• MINSA ABRE OUTUBRO ROSA E REFORÇA APELO AO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CANCRO DA MAMA


    Campanha nacional coloca prevenção, diagnóstico atempado e acesso aos cuidados no centro da resposta contra uma doença que continua a afectar mulheres e famílias angolanas

    O Ministério da Saúde (MINSA), através do Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC), abriu, Quinta-feira, 1 de Outubro, as actividades do Outubro Rosa, mês internacionalmente dedicado à sensibilização, prevenção, diagnóstico precoce e reforço da luta contra o cancro da mama.

    Sob o lema da prevenção e do diagnóstico atempado, a iniciativa pretende mobilizar os diferentes sectores da sociedade para uma resposta cada vez mais integrada à doença, reforçando a informação, a educação para a saúde e a procura precoce pelos serviços sanitários.

    O acto de abertura foi presidido pela Directora Nacional dos Hospitais, Dra. Francisca Kifica, que destacou a necessidade de transformar o Outubro Rosa num movimento permanente de promoção da saúde e de protecção da vida, aproximando a informação e os serviços de saúde das comunidades.

    Durante a intervenção, a responsável sublinhou que a campanha não deve limitar-se a uma celebração simbólica, mas constituir uma oportunidade para fortalecer a prevenção, combater o medo e o estigma e incentivar a população, particularmente as mulheres, a conhecer o próprio corpo e a procurar assistência médica perante qualquer alteração suspeita.

    “Aos nossos parceiros e à imprensa, a informação é uma ferramenta poderosa. Devemos combater juntos o medo, o estigma, os mitos e a desinformação que, muitas vezes, atrasam a procura pelos serviços de saúde. O Outubro Rosa é, acima de tudo, um apelo à vida, à prevenção, ao diagnóstico precoce e à solidariedade”, afirmou.

    A Directora Clínica do Instituto Angolano de Controlo do Cancro, Dra. Isabel Sales, chamou a atenção para os desafios associados ao diagnóstico tardio.

    Segundo a responsável, o IACC regista mais de 500 casos de cancro da mama, sendo que cerca de 90% das doentes chegam à unidade hospitalar em estado bastante avançado, situação que condiciona as possibilidades terapêuticas e os resultados clínicos.

    “Em termos de cancro da mama, o nosso país tem mais de 500 casos verificados e cerca de 90% chegam ao hospital em estado bastante avançado”, explicou.

    A especialista salientou que o diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento e de cura, apelando ao reforço das acções de informação e sensibilização, para que a população reconheça os sinais de alerta e procure assistência médica o mais cedo possível.

    A responsável alertou ainda que, embora o cancro da mama seja mais frequente a partir dos 40 anos, também têm sido identificados casos em pessoas mais jovens. O histórico familiar constitui igualmente um factor a ter em consideração, podendo estar associado a um risco acrescido e ao aparecimento da doença em idades mais precoces.

    Neste sentido, o Ministério da Saúde apela à população para estar atenta aos sinais e sintomas, nomeadamente ao aparecimento de caroço ou outras alterações na mama, devendo qualquer alteração suspeita motivar a procura de uma unidade sanitária.

    A Dra. Isabel Sales esclareceu ainda que o cancro da mama não é uma doença exclusivamente feminina. Embora seja muito menos frequente nos homens, representando cerca de 1% dos casos, também pode ocorrer no sexo masculino.

    “Os sinais que podem estar presentes no cancro da mama são igualmente importantes para homens e mulheres. Se alguém notar qualquer alteração, independentemente do sexo, deve procurar os serviços de saúde”, asseverou.

    A abertura do Outubro Rosa contou com a participação de profissionais do IACC, do Gabinete de Ética e Humanização do Ministério da Saúde, voluntários e parceiros, entre os quais a Semana Rosa Angola, a Fundação Mulher Contra o Cancro da Mama e a Liga Angolana Contra o Cancro da Mama.

    A iniciativa reforça a importância da articulação entre o sector da Saúde, parceiros sociais, organizações da sociedade civil, profissionais de saúde e meios de comunicação social na construção de uma cultura nacional de prevenção.

    Ao lançar oficialmente o Outubro Rosa, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso do Executivo com o reforço da prevenção, do diagnóstico precoce, do tratamento e do acompanhamento dos casos de cancro da mama, colocando a informação e a procura atempada pelos serviços de saúde como instrumentos fundamentais para salvar vidas.

    Mais do que uma campanha de um mês, o Outubro Rosa constitui, assim, um apelo nacional à prevenção, à responsabilidade individual e colectiva e à solidariedade com todas as pessoas afectadas pelo cancro da mama.

    “A cada mulher que enfrenta esta doença, queremos transmitir uma mensagem de esperança e confiança: não está sozinha”, afirmou a Directora Nacional dos Hospitais.

    Prevenir, diagnosticar cedo, tratar e cuidar: esta é uma responsabilidade de todos nós.

    Fonte: GTICI / Ministério da Saúde, Luanda, 2 de Outubro de 2026.