recursos humanos constitui um investimento estratégico para a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde. Através do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, já foi possível beneficiar cerca de 19 mil profissionais, reforçando as competências técnicas, expandindo a formação especializada e fortalecendo as instituições responsáveis pela gestão e desenvolvimento dos recursos humanos no sector da saúde. Estes resultados representam um legado que continuará a produzir impactos positivos muito para além do período de financiamento do Banco Mundial."
No prosseguimento da agenda, a delegação visitou o Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), onde foi recebida pela Directora do Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), Dra. Joana de Morais. O encontro permitiu conhecer o papel desempenhado pelo INIS na produção de evidência científica, investigação biomédica, vigilância laboratorial e apoio técnico à formulação das políticas públicas de saúde.
A missão manteve igualmente encontros institucionais com o Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, Dra Jovita André e com o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola, Dr. Eduardo Elambo Caiangula, durante os quais foram apresentadas as experiências angolanas em matéria de regulação profissional, ética e deontologia, acreditação, licenciamento profissional e desenvolvimento profissional contínuo. As partes identificaram áreas de interesse comum susceptíveis de impulsionar futuras iniciativas de cooperação entre as instituições congéneres dos dois países.
Como parte da agenda técnica, a delegação visitou o Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, recebidos pelo Director Geral da Instituição Hospitalar, Dr. Mário Fernandes, onde conheceu a organização da instituição, os programas de formação contínua e o modelo de integração entre assistência, ensino e investigação, considerado uma referência nacional na formação especializada.
Após a visita ao Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, a missão deslocou-se à Central de Compras e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos de Angola (CECOMA), onde foi recebida pelo Director-Geral, Dr. Viegas de Almeida.
Durante o encontro, o Director-Geral apresentou a evolução institucional da CECOMA, a sua estrutura organizacional e os mecanismos de gestão da cadeia nacional de abastecimento de medicamentos e meios médicos. Explicou igualmente que a instituição é responsável pela aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos, dispositivos médicos e outros meios médicos destinados ao Serviço Nacional de Saúde, desempenhando um papel determinante na garantia do abastecimento regular das unidades sanitárias em todo o país.
Foram ainda apresentados os processos de planeamento logístico, controlo de qualidade, gestão de stocks e monitorização da distribuição, bem como os desafios e as reformas em curso para modernizar o sistema nacional de aprovisionamento de medicamentos.
A delegação moçambicana manifestou particular interesse pela experiência angolana, considerando a CECOMA um exemplo relevante de organização da logística farmacêutica e da gestão integrada da cadeia de abastecimento no sector da saúde.
A missão prosseguiu com uma visita ao Instituto de Especialização em Saúde (IES), onde decorreu um encontro técnico dedicado à apresentação do modelo angolano de formação especializada.
A delegação foi recebida pelo Director-Geral do Instituto, Dr. Djamel Kitumba, acompanhado pelos Directores-Gerais Adjuntos, Dr. Amândio Simão, para a Área de Enfermagem, e Dra. Ilda Jeremias, para a Área Administrativa, bem como pelos responsáveis do Departamento de Apoio ao Director-Geral e do Departamento do Internato de Especialidade.
Participaram igualmente membros da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, especialistas das áreas de formação, auditoria interna e salvaguardas sociais, além do Director Nacional de Intercâmbio, Dr. Júlio de Carvalho.
Na sessão de abertura, o Director-Geral do IES sublinhou que a visita da delegação moçambicana representa o reconhecimento do percurso que Angola tem vindo a construir na organização da formação especializada.
"A criação do Instituto de Especialização em Saúde representou uma mudança estrutural na governação da formação especializada em Angola. Hoje dispomos de um sistema capaz de planificar, acreditar, certificar e acompanhar a formação dos profissionais de saúde em todo o território nacional, garantindo padrões de qualidade cada vez mais elevados."
Durante a apresentação institucional, foram partilhados os principais resultados alcançados desde a criação do Instituto, em 2021, entre os quais a acreditação de novos serviços formadores, a expansão dos programas de especialização, a implementação do Programa Emergencial de Especialização em Enfermagem e o desenvolvimento de mecanismos de monitorização e avaliação da formação especializada.

O Director-Geral destacou ainda que Angola já formou cerca de 1.600 especialistas desde a criação do Instituto e conta actualmente com mais de 3.200 médicos internos, distribuídos por 39 programas de especialidade, abrangendo praticamente todas as províncias do país.
Por sua vez, o chefe da delegação moçambicana, Naftal Matusse, agradeceu a hospitalidade das autoridades angolanas e salientou que a missão permitiu conhecer experiências relevantes para o fortalecimento da formação especializada em Moçambique.
"Viemos com o propósito de aprender. Encontrámos em Angola um modelo estruturado, com soluções concretas para desafios que também enfrentamos. Levamos connosco importantes ensinamentos sobre acreditação, planeamento da formação, desenvolvimento institucional e sustentabilidade dos programas, que poderão contribuir para o fortalecimento do nosso sistema de saúde."

