O Ministério da Saúde, através do Gabinete de Ética e Humanização, procedeu nesta terça-feira, 12 de Maio, à abertura oficial da Semana Nacional da Humanização 2026, uma iniciativa voltada ao reforço da dignidade da pessoa humana no acto de cuidar e à promoção de uma cultura de comunicação eficaz nos serviços de saúde em Angola.
A edição deste ano decorre sob o tema “Humanização: Comunicação efectiva entre profissionais para o cuidado centrado no utente” e o lema “Comunicação Eficaz: A Chave para o Cuidado Seguro e de Qualidade”, destacando a importância do diálogo entre profissionais de saúde como elemento essencial para garantir segurança, confiança e qualidade na assistência prestada aos cidadãos.
A cerimónia de abertura foi presidida pela Ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Teixeira de Alva Sequeira Bragança, em representação da Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta. O acto contou igualmente com a presença da Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula da Silva do Sacramento Neto, do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, além do representante da Organização Mundial da Saúde, membros do Executivo, entidades religiosas, gestores hospitalares, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil.
Na sua intervenção, Maria do Rosário Bragança sublinhou que o tema da humanização ganha especial relevância num contexto em que os sistemas de saúde enfrentam desafios cada vez mais complexos, tornando a comunicação institucional e interpessoal um factor determinante para a qualidade dos cuidados médicos.
Segundo a governante, o Executivo angolano continua a investir na expansão da rede sanitária, na construção e reabilitação de infraestruturas hospitalares e na formação contínua dos profissionais de saúde, com vista à melhoria da capacidade de resposta do sector. Ainda assim, reconheceu a existência de desafios relacionados com o relacionamento humano e a comunicação nos serviços de saúde.
“A ausência de uma comunicação eficaz não é um problema menor. É uma questão de segurança, ética e qualidade assistencial”, afirmou.
A responsável acrescentou que humanizar os serviços de saúde significa reconhecer o utente como sujeito activo do processo de cuidados, respeitando os seus direitos, valores e contexto social, de forma a garantir um atendimento mais digno, inclusivo e centrado na pessoa.
Durante a actividade foram igualmente destacados os principais marcos institucionais ligados ao processo de humanização no sector da saúde, entre os quais a aprovação da Política Nacional de Saúde, em 2010, a implementação do Programa Nacional de Humanização da Assistência na Saúde, em 2014, e a criação do Gabinete de Ética e Humanização, em 2018.
Por sua vez, a Directora Nacional do Gabinete de Ética e Humanização, Djamila Príncipe, apresentou o balanço das actividades desenvolvidas no triénio 2024-2026. Segundo a responsável, o mecanismo de gestão de reclamações já foi implementado em 264 municípios do país, com enfoque no reforço da comunicação entre profissionais e na melhoria dos serviços humanizados.
No domínio da monitorização, até 2025 foram inquiridos 15.653 utentes, dos quais 70 por cento manifestaram satisfação com os serviços de humanização nas unidades sanitárias do país.
Quanto à formação e capacitação do capital humano, foram formados 3.156 profissionais nas províncias de Luanda, Huambo, Huíla, Lunda Norte, Cuanza Norte, Bengo e Benguela até 2025. Já entre Janeiro e Abril de 2026, foram capacitados 2.397 profissionais nos hospitais centrais e institutos localizados em Luanda e Icolo e Bengo.
Para a expansão dos serviços de humanização, o Gabinete de Ética e Humanização conta com o apoio de instituições nacionais e internacionais, entre elas a Universidade Agostinho Neto, a CEAST, a CICA e a CIRA, além de parceiros ligados à humanização dos cuidados de saúde em Portugal e Espanha.
A Semana Nacional da Humanização decorre de 12 a 16 de Maio, com um conjunto de actividades dedicadas à promoção da ética, da humanização e da qualidade dos serviços de saúde em Angola.
Fonte: DCI/MINSA