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1º FORUM NACIONAL DOS HOSPITAIS

Governo 14-05-2026
Aberta Semana Nacional da Humanização 2026 com apelo à comunicação eficaz nos serviços de saúde

O Ministério da Saúde, através do Gabinete de Ética e Humanização, procedeu nesta terça-feira, 12 de Maio, à abertura oficial da Semana Nacional da Humanização 2026, uma iniciativa voltada ao reforço da dignidade da pessoa humana no acto de cuidar e à promoção de uma cultura de comunicação eficaz nos serviços de saúde em Angola.
A edição deste ano decorre sob o tema “Humanização: Comunicação efectiva entre profissionais para o cuidado centrado no utente” e o lema “Comunicação Eficaz: A Chave para o Cuidado Seguro e de Qualidade”, destacando a importância do diálogo entre profissionais de saúde como elemento essencial para garantir segurança, confiança e qualidade na assistência prestada aos cidadãos.

A cerimónia de abertura foi presidida pela Ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Teixeira de Alva Sequeira Bragança, em representação da Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta. O acto contou igualmente com a presença da Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula da Silva do Sacramento Neto, do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, além do representante da Organização Mundial da Saúde, membros do Executivo, entidades religiosas, gestores hospitalares, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil.

Na sua intervenção, Maria do Rosário Bragança sublinhou que o tema da humanização ganha especial relevância num contexto em que os sistemas de saúde enfrentam desafios cada vez mais complexos, tornando a comunicação institucional e interpessoal um factor determinante para a qualidade dos cuidados médicos.
Segundo a governante, o Executivo angolano continua a investir na expansão da rede sanitária, na construção e reabilitação de infraestruturas hospitalares e na formação contínua dos profissionais de saúde, com vista à melhoria da capacidade de resposta do sector. Ainda assim, reconheceu a existência de desafios relacionados com o relacionamento humano e a comunicação nos serviços de saúde.
“A ausência de uma comunicação eficaz não é um problema menor. É uma questão de segurança, ética e qualidade assistencial”, afirmou.

A responsável acrescentou que humanizar os serviços de saúde significa reconhecer o utente como sujeito activo do processo de cuidados, respeitando os seus direitos, valores e contexto social, de forma a garantir um atendimento mais digno, inclusivo e centrado na pessoa.
Durante a actividade foram igualmente destacados os principais marcos institucionais ligados ao processo de humanização no sector da saúde, entre os quais a aprovação da Política Nacional de Saúde, em 2010, a implementação do Programa Nacional de Humanização da Assistência na Saúde, em 2014, e a criação do Gabinete de Ética e Humanização, em 2018.

Por sua vez, a Directora Nacional do Gabinete de Ética e Humanização, Djamila Príncipe, apresentou o balanço das actividades desenvolvidas no triénio 2024-2026. Segundo a responsável, o mecanismo de gestão de reclamações já foi implementado em 264 municípios do país, com enfoque no reforço da comunicação entre profissionais e na melhoria dos serviços humanizados.
No domínio da monitorização, até 2025 foram inquiridos 15.653 utentes, dos quais 70 por cento manifestaram satisfação com os serviços de humanização nas unidades sanitárias do país.
Quanto à formação e capacitação do capital humano, foram formados 3.156 profissionais nas províncias de Luanda, Huambo, Huíla, Lunda Norte, Cuanza Norte, Bengo e Benguela até 2025. Já entre Janeiro e Abril de 2026, foram capacitados 2.397 profissionais nos hospitais centrais e institutos localizados em Luanda e Icolo e Bengo.

Para a expansão dos serviços de humanização, o Gabinete de Ética e Humanização conta com o apoio de instituições nacionais e internacionais, entre elas a Universidade Agostinho Neto, a CEAST, a CICA e a CIRA, além de parceiros ligados à humanização dos cuidados de saúde em Portugal e Espanha.

A Semana Nacional da Humanização decorre de 12 a 16 de Maio, com um conjunto de actividades dedicadas à promoção da ética, da humanização e da qualidade dos serviços de saúde em Angola.

