REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA SAÚDE
COMUNICADO À OPINIÃO PÚBLICA
MINISTÉRIO DA SAÚDE ESCLARECE SITUAÇÃO RELACIONADA COM CASOS SUSPEITOS DE MPOX NA PROVÍNCIA DO ICOLO E BENGO
O Ministério da Saúde tomou conhecimento das informações que circulam nas redes sociais e em algumas plataformas digitais sobre um alegado caso de Mpox (anteriormente designada varíola dos macacos) envolvendo uma criança residente no município do Sequele, Província do Icolo e Bengo.
Face às preocupações manifestadas pela população, o Ministério da Saúde, por intermédio da Direcção Nacional de Saúde Pública, dos Serviços de Vigilância Epidemiológica, do Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) e do Gabinete Provincial da Saúde do Icolo e Bengo, vem esclarecer o seguinte:
1. Foram investigados três (3) casos suspeitos de Mpox notificados na Província do Icolo e Bengo, tendo sido realizadas avaliações clínicas, epidemiológicas e laboratoriais, de acordo com os protocolos nacionais de vigilância em saúde pública.
2. As amostras biológicas recolhidas foram analisadas pelo Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), tendo os resultados laboratoriais confirmado que todos os casos testaram negativo para Mpox.
3. Embora os resultados tenham excluído a hipótese de Mpox, as equipas técnicas continuam a acompanhar os pacientes e foram recolhidas amostras adicionais para exames complementares, com o objectivo de identificar a causa das manifestações clínicas observadas.
4. Importa salientar que diversas doenças infecciosas podem apresentar sinais e sintomas semelhantes aos da Mpox, nomeadamente febre, erupções cutâneas e lesões na pele. Entre estas encontram-se a varicela, o sarampo, a rubéola, a doença mão-pé-boca, infecções por herpes vírus, escabiose e outras patologias actualmente em investigação.
5. Até ao presente momento, não existe qualquer caso confirmado de Mpox associado a esta ocorrência nem qualquer outro caso confirmado de Mpox na Província do Icolo e Bengo.
O Ministério da Saúde apela à população para que mantenha a serenidade e evite a partilha de informações não verificadas, uma vez que a divulgação de conteúdos sem confirmação oficial pode gerar alarme social, desinformação e preocupação desnecessária entre as famílias.
A vigilância epidemiológica e laboratorial permanece activa em todo o território nacional, assegurando a detecção precoce, a investigação rigorosa e a implementação das medidas de saúde pública adequadas sempre que necessário.
O Ministério da Saúde continuará a informar a população de forma transparente e atempada sempre que existirem actualizações relevantes sobre esta situação.
Proteja-se da desinformação. Consulte apenas fontes oficiais.
Fonte: GCII – Ministério da Saúde (MINSA), Direcção Nacional de Saúde Pública.
Luanda, 11 de Junho de 2026.