O Ministério da Saúde realizou, na manhã deste sábado, 30 de Maio, na Marginal de Luanda, uma marcha de mobilização social e sensibilização contra o consumo do tabaco, no âmbito das celebrações do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado anualmente a 31 de Maio.
A actividade reuniu representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Governo Provincial de Luanda, da Administração Municipal das Ingombotas, organizações da sociedade civil, instituições religiosas, profissionais de saúde, estudantes e associações juvenis, numa demonstração de compromisso colectivo com a promoção da saúde pública.
Em representação de Sua Excelência Ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, destacou que Angola se associa às comemorações mundiais sob o lema “Desmascarar o Apelo: Combater a Dependência da Nicotina e do Tabaco”, tema que alerta para as estratégias utilizadas pela indústria tabaqueira para tornar os seus produtos mais atractivos, sobretudo entre os jovens.
Segundo o responsável, o uso de aromas, embalagens apelativas, publicidade disfarçada e novas formas de consumo tem contribuído para aumentar o interesse dos mais jovens pelos produtos derivados do tabaco e da nicotina, constituindo um desafio crescente para a saúde pública.
Leonardo Inocêncio referiu que a efeméride representa uma oportunidade para reforçar a consciencialização da população sobre os efeitos nocivos do tabaco na saúde, no ambiente e na economia, bem como para reafirmar o compromisso do Estado angolano com a prevenção das doenças associadas ao tabagismo.
“O Dia Mundial Sem Tabaco constitui um forte apelo à acção colectiva e à responsabilidade de todos na construção de uma sociedade mais saudável, protegendo sobretudo as crianças e os jovens dos riscos associados ao consumo do tabaco”, afirmou.
O secretário de Estado salientou ainda que os resultados alcançados pelo país são encorajadores. Dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2023–2024) revelam uma redução do consumo de tabaco entre as mulheres, de 2 para 1 por cento, e entre os homens, de 18 para 10 por cento, em comparação com o período anterior.
De acordo com o governante, esta evolução positiva reflecte o impacto das políticas de promoção da saúde, prevenção dos factores de risco e das medidas fiscais aplicadas a produtos nocivos, como o tabaco e o álcool.
No quadro dos esforços para o controlo do tabagismo, Angola tem reforçado o seu compromisso com a Convenção-Quadro da OMS para o Controlo do Tabaco, apostando igualmente no fortalecimento da legislação, no aumento da tributação dos produtos do tabaco e na implementação de mecanismos modernos de rastreabilidade para combater o comércio ilícito.
Entre as metas definidas até 2030 destacam-se a expansão das campanhas de prevenção em escolas, universidades e locais de trabalho, o reforço da fiscalização e o alargamento dos programas de apoio à cessação tabágica em todo o país.
Por sua vez, o director provincial da Saúde de Luanda, Manuel Duarte Varela, afirmou que a marcha representa “o ecoar da solidariedade para com todos aqueles que foram afectados pelos males causados pelo consumo do tabaco”, reforçando a necessidade de uma mobilização permanente da sociedade na prevenção deste factor de risco.
Já a coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, Dra Amanda Khozi Mukwashi, reafirmou o compromisso do Sistema das Nações Unidas em continuar a apoiar o país na protecção dos jovens, no fortalecimento das políticas públicas e na promoção de comunidades mais saudáveis e bem informadas.
Instituído pela OMS em 1987, o Dia Mundial Sem Tabaco visa sensibilizar a sociedade para os riscos associados ao consumo do tabaco e alertar para os seus impactos negativos na saúde, na economia e no desenvolvimento social, com especial atenção à protecção das gerações futuras.
Fonte: GCI: Ministério da Saúde, 30 de Maio de 2026