• SÍLVIA LUTUCUTA LANÇA CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO E APELA À MOBILIZAÇÃO DE TODOS PARA PROTEGER AS CRIANÇAS ANGOLANAS


    Ministra da Saúde destaca o reforço da capacidade de vacinação no país e anuncia mais de 24 milhões de doses para a campanha contra a poliomielite, o sarampo e a febre amarela. Nações Unidas reafirmam apoio a Angola e defendem que nenhuma criança fique para trás.

    A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, reafirmou o compromisso do Executivo angolano com a protecção da saúde infantil, ao destacar a vacinação como uma prioridade nacional e um investimento fundamental no futuro do país, durante o acto de lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, o Sarampo e a Febre Amarela, realizado esta Sexta-feira, 23 de Outubro.

    Na sua intervenção, a governante sublinhou que a protecção das crianças constitui uma responsabilidade colectiva e uma condição essencial para o desenvolvimento de Angola, defendendo o envolvimento das famílias, das autoridades locais, dos profissionais de saúde, das organizações comunitárias e dos parceiros internacionais para o alcance das metas estabelecidas.
    “A vacinação é gratuita, é segura e é o maior gesto de amor que podemos ter para com os nossos filhos”, enfatizou Sílvia Lutucuta, apelando aos pais e encarregados de educação para levarem as crianças aos postos de vacinação mais próximos, mesmo que já tenham recebido doses anteriormente.

    A ministra salientou que a campanha decorrerá de 23 a 27 de Outubro, mobilizando mais de 24 milhões de doses de vacinas, num esforço destinado a reforçar a protecção das crianças angolanas contra doenças que continuam a representar riscos para a saúde pública.
    Segundo a titular da pasta da Saúde, a operação contempla a vacinação contra a poliomielite e o sarampo em todo o território nacional, bem como a vacinação contra a febre amarela nas áreas abrangidas pela intervenção, de acordo com o planeamento definido pelas autoridades sanitárias.

    Ao apresentar os avanços registados no sector, Sílvia Lutucuta destacou o financiamento das vacinas através do Orçamento Geral do Estado e a expansão da rede de serviços de vacinação como sinais do compromisso do Executivo com a saúde das populações.

    De acordo com os dados apresentados pela ministra, o número de unidades sanitárias com serviços de vacinação aumentou de 1.508 para 2.244, tendo sido igualmente reforçada a cadeia de frio com a instalação de mais de 550 equipamentos solares, destinados a assegurar a conservação das vacinas e a ampliar o acesso aos serviços nas zonas mais remotas do país.

    A governante acrescentou que o reforço da capacidade logística tem permitido melhorar as condições de armazenamento e distribuição das vacinas, contribuindo para que cheguem em condições adequadas às comunidades, incluindo as mais distantes dos principais centros urbanos.

    Sílvia Lutucuta salientou, igualmente, que o Ministério da Saúde assegurará a coordenação técnica e a supervisão permanente da campanha, enquanto os governos provinciais, as administrações municipais e as lideranças comunitárias terão um papel determinante na mobilização das famílias e no acompanhamento dos resultados.

    Apesar da dimensão da campanha, a ministra advertiu que a protecção duradoura da população infantil depende da continuidade da vacinação de rotina nas unidades sanitárias.
    Para a governante, é necessário garantir que todas as crianças recebam as vacinas previstas no calendário nacional, independentemente do local onde vivem, considerando que a equidade no acesso à saúde constitui um princípio essencial para a construção de uma cobertura universal.

    Sílvia Lutucuta apelou, por isso, aos governos provinciais e às administrações municipais para acompanharem diariamente a execução das actividades, assegurando que as equipas de vacinação cheguem aos bairros, às aldeias e às comunidades mais vulneráveis.

    A ministra reconheceu ainda o contributo dos profissionais de saúde, das organizações comunitárias, da Cruz Vermelha e dos parceiros de desenvolvimento, sublinhando que cada criança vacinada representa uma vida protegida e um passo importante para uma geração mais saudável.

    Por sua vez, a representante das Nações Unidas em Angola, Amanda Khozi Mukwashi, felicitou o Governo angolano pela realização da campanha e considerou que a iniciativa demonstra o compromisso do país com a saúde das crianças e com a construção de um futuro mais seguro.

    Na sua intervenção, a representante destacou que, por detrás dos indicadores e das metas de vacinação, existem famílias que partilham o mesmo desejo: ver os seus filhos crescerem com saúde, segurança e oportunidades para um futuro melhor.

    A responsável recorreu às histórias de duas mães, Melita e Helena, na província do Bengo, para ilustrar a importância da vacinação na vida das famílias. Ambas partilham a preocupação de proteger os seus filhos, demonstrando que a imunização representa muito mais do que um procedimento de saúde: é uma medida concreta de protecção da vida e do futuro das crianças.
    “É uma forma de dizer a cada criança: tu és importante”, destacou Amanda Khozi Mukwashi, ao defender que o trabalho de protecção infantil não deve terminar com as campanhas extraordinárias.

    A representante das Nações Unidas apontou três prioridades para a sustentabilidade dos resultados: integrar a vacinação nos cuidados básicos de saúde, aumentar o investimento nacional na qualidade dos serviços de imunização e utilizar informação clara e segura para identificar as crianças que ainda não receberam as vacinas previstas.

    Reafirmou, igualmente, a disponibilidade das Nações Unidas para continuar a trabalhar ao lado do Governo de Angola, em articulação com os parceiros, incluindo a Organização Mundial da Saúde, a UNICEF e a Gavi, na promoção da saúde e na ampliação do acesso à vacinação.

    O acto de lançamento da campanha reforça a importância da conjugação de esforços entre o Executivo, os parceiros internacionais, os profissionais de saúde e as comunidades para prevenir doenças e reduzir o risco de surtos.
    As intervenções da ministra da Saúde e da representante das Nações Unidas convergiram na mensagem de que a vacinação deve constituir um compromisso permanente, sustentado por serviços de saúde acessíveis, investimento contínuo e participação activa das famílias.

    A campanha decorre de 23 a 27 de Outubro, com o objectivo de ampliar a protecção das crianças abrangidas e fortalecer os esforços nacionais de prevenção das doenças imunopreveníveis.

    A mensagem deixada aos pais e encarregados de educação é clara: levar as crianças aos postos de vacinação, manter os cartões actualizados e cumprir o calendário nacional são passos fundamentais para proteger vidas e contribuir para um futuro mais saudável para Angola.

    Fonte: GTICI — Ministério da Saúde. Luanda, 23 de Outubro de 2026.