Fonte: DCI/MINSA

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
Governo 14-05-2026
ANGOLA REFORÇA APOSTA NA HUMANIZAÇÃO DA SAÚDE COM APOIO DE ESPECIALISTA PORTUGUÊS

O Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, recebeu, segunda-feira, 11 de Maio, em Luanda, o presidente da Comissão de Ética e Humanização de Portugal, Fernando Regateiro, numa audiência marcada pelo reforço da cooperação técnico-científica e pela aposta estratégica de Angola na humanização dos serviços de saúde.
O encontro antecede o acto central da Semana da Humanização, que decorre de 12 a 16 de Maio sob o lema “Comunicação Eficaz: A Chave para o Cuidado Seguro e de Qualidade”, iniciativa que reúne especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e avanços da humanização no sector da saúde.

Durante a audiência, Leonardo Inocêncio, transmitiu o agradecimento da ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, pela presença de Fernando Regateiro em Angola, sublinhando que a participação do académico português representa “um importante contributo científico” para o fortalecimento das políticas públicas de saúde humanizada no país.
O governante destacou os progressos alcançados pelo Executivo angolano, revelando que o país dispõe actualmente de 264 Gabinetes de Utentes distribuídos em unidades sanitárias de diferentes níveis, desde centros de saúde a hospitais de referência. Segundo explicou, estas estruturas deverão evoluir para Gabinetes de Humanização, com uma abordagem mais abrangente centrada na qualidade do atendimento, acolhimento e segurança do paciente.

Leonardo Inocêncio, anunciou igualmente um ambicioso programa de formação de quadros do sector da saúde, que prevê capacitar mais de 38 mil especialistas, incluindo médicos de Medicina Geral e Familiar, considerada uma das áreas prioritárias para o reforço do sistema nacional de saúde.
“O processo de humanização é hoje uma prioridade estratégica do Executivo angolano”, afirmou o responsável, acrescentando que as novas infra-estruturas hospitalares estão também a ser alinhadas às tecnologias modernas de diagnóstico e tratamento.
Como exemplo, destacou o Hospital Pedro Maria Tonha Pedalé, recentemente equipado com um aparelho de ressonância magnética de 3 Tesla, tecnologia de última geração que reforça a capacidade diagnóstica do país.

Por sua vez, Fernando Regateiro manifestou disponibilidade para apoiar Angola na formação e capacitação de profissionais de saúde, através de uma equipa multidisciplinar composta por especialistas em cuidados intensivos, cuidados hospitalares, associações de doentes e arquitectura hospitalar.
O especialista português defendeu ainda a importância estratégica da Medicina Familiar, sublinhando que “é nesta especialidade que se constrói a saúde das populações”. Recordou a experiência de Portugal e revelou que coordenou recentemente a implementação da formação em Medicina Familiar em Cabo Verde, estando já prevista uma nova fase do projecto.

Num dos anúncios de maior relevância da visita, Fernando Regateiro confirmou a intenção de promover uma articulação institucional entre o Instituto Hematológico Pediátrico de Luanda Dra. Victória do Espírito Santo e centros hematológicos de referência de Portugal, nomeadamente os institutos de São João, no Porto, e de Lisboa, visando o reforço da cooperação científica, formação especializada e intercâmbio técnico.

Após a audiência, o académico português visitou o Instituto Hematológico Pediátrico de Luanda Dra. Victória do Espírito Santo, onde percorreu diferentes áreas da instituição, incluindo a Unidade de Cuidados Intensivos, serviços de imagiologia, laboratório de microbiologia, consultas externas e enfermarias.
Durante a visita, o director da unidade hospitalar, Francisco Domingos, informou que está em curso a criação de um laboratório de monogenética, projecto que permitirá maior autonomia no suporte a a transplantes de medula óssea e outros procedimentos altamente especializados. O director destacou ainda que o Instituto já dispõe de uma sala especializada para tratamento de lesões por pressão.

A visita terminou no Gabinete de Utente da instituição, onde foram apresentados os serviços de acolhimento, acompanhamento e humanização prestados aos pacientes e familiares, considerados pilares fundamentais da nova estratégia nacional de saúde centrada no cidadão.

