• MINISTÉRIO DA SAÚDE REFORÇA LIDERANÇA NO COMBATE ÀS HEPATITES VIRAIS E ACELERA RESPOSTA NACIONAL RUMO À META DE ELIMINAÇÃO ATÉ 2030


    O Ministério da Saúde (MINSA), através do Instituto Nacional de Luta contra a SIDA (INLS), reafirmou, nesta Terça-feira, 28 de Julho, o seu compromisso com a saúde pública ao assinalar o Dia Mundial das Hepatites Virais, apresentando os avanços alcançados por Angola na prevenção, diagnóstico e tratamento destas doenças. A conferência de imprensa decorreu sob o lema da Organização Mundial da Saúde (OMS), "Vamos Eliminar as Hepatites Virais para Todos e em Todos os Lugares", e evidenciou o fortalecimento da resposta nacional para atingir a meta global de eliminação das hepatites virais até 2030.

    Na abertura do encontro, a Directora-Geral do INLS, Dra. Lúcia Furtado, destacou que a data representa uma oportunidade para mobilizar instituições, profissionais de saúde, parceiros e toda a sociedade em torno de uma resposta cada vez mais eficaz às hepatites virais, doenças silenciosas que continuam a constituir um importante desafio de saúde pública.
    A responsável alertou que as hepatites B e C permanecem entre as infecções mais preocupantes, por poderem evoluir durante anos sem sintomas, provocando complicações graves como cirrose, insuficiência hepática e cancro do fígado quando não são diagnosticadas e tratadas precocemente.
    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde apresentados durante a conferência, cerca de 304 milhões de pessoas vivem actualmente com hepatites B e C em todo o mundo, doenças responsáveis por aproximadamente 1,3 milhão de mortes por ano, reforçando a necessidade de acelerar as acções globais de prevenção, rastreio e tratamento.

    Ao apresentar a evolução da resposta nacional, o Director-Geral Adjunto do INLS, Dr. José Carlos Vandúnem, sublinhou que Angola consolidou importantes progressos desde a implementação, em 2020, do Protocolo Nacional de Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidados em Hepatites Virais, elaborado com o apoio técnico da Organização Mundial da Saúde e de parceiros nacionais.
    Actualmente, o protocolo encontra-se implementado em dez províncias, Luanda, Benguela, Huambo, Huíla, Uíge, Cuanza Sul, Cuanza Norte, Icolo e Bengo, Bengo e Cunene, permitindo alargar progressivamente o acesso aos serviços de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento clínico em todo o país.
    Entre os marcos mais relevantes da resposta nacional, destaca-se a aquisição, em 2025, dos primeiros testes rápidos para o diagnóstico da hepatite B, uma medida estratégica do Ministério da Saúde que reforçou significativamente a capacidade de rastreio gratuito e permitiu ampliar a detecção precoce da doença. Os resultados demonstram a crescente capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde.

    Em 2025 foram notificados 5.383 casos de hepatite B, dos quais 71% registados na província de Luanda. Já no primeiro semestre de 2026 foram identificados 2.013 novos casos, números que reflectem não apenas a circulação da doença, mas também o fortalecimento dos mecanismos de diagnóstico e vigilância epidemiológica.
    Durante a conferência foi igualmente apresentado o panorama epidemiológico nacional com base nos resultados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2023–2024), que aponta para uma prevalência de marcadores da hepatite B de 21% na população angolana, sendo 19% entre as mulheres e 23% entre os homens, evidenciando a necessidade de continuar a expandir as estratégias de prevenção, vacinação, diagnóstico e tratamento.

    No quadro das comemorações do Dia Mundial das Hepatites Virais, o INLS recordou que decorre, entre 15 de Julho e 15 de Agosto de 2026, a Campanha Nacional de Sensibilização e Rastreio da Hepatite B, desenvolvida nas províncias abrangidas pelo protocolo nacional. A iniciativa pretende aumentar o diagnóstico precoce, promover a literacia em saúde, incentivar o rastreio gratuito, reforçar as medidas preventivas e ampliar o acesso ao tratamento, aproximando Angola do compromisso internacional de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.

    Ao encerrar a sessão, o Ministério da Saúde reafirmou que continuará a investir na expansão dos serviços de diagnóstico e tratamento, no reforço da vigilância epidemiológica, na prevenção e na sensibilização das comunidades, consolidando uma resposta nacional cada vez mais robusta, inclusiva e acessível.

    A celebração do Dia Mundial das Hepatites Virais demonstra a determinação do Executivo angolano em colocar a saúde pública no centro das prioridades nacionais, fortalecendo políticas que salvam vidas, promovem o diagnóstico precoce e garantem que um número crescente de cidadãos tenha acesso a cuidados de saúde de qualidade em todo o território nacional.

    Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 28 de Julho de 2026.