À margem da 79ª Assembleia Mundial da Saúde, a ministra da Saúde de Angola, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, reafirmou o compromisso do país na prevenção e combate às arboviroses, durante a sua participação no evento realizado esta Segunda-feira, 18 de Maio, em Genebra, Suíça.
A governante participou acompanhada por altos quadros do sector da saúde, entre os quais a directora nacional de Saúde Pública, Helga Freitas; a directora do Instituto de Investigação em Saúde, Joana Morais; o director nacional do Intercâmbio, Júlio de Carvalho; a consultora Diozandra Marina de Oliveira Guimarães; o coordenador e gestor técnico do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS-UIP), Job Monteiro; e o director do Gabinete Provincial da Saúde da Lunda Sul, Domingos Chiculo, além de especialistas da Unidade de Implementação de Projectos (UIP), para formação e comunicação , técnicos do Ministério da Saúde.
A delegação angolana participou ainda num evento paralelo subordinado ao tema “Dengue, Zika, Chikungunya e outros arbovírus transmitidos por mosquitos: reforçar a preparação e a resposta face ao agravamento das epidemias”, co-patrocinado por Angola na sede da Organização Mundial da Saúde.
Durante a sua intervenção, a ministra alertou que as arboviroses continuam a representar uma séria ameaça à saúde pública, destacando os surtos recentes de dengue, febre-amarela e zika registados em Angola, incluindo a circulação do serotipo Dengue 3 entre 2024 e 2025.
“Num contexto de rápida urbanização, elevada mobilidade populacional e ampla presença de vectores competentes, ameaças detectadas tardiamente podem rapidamente adquirir dimensão regional e global”, afirmou.
Segundo a ministra, Angola defende uma abordagem integrada e multissectorial baseada no conceito “Uma Só Saúde”, com reforço da comunicação de risco, vigilância epidemiológica e maior envolvimento comunitário no combate às doenças transmitidas por mosquitos.
Sílvia Valentim Lutucuta destacou igualmente que Angola está a actualizar o mapa entomológico nacional, com apoio técnico da Fundação Oswaldo Cruz, no quadro das estratégias integradas de vigilância e prevenção de epidemias.
“O nosso compromisso é continuar a fortalecer sistemas nacionais resilientes, capazes de detectar precocemente ameaças e responder rapidamente às epidemias, em estreita colaboração com parceiros internacionais e comunidades locais”, reforçou.
A presença de uma delegação multidisciplinar, composta por especialistas em saúde pública, formação de recursos humanos, neurocirurgia e comunicação institucional, demonstra o reforço do compromisso técnico e político de Angola na protecção da saúde das populações face às arboviroses.
O evento reforçou igualmente o papel activo de Angola no debate internacional sobre doenças transmitidas por mosquitos e sublinhou a importância de estratégias coordenadas entre governos, parceiros internacionais e sociedade civil para reduzir o impacto das epidemias.
Fonte: Ministério da Saúde, GCI, Genebra, 18 de Maio de 2026.