Fonte: GCI – Ministério da Saúde, Luanda, 11 de Maio de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
Governo 11-05-2026
MINISTRA DA SAÚDE DESTACA PREVENÇÃO DE LESÕES POR PRESSÃO EM WORKSHOP NACIONAL

A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, participou neste Domingo, 10 de Maio, do segundo dia do Workshop Nacional sobre Gestão Estratégica na Prevenção e Controlo das Lesões por Pressão nos Hospitais, realizado no Centro de Convenções de Talatona (CCTA). Promovido pelo Ministério da Saúde e pela Unidade de Implementação do Projeto (UIP), o evento reuniu profissionais de saúde nacionais e internacionais com o objectivo de fortalecer práticas de segurança do paciente e elevar a qualidade da assistência hospitalar em Angola.
A ministra abriu a sessão destacando a gravidade da situação: “Estamos a viver um momento crítico em que as lesões por pressão representam uma verdadeira epidemia nos nossos hospitais, aumentando custos e prolongando internamentos”, alertou, reforçando a necessidade de vigilância activa por parte dos directores clínicos e de enfermagem.
Dra. Sílvia Lutucuta sublinhou ainda o papel central da enfermagem e da colaboração multidisciplinar no cuidado ao paciente, incentivando os gestores a assumirem responsabilidade directa pela segurança dos pacientes e implementação de boas práticas:
“O responsável principal pelos doentes é o director clínico e o director de enfermagem. Precisamos estar atentos a detalhes que muitas vezes passam despercebidos, como a ocorrência de lesões por pressão”, afirmou a ministra.

O workshop apresentou um programa intenso de sessões técnicas e práticas, entre elas: Organização dos Serviços e Equipas Multidisciplinares: especialistas nacionais e internacionais mostraram estratégias para optimizar o trabalho em equipa, integrando médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e auxiliares. Mesa Redonda sobre Experiências Hospitalares: representantes de hospitais como Josina Machel, Bispo Emílio de Carvalho, Cardeal Dom Alexandre, Materno Infantil Pedro Manuel Azancot de Menezes, Geral de Luanda e Capalanca partilharam boas práticas e desafios, destacando soluções concretas aplicadas no combate às lesões por pressão. Entre as experiências relatadas, mencionou-se a implementação de protocolos de monitorização contínua do paciente acamado, o reforço da educação de enfermagem sobre prevenção de úlceras e cuidados pós-operatórios, e a adopção de equipamentos de apoio para redução de pressão em pacientes de risco. Sessão sobre Desafios das Lesões por Pressão em Angola: discussão conjunta sobre barreiras e soluções sustentáveis para reduzir a incidência destas lesões nos hospitais.
Durante sua intervenção, a ministra reconheceu o trabalho da equipe organizadora, incluindo a veterana da enfermagem Dra Judite Luacute , Dra. Graziela Paula Provezan e os doutores Morais e Chimuanji, que prepararam o conteúdo do evento em tempo recorde. A Dra. Graziela e Luacute apresentaram experiências práticas e resultados aplicados em unidades hospitalares, reforçando a importância do treino contínuo das equipas de enfermagem e a integração entre todos os profissionais de saúde.
O primeiro dia do workshop teve como destaque o tema pé diabético, com ênfase na prevenção de úlceras e cuidados especializados. O Prof. Clovis Rodrigues, especialista em Cuidados Intensivos, Dermatologia e Podiatria Clínica, conduziu sessões detalhadas sobre: Avaliação de neuropatia periférica e sensibilidade do pé, utilizando monofilamento de Semmes-Weinstein e diapasão de 128 Hz; Técnicas de prevenção de úlceras em pacientes com diabetes, destacando a importância da educação do paciente e monitorização regular; Intervenções especializadas em podiatria, laserterapia, biomecânica e ortoplastia, garantindo cuidados de alta performance para prevenção de complicações graves.

O workshop também abriu espaço para discutir outras áreas críticas, como infecções hospitalares e sepses, e incentivou os participantes a sugerirem temas para futuras edições.
Apesar de ter se ausentado temporariamente devido a outras missões, a ministra assegurou que o acompanhamento e apoio do Ministério da Saúde continuam activos, com destaque para o Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, e o coordenador e gestor técnico do PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro.

