Ministério da Saúde prevê avaliar o impacto da formação nas unidades sanitárias, enquanto a Academia BAI defende uma liderança orientada para resultados e para a melhoria dos cuidados prestados à população
O Programa de MBA em Gestão em Saúde já formou 316 gestores do Sistema Nacional de Saúde e prepara a expansão da formação a todas as províncias do país, com o objectivo de reforçar as competências de liderança e administração das instituições sanitárias.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Prof. Doutor Carlos Alberto Pinto de Sousa, em representação da ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, durante a cerimónia de outorga de diplomas, realizada esta segunda-feira, nas instalações da Academia BAI, em Luanda.
Na ocasião, o governante reafirmou o compromisso do Ministério da Saúde com a qualificação dos quadros e destacou a importância de valorizar as competências adquiridas no exercício de funções de gestão, bem como de avaliar os resultados da formação no funcionamento das unidades sanitárias.
“Formar, porém, não basta. Importa que estas competências se traduzam em mudanças visíveis no dia a dia das unidades sanitárias”, afirmou.
A iniciativa enquadra-se no Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), financiado pelo Banco Mundial, que tem como meta formar 38 mil profissionais de saúde até 2028, contribuindo para o reforço e a resiliência do Sistema Nacional de Saúde.
Dos 316 gestores diplomados, 284 correspondem às edições abrangidas pelo balanço apresentado, aos quais se juntam 32 diplomados da primeira edição. Entre os beneficiários encontram-se directores nacionais, provinciais e municipais da Saúde, responsáveis hospitalares, chefes de departamento e gestores de unidades sanitárias de cuidados primários.
A 24 de Outubro, o Ministério da Saúde iniciou uma nova edição do programa, dirigida a 250 gestores de diferentes províncias, no âmbito dos esforços para alargar a formação a todo o território nacional.
O programa desenvolve competências em liderança, planeamento, organização e avaliação de desempenho, preparando os participantes para uma gestão transparente e eficiente dos recursos públicos, com atenção à qualidade e à humanização dos cuidados de saúde.
A Presidente do Conselho de Administração da Academia BAI, Noelma Viegas D’Abreu, defendeu que o sucesso da formação deve ser medido pelas mudanças introduzidas pelos diplomados nas instituições onde trabalham.
“O verdadeiro valor da formação não se mede apenas pelo conhecimento adquirido, mede-se pela capacidade de transformar em melhores decisões, melhores instituições e melhores respostas para as pessoas”, afirmou.
A responsável destacou os desafios associados ao crescimento demográfico de Angola e a consequente necessidade de reforçar a capacidade de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos utentes.
Neste contexto, apelou aos diplomados para que promovam melhorias na organização dos serviços, valorizem a participação dos profissionais, escutem os utentes e avaliem os resultados das decisões tomadas, mesmo perante limitações operacionais.
“O diploma reconhece que aprenderam. O vosso trabalho demonstrará aquilo que são capazes de transformar”, sublinhou.
Ao concluir a sua intervenção, felicitou os diplomados, os docentes e as instituições parceiras, reforçando a importância de colocar os conhecimentos adquiridos ao serviço do país.
“Cada recurso conta, cada decisão conta, cada profissional conta e, acima de tudo, cada pessoa conta”, concluiu.
O MBA resulta de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Academia BAI, a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa.
A cerimónia contou com a presença de membros do Conselho de Administração da Academia BAI, nomeadamente a presidente, Noelma Viegas D’Abreu, e os administradores executivos Dr. Domingos Sacramento Pedro Bunga, Prof.ª Maria João dos Reis Neto e Bernardo Vieira António.
Estiveram igualmente presentes o Prof. Doutor Job Monteiro, gestor e coordenador do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), a Prof.ª Doutora Fernanda Dias dos Santos Monteiro, decana da Faculdade de Medicina, e Carla Queiroz, presidente do ISAF, além de directores nacionais e responsáveis de institutos tutelados pelo Ministério da Saúde.
Fonte: GTICI – IES/UIP-PFRHS, Ministério da Saúde, Luanda, 26 de Outubro de 2026.