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PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITA OBRAS DO FUTURO HOSPITAL DOS QUEIMADOS

Governo 24-07-2026
MINISTÉRIOS DA SAÚDE, DO INTERIOR E DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO UNEM ESFORÇOS PARA REFORÇAR A SEGURANÇA NOS PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS

Com o compromisso de reforçar a proteção da saúde pública, prevenir erros profissionais e promover uma cultura de qualidade, segurança e responsabilidade na realização de procedimentos estéticos, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Interior e o Ministério da Indústria e Comércio, com o apoio da Unidade de Implementação do Projecto de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), realizou, nesta Quinta-feira, 23 de Julho de 2026, no Auditório do ISPTEC, em Luanda, o Workshop Nacional sobre o Impacto dos Procedimentos Estéticos, subordinado ao tema "Prevenção de Erros Profissionais nos Procedimentos Estéticos".

Organizado pela UIP-PFRHS, pelo Gabinete de Auditoria, Supervisão e Fiscalização (GASF) e pelo Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional e Imprensa (GTI), o encontro reúne membros do Executivo, representantes de instituições públicas e privadas, ordens profissionais, gestores hospitalares, inspectores da saúde, académicos, profissionais de saúde, responsáveis por clínicas de medicina estética, centros de estética, salões de beleza, parceiros institucionais e convidados.

A cerimónia de abertura foi presidida pela Ministra da Saúde, Dr.ª Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e contou com a presença do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, *Dr. Leonardo Europeu, do Secretário de Estado para Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa , do Inspector-Geral da Saúde, Dr. Miguel dos Santos de Oliveira, da Directora Nacional de Saúde Pública, Dr.ª Helga Freitas, da Directora Nacional dos Hospitais, de representantes do Ministério do Interior e do Ministério da Indústria e Comércio, dos Bastonários da Ordem dos Médicos de Angola e da Ordem dos Enfermeiros de Angola, bem como de representantes do Serviço de Investigação Criminal (SIC), do Instituto Nacional de Oncologia (IONA), do Hospital Geral de Luanda, do Hospital do Prenda, da Maternidade Lucrécia Paim, do Hospital dos Queimados Julius Nyerere e de outras instituições e direcções do Sistema Nacional de Saúde.

Na sua intervenção, a Ministra da Saúde afirmou que a realização do workshop reafirma o compromisso do Executivo, sob a liderança de Sua Excelência Presidente da República, João Lourenço, com o fortalecimento da qualidade dos serviços de saúde, a proteção dos cidadãos e o reforço da segurança do utente.
A governante sublinhou que a garantia da qualidade exige instituições fortes, profissionais devidamente qualificados e mecanismos eficazes de regulação, supervisão e fiscalização.

"Qualquer procedimento estético, independentemente da sua complexidade, exige a observância rigorosa dos princípios de segurança do utente, da qualidade assistencial e da ética profissional", afirmou.

Sílvia Lutucuta alertou ainda para o crescimento da procura por procedimentos estéticos em Angola e para o consequente aumento de complicações graves, que têm resultado em internamentos hospitalares, sequelas permanentes e, em alguns casos, perda de vidas humanas. Segundo referiu, a prevenção continua a ser a estratégia mais eficaz para proteger os cidadãos, devendo a regulação ser entendida como um instrumento de promoção da qualidade e da confiança pública.

Na apresentação dos objectivos do encontro, o Inspector-Geral da Saúde, Dr. Miguel dos Santos de Oliveira, explicou que o workshop visa criar um espaço de reflexão, partilha de experiências e harmonização de procedimentos, promovendo uma abordagem preventiva baseada na evidência científica, na ética profissional e no cumprimento das normas legais nacionais e internacionais.

O responsável anunciou igualmente que um levantamento efectuado pelas equipas técnicas identificou 28 clínicas, centros de medicina estética, salões de beleza e estabelecimentos similares, informação que servirá de base para o reforço das acções inspectivas a serem desenvolvidas em todas as províncias e municípios do país.

O primeiro painel, moderado pelo Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Europeu, abordou o tema "Medicina Estética e as suas Complicações". O painel contou com intervenções da Dr.ª Yanessa Filipe, Directora-Geral do Novo Hospital dos Queimados Julius Nyerere, sobre conceitos, actuação profissional e complicações em medicina estética; do Dr. Nsingui António, que dissertou sobre a segurança do utente em procedimentos estéticos; do Inspector-Geral da Saúde, Dr. Miguel dos Santos de Oliveira, que apresentou o tema da biossegurança e gestão de resíduos em estabelecimentos de estética; e do Dr. Santos Nicolau, que abordou as complicações associadas ao consumo de anabolizantes, hormonas e outros produtos para emagrecimento.