Ao final da manhã, os participantes reafirmaram o compromisso de aplicar os conhecimentos adquiridos em suas unidades hospitalares, fortalecendo a prevenção de lesões por pressão e elevando os padrões de qualidade e segurança na assistência à saúde em Angola.

Fonte: UIP-PFRHS, MINSA, Luanda, 10 de Maio de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
Governo 11-05-2026
SEGURANÇA DO PACIENTE EM FOCO: Workshop Reúne Especialistas para Reduzir Lesões por Pressão

O Ministério da Saúde realiza, desde esta manhã, 9 de Maio, no Auditório do Centro de Convenções de Talatona (CCTA), o Workshop “Gestão Estratégica na Prevenção e Controlo das Lesões por Pressão nos Hospitais”, reunindo centenas de profissionais de saúde nacionais e internacionais. O evento, que decorre durante dois dias, é promovido pela Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS) e integra o programa estratégico do Governo angolano de valorização e capacitação do capital humano na saúde.
A sessão de abertura foi presidida pela Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, que dirigiu uma calorosa saudação aos participantes, incluindo o Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio Europeu, o coordenador do projecto, Prof. Dr. Job Monteiro, directores hospitalares, directores clínicos, directores pedagógicos, enfermeiros chefes, supervisores e especialistas de diversas áreas.
Em seu discurso, a Ministra destacou a relevância do tema e enfatizou a importância da prevenção:
“As lesões por pressão não afectam apenas a condição física do doente, mas também a sua dignidade, o bem-estar das famílias, a sustentabilidade das instituições e a eficiência do sistema de saúde. A sua prevenção exige serviços bem organizados, liderança técnica assertiva, formação contínua e rigorosa, vigilância permanente à cabeceira do doente e, acima de tudo, uma cultura institucional profundamente comprometida com a segurança e a qualidade assistencial.”
Segundo Dra. Sílvia Lutucuta, a presença de mais de 300 participantes demonstra a sede por conhecimento e a valorização do saber entre os profissionais angolanos.
“A vossa presença engrandece este encontro e é, por si só, uma declaração de compromisso colectivo com a melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados ao povo angolano.”
O workshop está estruturado em dois eixos principais:
Primeiro dia, Compreender o Problema e Estruturar a Resposta Institucional: aborda segurança do paciente, metas internacionais de qualidade, impacto das lesões por pressão no sistema de saúde e oportunidades de melhoria na prática clínica; Segundo dia, Implementação, Monitorização e Sustentabilidade das Intervenções: centra-se na organização dos serviços, trabalho em equipas multidisciplinares, indicadores de qualidade, auditoria clínica e partilha de experiências institucionais.

A Ministra reforçou o compromisso do Governo com a valorização dos recursos humanos em saúde:
“Nenhum sistema de saúde alcança a excelência sem profissionais bem formados, motivados e reconhecidos na sua missão. O Programa de Formação dos Recursos Humanos em Saúde constitui uma iniciativa estratégica do Ministério da Saúde, orientada para o fortalecimento das capacidades técnicas, científicas e de gestão em todo o território nacional. Até 2028, está prevista a formação de cerca de 38 mil profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de diagnóstico e terapêutica, técnicos de apoio hospitalar e funcionários do regime geral. Investir na formação e capacitação dos profissionais é investir na vida, na dignidade humana e no futuro do sistema de saúde.”
A Ministra destacou ainda o papel insubstituível da enfermagem:
“São os enfermeiros que asseguram a continuidade dos cuidados, a vigilância clínica permanente e a presença constante junto do doente; elementos determinantes na prevenção de complicações, em especial das Lesões por Pressão. Nenhum sistema de saúde é sólido sem investimento consistente na formação, valorização e liderança da enfermagem. É essencial garantir melhores condições de trabalho, investir na formação contínua, reconhecer o mérito profissional, assegurar a participação activa da enfermagem nos processos de decisão e integrá-la de forma efectiva na formulação das políticas de saúde.”