Ao longo dos encontros, as duas delegações debateram temas relacionados com o internato médico, especialização em enfermagem, acreditação das instituições formadoras, investigação em saúde, planeamento dos recursos humanos, desenvolvimento profissional contínuo, logística farmacêutica, gestão da cadeia de abastecimento de medicamentos e mecanismos de sustentabilidade das reformas apoiadas pelo Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde.

A missão técnica evidencia o compromisso dos Ministérios da Saúde de Angola e de Moçambique em reforçar a cooperação Sul-Sul, promover a partilha de boas práticas e investir na qualificação dos profissionais de saúde, na investigação científica, na gestão eficiente dos medicamentos e no fortalecimento institucional como elementos essenciais para sistemas nacionais de saúde mais resilientes e para a concretização da Cobertura Universal de Saúde.
As actividades prosseguem até ao dia 11 de Julho, com novas visitas técnicas e encontros institucionais dedicados ao intercâmbio de experiências e ao aprofundamento da cooperação entre os dois países.

Fonte: Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional (GTICI) do Ministério da Saúde, Luanda, 10 de Julho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 07-07-2026
MINISTRA DA SAÚDE RECEBE DOCENTES BRASILEIROS E REFORÇA APOSTA NA FORMAÇÃO ESPECIALIZADA DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE

À margem da realização do I Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, recebeu uma delegação de docentes brasileiros que se encontra em Angola para assegurar a formação de profissionais de saúde no Curso de Especialização em Bioquímica Clínica e Hematologia, uma iniciativa integrada no Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, financiado pelo Banco Mundial.
O encontro contou igualmente com a presença do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, do Gestor Técnico da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), Prof. Dr. Job Monteiro, Director Geral do Instituto de Especialização em Saúde, neurocirurgião Dr. D, Jamel Kitumba .

Durante a audiência, foi apresentada oficialmente a equipa de docentes brasileiros responsável pelas componentes teórica e prática do curso de especialização, que está a ser ministrado em Angola por um período superior a 20 dias. Nesta primeira fase, a formação decorre nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe, Benguela, Cuanza Sul, Huambo, Bié, Cuando e Cubango, estando prevista a sua expansão gradual para outras regiões do país, permitindo beneficiar um número cada vez maior de profissionais de saúde.

A equipa é composta por especialistas brasileiros com vasta experiência académica e científica nas áreas da Bioquímica Clínica, Hematologia, Citologia Clínica, Microbiologia, Hemoterapia Laboratorial, Fisiologia do Exercício e Ciências da Saúde. As actividades presenciais serão complementadas por sessões remotas, assegurando a continuidade do processo formativo e o acompanhamento permanente dos formandos.

A missão académica integra os docentes Bethina Trevisol Steiner, Mestre em Ciências da Saúde e especialista em Citologia Clínica, colocada na província da Huíla; Hugo Galvane Zapelini, Mestre em Ciências da Saúde, destacado para o Namibe; Hugo da Silva Dal Pont, Mestre em Ciências da Saúde e especialista em Análises Clínicas, Microbiologia, Hematologia e Hemoterapia Laboratorial, na província do Cuanza Sul; Emanuel de Souza, Mestre em Ciências da Saúde, em Benguela; Liza de Matos Magnus, Mestre em Ciências da Saúde e especialista em Hematologia Laboratorial, no Cunene; Paula da Silva Cardoso, Mestre e Doutora em Ciências Ambientais, no Huambo; e Guilherme Bianchini, Mestre em Ciências da Saúde e especialista em Fisiologia do Exercício, na província do Bié.
A formação conta ainda com o suporte académico do Instituto Superior Politécnico da Caála (ISP Caála), representado pelo seu Presidente, Professor Hélder Chipindo, cuja instituição tem desempenhado um papel relevante no fortalecimento da qualidade científica e pedagógica do programa.
Na ocasião, a Ministra da Saúde enalteceu o compromisso dos docentes brasileiros e sublinhou que a valorização dos recursos humanos constitui um dos pilares da transformação do Sistema Nacional de Saúde. "A qualificação dos nossos profissionais é um investimento estratégico para garantir melhores cuidados de saúde, reforçar a capacidade laboratorial do país e assegurar diagnósticos cada vez mais precisos, oportunos e de qualidade para a população
", destacou.
A governante reafirmou que o Executivo continuará a investir na formação especializada, na cooperação internacional e na transferência de conhecimento, reconhecendo que o desenvolvimento sustentável do sector da saúde depende, acima de tudo, da excelência dos seus profissionais.
Esta iniciativa insere-se no Programa de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, implementado pelo Ministério da Saúde, através da Unidade de Implementação do Projecto (UIP-PFRHS), com financiamento do Banco Mundial, que prevê formar cerca de 38 mil profissionais de saúde até 2028, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 7 de Julho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 07-07-2026
ANGOLA PARTILHA MODELO DE FORMAÇÃO EM SAÚDE E INSPIRA REFORMA EM MOÇAMBIQUE

Angola e Moçambique reforçaram, esta Segunda-feira, 6 de Julho, a cooperação bilateral no sector da saúde, com enfoque na formação de recursos humanos e no fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde, durante uma missão técnica moçambicana realizada em Luanda, no âmbito do 1.º Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde.

