• ANGOLA TESTA MAIS DE 42 MIL PESSOAS DURANTE CAMPANHA NACIONAL DE COMBATE À HEPATITE B


    ANGOLA TESTA MAIS DE 42 MIL PESSOAS DURANTE CAMPANHA NACIONAL DE COMBATE À HEPATITE B

    Campanha realizada em dez províncias registou 2.954 resultados reactivos e reforçou a necessidade de intensificar as acções de prevenção, diagnóstico e acompanhamento da doença.

    Mais de 42 mil pessoas foram testadas para a Hepatite B durante a Campanha Nacional de Sensibilização e Testagem, realizada entre 15 de Julho e 31 de Agosto de 2026, em dez províncias de Angola.
    Os dados foram apresentados nesta quarta-feira, 2 de Setembro, durante o encontro de balanço da campanha, promovido pelo Ministério da Saúde (MINSA), através do Instituto Nacional de Luta contra a SIDA (INLS).
    A iniciativa foi realizada no âmbito das comemorações do Dia Mundial das Hepatites, assinalado anualmente a 28 de Julho, sob o lema da Organização Mundial da Saúde (OMS): “Eliminação para Todos, em Todos os Lugares, Agora Mesmo!”

    De acordo com a Directora-Geral do INLS, Lúcia Furtado, durante o período da campanha foram realizados 42.214 testes, dos quais 2.954 apresentaram resultados reactivos.
    Do total de resultados reactivos, cerca de 48% foram registados entre mulheres, sendo que, deste grupo, aproximadamente 39% correspondiam a mulheres gestantes, evidenciando a importância do reforço das acções de prevenção, testagem e acompanhamento no âmbito da saúde materna.
    Luanda foi a província que registou o maior número de pessoas testadas, com mais de 19 mil testes realizados, resultado associado, sobretudo, à elevada concentração populacional.

    Entretanto, a Directora-Geral do INLS alertou para a necessidade de interpretar os resultados da campanha com prudência, esclarecendo que um primeiro resultado reactivo não representa, por si só, um diagnóstico definitivo de Hepatite B.
    Segundo explicou, os utentes que apresentam resultados reactivos devem ser encaminhados para unidades sanitárias de referência, onde serão submetidos a exames complementares para confirmação do diagnóstico e avaliação clínica, permitindo determinar a necessidade de tratamento e acompanhamento especializado.

    A campanha registou uma taxa global de seropositividade de aproximadamente 7%. Algumas províncias apresentaram, contudo, taxas superiores à média nacional, com destaque para Icolo e Bengo, com cerca de 12%, e Cuanza-Sul, com aproximadamente 14%.
    Os dados apresentados indicam ainda que a faixa etária dos 20 aos 39 anos concentrou o maior número de resultados reactivos, reforçando a necessidade de direccionar as estratégias de sensibilização, prevenção e diagnóstico para os grupos populacionais mais afectados.

    Durante a apresentação do balanço, Lúcia Furtado referiu igualmente que a campanha enfrentou constrangimentos relacionados com a compilação, sistematização e envio dos dados pelas unidades sanitárias.
    Estas dificuldades contribuíram para o prolongamento das actividades até 31 de Agosto, permitindo a consolidação das informações provenientes das diferentes províncias abrangidas pela campanha.

    Ao intervir no encontro, o Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, em representação da Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, considerou que o encerramento da campanha deve constituir um ponto de partida para o reforço das estratégias nacionais de prevenção e controlo das hepatites virais.
    O governante destacou a importância de avaliar os resultados alcançados, identificar os principais constrangimentos e adoptar medidas que permitam aperfeiçoar futuras intervenções de saúde pública.
    “A campanha termina, mas o nosso compromisso não”, afirmou Carlos Alberto Pinto de Sousa, defendendo a continuidade das acções de informação, prevenção, testagem, diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas afectadas pela Hepatite B.

    O Secretário de Estado sublinhou, igualmente, a necessidade de transformar os resultados obtidos durante a campanha em acções concretas e sustentáveis, capazes de ampliar o acesso da população aos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento.

    Durante o encontro de balanço, o Ministério da Saúde reafirmou o compromisso de Angola com a meta de eliminação das hepatites virais enquanto problema de saúde pública até 2030.
    Para o alcance da mesma, foi destacada a importância do reforço das intervenções de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento dos casos, bem como da mobilização das comunidades e do envolvimento contínuo dos profissionais de saúde e parceiros.
    Na ocasião, foram igualmente reconhecidos os esforços das equipas técnicas, dos profissionais de saúde, das instituições públicas, dos parceiros de cooperação e das comunidades que contribuíram para a implementação da Campanha Nacional de Sensibilização e Testagem da Hepatite B.

    Com o encerramento da campanha, o desafio passa agora pela consolidação dos resultados alcançados e pela continuidade das acções de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento, de modo a fortalecer a resposta nacional às hepatites virais e contribuir para o cumprimento das metas definidas para 2030.

    Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 2 de Setembro de 2026.