A excelência dos cuidados, reforçou a Ministra, depende do trabalho articulado em equipas multidisciplinares, onde médicos, enfermeiros, técnicos e gestores atuam de forma complementar e com o doente no centro de todas as decisões:
“Nenhuma intervenção isolada basta; é a soma das competências e o alinhamento de propósitos que faz a diferença.”

O evento contou também com a presença de uma equipe internacional de enfermeiros especialistas provenientes do Brasil, Portugal, que contribuem para a formação especializada em áreas como terapia intensiva, pediatria, urgência e emergência, cicatrização de feridas e lesiocerapia infantil. Entre os formadores estiveram: David Gondeira, Alexander, Eliane Schneider, Tatiana, Silvia Paula Valente de Luto, Simone Matos, Stephanie, Lígia, Marta, Filipe, Fabrício, Maria Júlia, Helena Martins, Sérgio Pereira, Júlia Graves, Cristina da Costa e Maria Maria Vicente.

Durante o bloco técnico, especialistas nacionais e internacionais discutiram temas como segurança do paciente, prevenção de lesões por pressão, custo-benefício e implementação de boas práticas, incluindo o enfermeiro angolano Jorge Morais Vicente e o consultor da UIP-PFRHS, Dr. Adão Chimuanji, que moderou os debates e discussões das várias sessões.

A Ministra encerrou o seu discurso com um apelo ao compromisso de todos:
“Renovo o apelo ao envolvimento pleno e comprometido de cada um dos presentes, para que este workshop não se esgote no debate de ideias, mas se traduza em transformações reais, mensuráveis e duradouras nas nossas unidades hospitalares. Com este objectivo, declaro oficialmente aberto o Workshop sobre Gestão Estratégica na Prevenção e Controlo das Lesões por Pressão.”
O Ministério da Saúde reafirma, assim, o seu compromisso com a segurança do paciente, a melhoria da qualidade dos cuidados e o fortalecimento do capital humano em saúde, pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável do Sistema Nacional de Saúde.

Fonte: UIP-PFRHS, MINSA, Luanda, 9 de Maio de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
Governo 11-05-2026
MINISTRA DA SAÚDE PARTICIPA DE EVENTO DE ACOLHIMENTO AO CORPO DOCENTE INTERNACIONAL PARA REFORÇO DOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM EM ANGOLA

Com elevado sentido de responsabilidade, visão estratégica e firme compromisso com o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, a Ministra da Saúde de Angola, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, presidiu nesta Sexta-feira, 08 de Maio, à cerimónia de apresentação e integração do corpo docente internacional que irá reforçar os cursos de especialização em enfermagem no país, no âmbito do Programa Nacional de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), com apoio do Banco Mundial.

O acto decorreu no Hospital Materno Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes e reuniu responsáveis institucionais, coordenadores do programa, especialistas internacionais, consultores, profissionais de saúde, formandos e parceiros estratégicos do sector.
Participaram da cerimónia a Directora-Geral do Hospital, Dra. Manuela Mendes, o Coordenador e Gestor Técnico do PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, especialistas da Unidade de Implementação do Projecto nas áreas de aquisições, monitorização e avaliação, formação, comunicação e administração, consultores nacionais e internacionais (Nigéria, Brasil e Portugal), representantes da Openmind, directores hospitalares, profissionais de saúde, formandos e convidados.
Também marcaram presença especialistas e consultores internacionais provenientes da Nigéria, Portugal e Brasil, reforçando o intercâmbio académico, científico e técnico entre Angola e instituições internacionais de referência.

Em seu discurso, a Ministra destacou o compromisso do Executivo angolano com a qualificação dos profissionais de saúde e a importância da cooperação internacional. Referiu que, sob a liderança do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, o Governo definiu um programa ambicioso de desenvolvimento de capital humano no sector da saúde, prevendo formar até 2028 cerca de 38.000 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros especialistas.
A governante enfatizou:
“A visão estratégica do Presidente João Lourenço tem sido determinante para o fortalecimento do sistema nacional de saúde. É graças a essa liderança que iniciativas estruturantes como o Programa Nacional de Especialização em Enfermagem se tornam realidade, permitindo capacitar os nossos profissionais com padrões internacionais de excelência.”
A Ministra deu as boas-vindas aos especialistas internacionais, sublinhando a importância da cooperação técnico-científica para o fortalecimento da enfermagem angolana e para a melhoria contínua da assistência hospitalar:
“Bem-vindos a casa, neste país maravilhoso e acolhedor. A vossa presença representa não apenas contributo académico e técnico, mas também um gesto de solidariedade e compromisso com o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.”

