O Ministério da Saúde empossou, esta Segunda-feira, 13 de Julho, a direcção que vai liderar o futuro *Hospital dos Queimados Presidente Julius Kambarage Nyerere, uma unidade que se posiciona como uma das mais modernas infra-estruturas hospitalares de Angola, vocacionada para o tratamento de queimaduras, feridas complexas, microcirurgia reconstrutiva e investigação científica.
A cerimónia, orientada pela ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, marca uma nova etapa na preparação operacional da unidade, que deverá tornar-se referência nacional e regional na assistência de alta complexidade e especializada, reduzindo a necessidade de evacuações de pacientes para o exterior e reforçando a capacidade técnica do Sistema Nacional de Saúde.
O novo hospital contará com equipamentos e valências de elevada diferenciação, entre os quais:
* Imagiologia com Ressonância Magnética de 3 Tesla, equipamento de alta precisão que produz imagens mais detalhadas dos órgãos e tecidos, permitindo diagnósticos mais rápidos e rigorosos;
* Câmaras hiperbáricas, utilizadas na oxigenoterapia hiperbárica, tratamento que acelera a cicatrização de queimaduras e feridas complexas, combate infecções graves e favorece a recuperação dos tecidos;
* Unidade de cuidados intensivos para adultos e crianças especializada para doentes queimados em estado crítico e ;
* Blocos operatórios preparados para cirurgias altamente complexas, incluindo procedimentos reconstrutivos e vasculares, Microcirurgia reconstrutiva*, técnica que permite reconstruir tecidos, nervos e vasos sanguíneos através da ligação de estruturas microscópicas, sendo fundamental na recuperação funcional e estética de vítimas de queimaduras graves e outras deformidades;
* Consulta especializada de feridas complexas e crónicas, destinada ao tratamento de lesões de difícil cicatrização, como úlceras, feridas pós-cirúrgicas e lesões associadas a doenças crónicas;
* *Banco de pele, para transplates e enxertos complexos, laboratório, áreas de reabilitação e espaços dedicados à formação e investigação científica.
A nova directora-geral, Dra. Yanessa Katiana Van-Dúnem Filipe de Almeida, é médica especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e de Queimados, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, com residência médica em Cirurgia Geral e posterior especialização no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, no Brasil, um dos maiores centros de referência da América Latina.
Ao longo da sua formação e carreira, adquiriu experiência em unidades de queimados, cuidados intensivos, microcirurgia reconstrutiva, transplante de pele, tratamento de feridas complexas e reconstrução pós-trauma e pós-cirúrgica. Tem ainda participado em diversos projectos científicos e congressos internacionais dedicados à cirurgia plástica, queimaduras e medicina regenerativa, destacando-se também como palestrante na área do tratamento de feridas complexas.
A escolha da especialista reflete a aposta do Ministério da Saúde numa liderança com experiência técnica e capacidade de desenvolver um hospital de elevada diferenciação.
Além da directora-geral, foram igualmente empossados:
* Dra. Tomásia Mayisila Mafuani Alberto– Directora Clínica;
* Dr. Alexandrino Martinho Sangunga Simão – Director de Enfermagem;
* Dra. Stefânia Francisca Garcia António da Silva – Directora Pedagógica e Científica;
* Dra. Diozandra Marina de Oliveira – Directora Administrativa;
* Dra. Massengo Cristina do Nascimento Luabeya Neto – Directora Técnica.
Durante a cerimónia, a ministra da Saúde destacou que a equipa foi seleccionada com base na competência técnica, experiência profissional e capacidade de liderança, defendendo uma gestão orientada para a humanização dos cuidados, a qualidade assistencial e a excelência dos serviços.
Com tecnologia de última geração e uma equipa especializada, o Hospital dos Queimados Presidente Julius Kambarage Nyerere deverá tornar-se um centro de referência para o tratamento de queimaduras, feridas complexas, reconstrução microcirúrgica e investigação científica, reforçando significativamente a resposta de Angola na medicina altamente especializada.
FONTE: GTICI, Ministério da Saúde, Luanda, 13 de Julho de 2026