A delegação moçambicana foi chefiada pelo director nacional adjunto da área de Formação do Ministério da Saúde, Naftal Matusse, e integrou ainda Bernardina de Sousa, Gilberto Manhiça, Napoleão Viola, Dirceu Mabunda, Francisco Langa e Raúl Piloto. A missão teve como principal objectivo conhecer e partilhar a experiência angolana na formação de profissionais de saúde.

Do lado angolano, os trabalhos foram conduzidos pela ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, acompanhada pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, pelo director do Instituto de Especialização em Saúde, Neurologista Dr. D, Jamel Kitumba, pelo director do Gabinete de Intercâmbio e Cooperação, Dr. Júlio de Carvalho, e por especialista da UIP- PFRHS.

Na sua intervenção, a ministra da Saúde defendeu que o sucesso das reformas depende da liderança nacional e da apropriação dos projectos pelas instituições angolanas.

"Quero começar por dizer que este projecto deve ser assumido por todos nós. Apropriem-se dele, porque só terá sucesso se for verdadeiramente um projecto do país."

Sílvia Lutucuta explicou que Angola optou por um modelo de implementação baseado na valorização de quadros nacionais, contrariando a prática de recorrer sistematicamente a consultores estrangeiros.

"Durante muito tempo existiu a ideia de que determinadas áreas só podiam ser conduzidas por consultores internacionais. Nós decidimos seguir um caminho diferente, apostando em profissionais angolanos com competência, experiência e compromisso."

Segundo a governante, a equipa do projecto integra especialistas nacionais nas áreas de coordenação, comunicação, monitoria, aquisições, gestão e salvaguardas sociais, recorrendo apenas a um consultor estrangeiro numa área onde não existia capacidade técnica disponível no país.

A ministra sublinhou ainda que esta opção permitiu reforçar a liderança institucional do Ministério da Saúde e garantir maior controlo sobre a execução das iniciativas.

"Os projectos têm de ser nossos. Somos nós que conhecemos os desafios do nosso sistema de saúde e devemos liderar as políticas, as estratégias e a sua implementação."

Sobre os resultados alcançados, informou que o Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal da Saúde prevê formar cerca de 38 mil profissionais até 2028, entre médicos, enfermeiros, técnicos e gestores, dos quais aproximadamente 19 mil já beneficiaram de acções de formação ou encontram-se em processo de especialização.

A ministra destacou ainda que cerca de 80% da formação decorre em Angola, através da mobilização de docentes nacionais e internacionais, permitindo reduzir custos e aumentar significativamente o número de profissionais capacitados. Apenas uma parte da formação é realizada em países parceiros, como Brasil, Portugal e Cuba, para complementar competências especializadas.

O modelo angolano aposta igualmente na descentralização da formação, através da criação de polos formativos e do reforço da capacitação nos municípios, privilegiando áreas como Medicina Geral e Familiar, Saúde Comunitária, Emergência Médica, Cuidados Intensivos, Dermatologia, Enfermagem Médico-Cirúrgica e Cirurgia Básica.

A governante destacou ainda a necessidade de reforçar a formação de técnicos e enfermeiros em procedimentos cirúrgicos essenciais para garantir maior cobertura dos blocos operatórios nos municípios e contribuir para a redução da mortalidade materna.

A delegação moçambicana manifestou interesse particular na experiência angolana em Medicina Geral e Familiar e na formação de técnicos de cirurgia, considerando tratar-se de um modelo com elevado potencial de adaptação à realidade de Moçambique.

Segundo Naftal Matusse, a missão pretende compreender em profundidade a organização do projecto angolano para apoiar a implementação de um programa semelhante no seu país, privilegiando igualmente a formação de especialistas dentro do território nacional.

A missão técnica incluiu visitas ao Instituto Nacional de Investigação em Saúde, à Central de Compras e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos, a unidades hospitalares e a outras instituições do Sistema Nacional de Saúde, permitindo aos especialistas moçambicanos conhecer de perto o funcionamento do modelo angolano.

A cooperação entre Angola e Moçambique constitui mais um exemplo de cooperação Sul-Sul orientada para o fortalecimento das capacidades nacionais, a valorização dos recursos humanos e a construção de sistemas de saúde mais resilientes, sustentáveis e adaptados às necessidades dos países africanos.

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 6 de Julho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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