Visita surpresa permitiu avaliar o funcionamento dos serviços e identificar áreas que requerem intervenção imediata
A ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, realizou, nas primeiras horas deste Domingo, 23 de Agosto, uma visita de trabalho ao Hospital Heróis de Kifangondo, no município de Cacuaco, província do Icolo e Bengo, com o objectivo de acompanhar, no local, o grau de prontidão da unidade e a qualidade do atendimento prestado aos utentes.
A visita enquadra-se no processo de acompanhamento e avaliação do funcionamento das unidades sanitárias de referência de Luanda e do Icolo e Bengo, que tem levado a ministra da Saúde a deslocar-se a diferentes instituições para constatar, no terreno, as condições de atendimento e identificar áreas que necessitam de intervenção e reforço.
No âmbito dessas visitas, a governante já esteve, entre outras unidades, no Hospital de Viana Bispo Emilio de Carvalho, onde deixou orientações destinadas à melhoria da assistência aos pacientes.
No Hospital Heróis de Kifangondo, a ministra iniciou a jornada pelo Banco de Urgência, tendo posteriormente percorrido as áreas de internamento, a Neonatologia e a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), onde acompanhou o funcionamento dos serviços e manteve contacto com profissionais e pacientes.
A visita permitiu identificar alguns constrangimentos relacionados com a organização dos serviços, o tempo de resposta aos doentes, a realização de exames complementares e a tomada de decisões clínicas, sobretudo nos casos que exigem intervenção célere.
Segundo a ministra, um hospital de referência deve assegurar uma resposta adequada e atempada aos pacientes, aproveitando de forma eficiente os meios técnicos e humanos disponíveis.
“Não podemos aceitar que um doente fique 24 horas numa sala de observação sem que haja uma resposta”, afirmou Sílvia Lutucuta, defendendo maior celeridade na avaliação, no diagnóstico e na definição da conduta clínica.
A governante chamou igualmente a atenção para a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos pacientes internados, incluindo a realização dos exames complementares de seguimento e a avaliação multidisciplinar dos casos que assim o exigem.
No Banco de Urgência, a ministra destacou a importância de melhorar a organização dos espaços e assegurar condições o atendimento de situações de trauma grave e outras emergências.
Sílvia Lutucuta orientou igualmente para o cumprimento rigoroso dos procedimentos de triagem, com destaque para a Triagem de Manchester, de modo a garantir que os pacientes sejam avaliados e encaminhados de acordo com o grau de gravidade e a natureza da situação clínica.
A ministra defendeu ainda uma melhor diferenciação dos circuitos de atendimento, evitando a concentração de diferentes tipos de pacientes num mesmo espaço quando existam áreas específicas para Pediatria, atendimento a grávidas e outras situações clínicas.
Para a governante, a organização dos serviços deve permitir que os casos potencialmente graves tenham acesso rápido aos meios necessários, sem comprometer a capacidade de resposta às emergências.
Outro aspecto destacado durante a visita foi o acompanhamento dos profissionais em formação.
A ministra orientou as direções clínica e pedagógica a reforçarem a supervisão dos internos, tendo em conta as patologias mais frequentemente atendidas na unidade.
Segundo Sílvia Lutucuta, a formação em serviço deve ser acompanhada por profissionais experientes, de forma a garantir que os médicos em formação adquiram competências práticas adequadas às exigências de um hospital de referência.
A governante sublinhou ainda a importância de uma presença mais efectiva das chefias nos serviços e de um acompanhamento permanente do funcionamento da instituição.
Durante a visita, a ministra apelou aos profissionais de saúde para que o atendimento seja pautado pelo respeito, pela dignidade e pela humanização.
“Se não queremos que maltratem os nossos familiares, também temos de tratar bem as outras pessoas”, afirmou, defendendo igualmente uma comunicação mais clara entre as equipas de saúde e os familiares dos pacientes, sobretudo nos casos de maior complexidade.
Para a ministra, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de equipamentos e recursos, mas também da forma como estes são organizados e utilizados em benefício dos utentes.
Na área pediátrica, a ministra acompanhou a avaliação de uma criança que apresentava sinais de alteração neurológica e orientou o envolvimento de especialistas para uma apreciação clínica mais diferenciada.
A situação serviu igualmente para reforçar a importância de protocolos adequados de investigação, diagnóstico e acompanhamento de casos neurológicos, particularmente em pacientes pediátricos.
Ao abordar o funcionamento da unidade, Sílvia Lutucuta reforçou o papel das direções hospitalares no acompanhamento permanente da assistência prestada.
Para a ministra, cabe às chefias conhecer o funcionamento dos serviços, identificar constrangimentos e assegurar que os profissionais disponham das condições necessárias para responder às necessidades dos pacientes.
A orientação deixada à administração do hospital é no sentido de reforçar a organização interna, a supervisão clínica e pedagógica, o aproveitamento dos espaços e a capacidade de resposta às situações de emergência.
No final da visita, a ministra realizou uma reunião com a direção do hospital, durante a qual reforçou que a prioridade deve estar na resolução dos constrangimentos identificados e na consolidação das melhorias.
A visita enquadra-se no acompanhamento do funcionamento das unidades sanitárias e na avaliação das condições de prestação de cuidados de saúde na província, com particular atenção à prontidão dos serviços, à segurança dos pacientes e à humanização do atendimento.
A ministra deixou como orientação central o reforço da organização, da responsabilidade das chefias e da capacidade de resposta dos serviços, tendo em vista garantir aos utentes um atendimento mais célere, seguro, digno e humanizado.
FONTE: GTICI – MINISTÉRIO DA SAÚDE, LUANDA, 23 DE AGOSTO DE 2026