• MINSA, DEFESA, INTERIOR E FORÇA AÉREA NACIONAL MOBILIZAM OPERAÇÃO DE EMERGÊNCIA PARA SALVAR VIDAS


    TRAGÉDIA NO CABO LEDO: 30 FERIDOS EVACUADOS, SETE INSPIRAM MAIORES CUIDADOS*

    MINSA, DEFESA, INTERIOR E FORÇA AÉREA NACIONAL MOBILIZAM OPERAÇÃO DE EMERGÊNCIA PARA SALVAR VIDAS

    Um grave acidente de viação ocorrido na manhã deste Domingo, 08 de Agosto, na região do Cabo Ledo, mobilizou uma operação de emergência de grande dimensão, envolvendo estruturas de saúde, defesa, segurança e emergência médica, numa corrida contra o tempo para resgatar, estabilizar e garantir assistência especializada às vítimas.
    Ao todo, 30 feridos foram evacuados e encaminhados para o Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé , entre os quais 22 adultos e 8 crianças. De acordo com as primeiras avaliações clínicas, sete pacientes inspiram maiores cuidados médicos, encontrando-se sob vigilância rigorosa das equipas clínicas.
    Apesar da violência do acidente e do elevado número de vítimas, não foram registadas, até ao momento, perdas humanas, resultado que reforça a importância da resposta rápida e coordenada desencadeada pelas autoridades desde os primeiros minutos da ocorrência.
    A informação sobre o acidente foi recebida por volta das 5h40, tendo sido imediatamente activados os mecanismos de resposta do sector da Saúde.
    A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, em articulação com o Ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria e o Ministro do Interior, acompanhou directamente a mobilização dos meios necessários para fazer face à emergência.
    Perante a dimensão da ocorrência e a necessidade de reduzir o tempo entre o local do acidente e a assistência hospitalar diferenciada, foram mobilizados meios terrestres e aéreos, equipas médicas e militares e efectivos dos serviços de emergência, numa operação conjunta que permitiu acelerar significativamente o processo de evacuação.

    A resposta contou com a intervenção do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA), das estruturas do Ministério da Saúde, do Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, do Ministério do Interior e da Força Aérea Nacional, numa demonstração concreta da importância da coordenação entre diferentes sectores do Estado em situações de emergência de grande dimensão.
    No terreno, as equipas de emergência enfrentaram uma situação complexa, com várias vítimas a necessitarem de avaliação, estabilização e transporte urgente.
    Cinco feridos foram inicialmente resgatados com recurso a meios mobilizados no local, enquanto os restantes 25 ocupantes do autocarro foram posteriormente evacuados por meios aéreos da Força Aérea Nacional.
    A existência de uma pista militar operacional na região de Cabo Ledo permitiu concentrar as vítimas e organizar a transferência para Luanda de forma mais célere e segura.
    O recurso aos meios aéreos revelou-se determinante para encurtar o tempo de transporte e aproximar rapidamente os pacientes das unidades hospitalares de referência, sobretudo nos casos em que a gravidade dos traumatismos exigia avaliação e acompanhamento médico diferenciados.
    Mais do que uma operação logística, tratou-se de uma verdadeira corrida contra o tempo, em que cada minuto foi determinante para reduzir o risco de agravamento do estado clínico das vítimas.

    Face à dimensão do acidente, o Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé foi definido como uma das principais unidades de retaguarda para recepção e tratamento das vítimas.
    As equipas hospitalares foram mobilizadas para assegurar uma resposta imediata, envolvendo médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, profissionais de imagiologia, cirurgia, ortopedia, anestesia e demais áreas essenciais à assistência a pacientes politraumatizados.
    Os serviços de urgência, diagnóstico e cirurgia foram preparados para receber os feridos, permitindo realizar a triagem, avaliação clínica, exames complementares, estabilização e tratamento de acordo com a gravidade de cada caso.
    Outras unidades hospitalares também participaram na resposta, disponibilizando equipas e meios para complementar a assistência prestada às vítimas.
    Segundo a avaliação clínica inicial, todos os pacientes apresentam algum tipo de trauma, incluindo contusões e escoriações.
    Entre os casos que exigem maior atenção encontram-se pacientes com fracturas das costelas associadas a contusão pulmonar, uma situação que requer vigilância apertada devido ao risco de complicações nas primeiras 24 a 48 horas.

