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Sociedade
09 Julho de 2024 | 12h07

MINSA VAI FORMAR 38 MIL PROFISSIONAIS ATÉ 2027

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, revelou nesta quarta-feira, 3 de Julho, em Luanda, que o sector ambiciona formar 38 mil profissionais a nível nacional, até o ano de 2027.

Em declaração à imprensa, no final do encontro com o Director-geral da Eni Natural Energy – Angola, João Maria, Sílvia Lutucuta deu a conhecer que neste momento mais de três mil médicos frequentam a formação especializada, assim como quatro mil enfermeiros serão especializados.

"Os enfermeiros com licenciatura já estão a fazer formação pós-média há mais de dois anos. Já temos o resultado desta formação pós-média com mais de mil técnicos de enfermagem com formação pós-média”, disse a ministra, a clareando que a pretensão é formar nove mil em formação pós-média.

"Esta formação tem que ser replicada, vamos formar formadores para continuarem com o projecto”.

Na ocasião, a titular do sector da Saúde frisou que estão a preparar condições para a extensão - da formação em cirurgia cardíaca pediátrica - do projecto aberto em 2019 com a Eni e que termina em Novembro deste ano.

"Estamos agora a trabalhar para a extensão deste financiamento. Vamos mudar um pouco o foco, vamos nos focar muito na cardiologia pediátrica, vamos continuar com a cardiologia de adultos”, disse a ministra, avançando a possibilidade de olhar também para a áreas de Pneumologia, Neonatologia e Medicina Fetal.

"A Medicina Fetal é onde teremos os diagnósticos muito precoces das doenças das cardiopatias congénitas para em tempo útil os nossos doentes virem ser tratados”.

Sílvia Lutucuta realçou os ganhos obtidos com o financiamento da Eni no reforço da capacidade para assistência, cardiologia pediátrica e cirurgia cardíaca pediátrica. 

"Neste momento temos capacidade para operar crianças grandes, mas os recém-nascidos ainda é um desafio e por esta razão estamos, por um lado, a fazer um grande investimento que vai iniciar e veio uma equipa liderada por cirurgiões cardíacos pediátricos de hospitais de referência na Itália”.

Os profissionais italianos do Hospital Monzino irão apoiar os técnicos no Hospital Cardeal Dom Alexandre Nascimento com formação local e um grupo de angolanos irá ao Brasil com objectivo de cumprir a formação que vai permitir, em pouco anos, ter equipas autónomas em Angola.

Por sua vez, o director-geral da Eni Natural Energy – Angola, João Maria, disse que identificou-se novas acções para serem desenvolvidas no sector da Saúde com duração de cinco a 10 anos.

"Nós temos projectos para a transição, digamos, energética, no qual também são incluídos componentes de saúde. Portanto, será um projecto de longo prazo, estamos a falar entre cinco e 10 anos de duração e vai ser implementado em certas províncias do país”.


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