Programa-piloto de qualidade e acreditação hospitalar deverá apresentar resultados concretos no primeiro trimestre de 2027, com apoio técnico da Organização Mundial da Saúde
O Ministério da Saúde (MINSA) está a reforçar as medidas destinadas à melhoria da qualidade dos serviços hospitalares e à segurança do doente, através da implementação de instrumentos de avaliação, do fortalecimento das comissões técnicas especializadas e da formação contínua dos profissionais de saúde.
Neste âmbito, o MINSA, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS), realiza, nesta Quinta -feira, 29 de Outubro, no Complexo Hospitalar de Doenças Cardiopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, em Luanda, um workshop sobre Qualidade na Saúde e Segurança do Doente, orientado para a identificação de desafios e a definição de acções prioritárias para a melhoria da assistência nas unidades sanitárias do país.
A iniciativa enquadra-se nos esforços de modernização do sector, que incluem o reforço das competências dos profissionais, a introdução de novas tecnologias e a melhoria das infra-estruturas hospitalares, com o objectivo de proporcionar cuidados de saúde mais seguros, eficientes e humanizados à população.
Ao intervir no encontro, o secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Europeu Inocêncio, destacou a importância do envolvimento directo dos gestores hospitalares na implementação de medidas que garantam a qualidade dos serviços e a segurança dos doentes.
O governante sublinhou que estas prioridades estão alinhadas com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027, que prevê a implementação de um programa de qualidade e acreditação das unidades hospitalares, o fortalecimento dos sistemas de referência e contra-referência e a expansão das unidades hospitalares de referência e de alta complexidade.
Para a concretização destes objectivos, defendeu uma actuação coordenada entre directores-gerais, directores clínicos, responsáveis de enfermagem e profissionais das áreas de laboratório, farmácia e demais serviços hospitalares.
O secretário de Estado realçou igualmente a necessidade de assegurar o funcionamento efectivo das comissões técnicas de Qualidade, Farmácia e Terapêutica, Controlo de Infecção Hospitalar, Óbitos e Auditoria Clínica, considerando-as fundamentais para a melhoria dos processos assistenciais, a utilização segura dos medicamentos e a prevenção de riscos associados à prestação de cuidados de saúde.
Entre as medidas anunciadas, destaca-se a intenção de avançar com um programa-piloto de qualidade e acreditação hospitalar, com a perspectiva de apresentar, até ao primeiro trimestre de 2027, resultados concretos numa unidade ou área hospitalar.
A iniciativa deverá permitir acompanhar os progressos alcançados, identificar insuficiências e estabelecer medidas correctivas, promovendo uma cultura institucional orientada para a avaliação dos resultados e a melhoria contínua dos serviços.
Leonardo Inocêncio apelou, neste sentido, aos gestores hospitalares para transformarem os compromissos assumidos em acções concretas e verificáveis, reforçando a organização dos serviços e a formação permanente dos profissionais.
No quadro da cooperação técnica, a OMS reafirmou a sua disponibilidade para apoiar o MINSA no desenvolvimento de mecanismos de qualidade e segurança do doente, através da partilha de conhecimentos e da assistência especializada às equipas nacionais.
O apoio técnico está estruturado em duas fases. A primeira, com a duração de uma semana, compreende encontros de auscultação, visitas a unidades hospitalares e um workshop de reflexão conjunta, destinados à identificação dos principais desafios e à definição de um roteiro de acções prioritárias.
A segunda fase está prevista para decorrer entre Fevereiro e Abril de 2027, durante três meses, período em que o especialista da OMS, professor Dr. Walter Fonseca, deverá trabalhar directamente com as equipas nacionais, apoiando o acompanhamento e a implementação das medidas definidas.
O encontro reuniu directores-gerais de unidades hospitalares, directores clínicos, responsáveis de enfermagem, profissionais de laboratório, farmácia e outros técnicos de saúde provenientes de diferentes províncias do país.
Com esta iniciativa, o Ministério da Saúde pretende consolidar mecanismos de avaliação e melhoria contínua dos serviços hospitalares, reforçando a prevenção de riscos, a segurança dos doentes e a qualidade da assistência prestada à população angolana.
Fonte: GTICI — Ministério da Saúde Luanda, 28 de Outubro de 2026.