    Há igualmente registo de um paciente com fractura cervical estável, sem indicação cirúrgica neste momento, e outro com fractura da clavícula, ainda em avaliação.
    Uma criança está também a realizar exames complementares após apresentar sinais de hemorragia nasal na sequência do acidente.

    As equipas médicas mantêm todos os pacientes sob vigilância, tendo em conta que, em situações de trauma, algumas complicações podem manifestar-se horas depois do acidente, incluindo hemorragias internas.

    Por essa razão, mesmo os pacientes clinicamente estáveis permanecem internados para observação e acompanhamento médico.
    Por detrás dos números e das imagens do acidente estão homens e mulheres que, desde as primeiras horas da manhã, colocaram a sua competência e dedicação ao serviço da vida humana.
    Profissionais de emergência médica, médicos, enfermeiros, técnicos, militares, agentes de protecção e segurança e efectivos envolvidos na operação trabalharam de forma coordenada para retirar as vítimas do local, estabilizá-las e garantir a sua transferência para unidades hospitalares.
    Cada equipa cumpriu uma missão específica, mas todas estiveram ligadas pelo mesmo propósito: evitar que uma tragédia rodoviária se transformasse numa tragédia ainda maior.
    O trabalho desenvolvido no terreno e nos hospitais demonstra que, diante de uma emergência de grande dimensão, a capacidade de resposta depende não apenas dos meios disponíveis, mas sobretudo da rapidez de mobilização, da coordenação institucional e do compromisso dos profissionais envolvidos.
    A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, deslocou-se ao Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé, onde acompanhou directamente a recepção dos pacientes, o funcionamento das equipas clínicas e a evolução do estado de saúde dos feridos.
    Durante a sua presença na unidade hospitalar, a governante manteve contacto com familiares das vítimas, transmitindo uma mensagem de solidariedade, serenidade e confiança.
    “A prioridade, neste momento, é salvar vidas, garantir o resgate dos feridos e assegurar assistência médica imediata às vítimas”, sublinhou a Ministra.

    A governante destacou igualmente a importância da articulação entre as diferentes estruturas do Estado, salientando que a resposta só foi possível graças à intervenção conjunta das áreas da Saúde, Defesa, Interior, Força Aérea e emergência médica.

    O acidente do Cabo Ledo volta a colocar em evidência a dimensão dos desafios associados à sinistralidade rodoviária e a necessidade de reforçar continuamente os mecanismos de prevenção, socorro e assistência às vítimas.
    A resposta desencadeada neste domingo demonstra, por outro lado, que a existência de meios aéreos, equipas especializadas, unidades hospitalares preparadas e mecanismos de coordenação interinstitucional pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
    A operação também reforça a necessidade de continuar a aperfeiçoar os mecanismos de resposta a acidentes de grande dimensão, incluindo a articulação entre os serviços de emergência, as forças de defesa e segurança e as estruturas hospitalares.
    Enquanto as autoridades continuam a acompanhar a evolução clínica dos pacientes, permanece a prioridade absoluta: garantir que cada uma das 30 vítimas receba os cuidados necessários e que todos os esforços sejam concentrados na preservação de vidas.
    Neste momento de dor, apreensão e solidariedade, a mobilização de centenas de profissionais representa uma mensagem clara: quando uma vida está em risco, cada minuto conta, cada equipa importa e nenhuma força deve ser poupada na missão de salvar vidas.

    O Ministério da Saúde mantém o acompanhamento permanente da situação e continuará a prestar informações actualizadas à medida que forem concluídas as avaliações clínicas dos pacientes.

    Fonte: GTCI – Ministério da Saúde, Luanda, 9 de Agosto de 2026