Sílvia Paula Valentim Lutucuta reforçou que o investimento em recursos humanos constitui uma prioridade do Executivo:
“Não existe sistema de saúde forte sem profissionais devidamente qualificados. Até 2028, o Programa Nacional prevê formar cerca de 38 mil profissionais em diversas áreas, demonstrando o firme compromisso do Executivo com a melhoria da cobertura sanitária e o fortalecimento institucional das nossas unidades de saúde.”

Segundo a Ministra, o Programa Nacional de Especialização em Enfermagem visa desenvolver competências avançadas, reforçar a capacidade técnica das unidades hospitalares, melhorar a qualidade e humanização dos cuidados, formar uma massa crítica de enfermeiros especializados e criar bases sustentáveis para a formação contínua de profissionais e futuros formadores.
O programa teve início oficial em 23 de novembro de 2024 e, até o momento, já registou 3.954 profissionais considerados aptos para ingresso nos cursos, demonstrando elevado interesse e adesão por parte dos enfermeiros em todo o país. Actualmente, decorrem dez cursos de especialização distribuídos em 12 províncias, abrangendo áreas estratégicas como emergência e trauma, cuidados intensivos médico-cirúrgicos, anestesiologia e reanimação, pediatria, saúde materna e neonatal, saúde comunitária, nefrologia, dermatologia com ênfase em feridas e infectologia (em parceria com a Universidade Federal de São Paulo, Brasil).
A escassez de especialistas em áreas críticas motivou a integração de docentes estrangeiros, assegurando transferência de conhecimento, formação de futuros formadores e elevação da qualidade da assistência hospitalar.
“Investir na formação especializada significa investir directamente na segurança do paciente, na qualidade e humanização da assistência e na capacidade de resposta das nossas instituições hospitalares”, afirmou a Ministra.
Entre os especialistas internacionais, o enfermeiro português Filipe Fonseca, especialista em trauma e emergência, destacou a importância da troca de experiências:
“Todo o cuidado envolve conhecimento especializado para promover a melhor saúde possível aos pacientes.”
A professora Dra. Tatiana, da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, sublinhou a cooperação científica internacional:
“Cada contexto tem as suas particularidades, mas os princípios fundamentais da enfermagem são universais.”
A Dra. Maria, intensivista e emergencista brasileira, reforçou o espírito de aprendizagem mútua e o compromisso com a capacitação dos profissionais angolanos:
“Muito pouco se ensina, muito se aprende. É uma honra contribuir com o povo angolano, aprendendo e partilhando experiências clínicas e pedagógicas.”
O Dr. Adão Chimuanji, consultor para formação do PFRHS , apresentou detalhes organizacionais da formação e destacou o impacto estrutural da especialização no Sistema Nacional de Saúde:
“Esta especialização representa um passo fundamental para qualificar profissionais, garantir atendimento eficiente e constituir equipas de trabalho em todas as províncias, com horários diferenciados, carga horária intensa e coordenações nacionais e internacionais focadas em áreas críticas.”

Após a cerimónia, os participantes realizaram uma visita guiada às instalações do Hospital, conduzida pela Direção-Geral, permitindo aos especialistas internacionais conhecer a infra-estrutura, os equipamentos e os polos de formação integrados no programa.
O evento simbolizou mais um marco histórico no fortalecimento da enfermagem especializada em Angola, reafirmando o compromisso do Governo angolano, do Ministério da Saúde e dos parceiros internacionais com a capacitação técnica e científica dos profissionais de saúde, a melhoria da assistência hospitalar e a garantia de serviços cada vez mais qualificados, humanizados e seguros para a população angolana.

Fonte: UIP-PFRHS, Ministério da Saúde, Luanda, 08 de Maio de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL

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