• ANGOLA REFORÇA COMPROMISSO NO COMBATE Á MALÁRIA E NA EXPANSÃO DA VACINAÇÃO


    O Ministério da Saúde assinalou, este sábado, 25 de Abril, no município do Cazenga, o Dia Mundial da Malária e procedeu ao lançamento oficial da Semana Africana de Vacinação, numa cerimónia que reafirma as prioridades do Executivo angolano no domínio da saúde pública.
    Na abertura da feira de saúde dedicada às duas efemérides, a Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, destacou que a luta contra a malária e o reforço da vacinação representam pilares essenciais para salvar vidas, proteger comunidades e consolidar sistemas de saúde mais resilientes, inclusivos e equitativos.
    A governante anunciou, igualmente, a introdução da vacinação contra a malária em Angola ainda no decurso do presente ano, medida que irá reforçar o conjunto de estratégias preventivas já em curso, com especial enfoque na protecção de crianças menores de um ano de idade.
    Segundo a Ministra, esta iniciativa simboliza “a reafirmação do compromisso firme do Executivo angolano com a saúde como pilar essencial do desenvolvimento humano”, em alinhamento com a estratégia do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.
    A Ministra enalteceu ainda o papel das autoridades locais, em particular do Governo Provincial de Luanda e da Administração Municipal do Cazenga, bem como o empenho dos profissionais de saúde e a colaboração dos parceiros nacionais e internacionais, incluindo agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil.
    Apesar dos progressos registados, a malária continua a ser o principal problema de saúde pública em Angola, constituindo a principal causa de morbilidade e mortalidade no país. Em 2025, foram notificados mais de 11 milhões de casos e cerca de 11 mil óbitos, representando uma redução face ao período anterior.
    A nível global, a doença mantém elevada incidência, com mais de 260 milhões de casos e cerca de 627 mil mortes, sendo o continente africano o mais afectado. Angola integra o grupo dos seis países com maior carga da doença.
    Sob o lema deste ano, “Motivados para acabar com a malária: Agora Podemos. Agora Devemos”, a Ministra destacou que o país dispõe actualmente de ferramentas eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, incluindo testes rápidos, terapêutica adequada, mosquiteiros tratados com inseticida e estratégias de controlo vectorial. Contudo, alertou para a necessidade de intensificar a resposta colectiva, sublinhando que nenhuma morte por malária é aceitável, por se tratar de uma doença prevenível e tratável.
    A cerimónia marcou igualmente o lançamento oficial da Semana Africana de Vacinação, que decorre sob o lema “Para cada geração, as vacinas funcionam”. A campanha será implementada em três fases, entre Abril e Junho, com o objectivo de reforçar a vacinação de rotina, recuperar crianças não vacinadas (zero dose) e completar esquemas vacinais em atraso.
    A iniciativa contempla também a vacinação contra o cancro do colo do útero, dirigida a meninas de nove anos, contribuindo para a redução das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde e para a prevenção de doenças evitáveis.
    Actualmente, Angola dispõe de 14 vacinas que protegem contra 16 doenças, assegurando a imunização de milhares de crianças em todo o território nacional todos os anos.
    No encerramento da sua intervenção, a Ministra da Saúde apelou aos pais e encarregados de educação para aderirem às campanhas de vacinação e garantirem o cumprimento rigoroso do calendário vacinal das crianças. Lançou igualmente um apelo aos governadores provinciais para reforçarem as acções de vacinação e de controlo da malária, com enfoque no nível comunitário.
    A governante reafirmou, por fim, o compromisso do Ministério da Saúde em continuar a mobilizar recursos, fortalecer parcerias e implementar estratégias eficazes que contribuam para a redução da mortalidade, protecção das populações mais vulneráveis e promoção de uma Angola mais saudável e próspera.

    Fonte: GCI – Ministério da Saúde, Luanda, 25 de Abril de 2026