Seguiu-se um período de perguntas e respostas, proporcionando um debate aberto entre especialistas e participantes.
No segundo painel foram apresentados casos práticos registados entre 2021 e 2026 em várias unidades sanitárias de referência, nomeadamente no Instituto Nacional de Oncologia (IONA), Hospital do Prenda, Hospital Geral de Luanda e Maternidade Lucrécia Paim, permitindo analisar as consequências negativas decorrentes da realização de procedimentos estéticos sem observância das normas técnicas e legais.

O terceiro painel, actualmente em curso, aborda questões relacionadas com a responsabilidade médica e profissional em saúde, incluindo a actuação da Ordem dos Médicos de Angola e da Ordem dos Enfermeiros de Angola na apreciação de casos de erros profissionais registados nos últimos cinco anos.
Na continuidade dos trabalhos, o quarto e último painel será dedicado ao licenciamento e à fiscalização de clínicas de estética, centros de beleza e estabelecimentos similares. Serão apresentadas as constatações das equipas da Inspecção-Geral das Actividades Sanitárias, da Direcção Nacional dos Hospitais, do Ministério da Indústria e Comércio e do Serviço de Investigação Criminal, reforçando a necessidade de uma actuação coordenada entre as instituições para garantir o cumprimento da legislação em vigor.

Ao longo dos debates, os participantes têm defendido o reforço da formação contínua dos profissionais, o cumprimento rigoroso dos requisitos legais para o exercício da actividade, a intensificação das acções de fiscalização e a sensibilização da população para a escolha de estabelecimentos devidamente licenciados e de profissionais legalmente habilitados.

O workshop prossegue com a realização do último painel, do debate final e da sessão de encerramento, que será presidida por Sua Excelência a Ministra da Saúde, Dr.ª Sílvia Paula Valentim Lutucuta. No final dos trabalhos, deverão ser apresentadas recomendações destinadas a reforçar o quadro regulamentar, aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização e consolidar uma cultura de responsabilidade, ética e legalidade no sector da estética em Angola.

Fonte: Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Saúde, Luanda, 23 de Julho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 22-07-2026
ANÚNCIO PÚBLICO: MINSA, MININT E MIC PROMOVEM WORKSHOP NACIONAL SOBRE SEGURANÇA NOS PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS

ANÚNCIO PÚBLICO

MINSA, MININT E MIC PROMOVEM WORKSHOP NACIONAL SOBRE SEGURANÇA NOS PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS

"Prevenção de Erros Profissionais nos Procedimentos Estéticos"

Sob o lema: "Unidos pela Segurança dos Utentes, pela Qualidade dos Serviços e pela Protecção da Saúde Pública", o Ministério da Saúde (MINSA), em parceria com o Ministério do Interior (MININT) e o Ministério da Indústria e Comércio (MIC), realiza, no próximo dia 23 de Julho de 2026, no Auditório do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC). em Luanda, o Workshop Nacional sobre Segurança nos Procedimentos Estéticos.

A iniciativa reúne autoridades governamentais, especialistas, ordens profissionais, gestores de unidades sanitárias, proprietários de clínicas e centros de estética, inspectores e parceiros nacionais, com o propósito de reforçar a segurança dos utentes, elevar a qualidade dos serviços prestados e promover o rigor no cumprimento das normas legais, técnicas e sanitárias que regulam o exercício da actividade estética em Angola.
Ao longo do encontro serão debatidos temas estratégicos relacionados com a segurança dos procedimentos estéticos, complicações da medicina estética, biossegurança, utilização de anabolizantes e produtos para emagrecimento, responsabilidade profissional, licenciamento e fiscalização de clínicas e centros de estética, bem como mecanismos de prevenção de erros profissionais e protecção dos consumidores.
Esta acção conjunta reafirma o compromisso do Executivo Angolano com a protecção da saúde pública, o combate ao exercício ilegal da actividade, a defesa dos direitos dos cidadãos e o fortalecimento de uma cultura de responsabilidade, ética, qualidade e segurança nos serviços de estética.

INFORMAÇÕES DO EVENTO
Data: 23 de Julho de 2026
Local: Auditório do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) – Luanda
Modalidade: Híbrida (Presencial e Online)

GABINETE DE TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, LUANDA, 22 de Julho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 16-07-2026
ANGOLA AFIRMA-SE COMO REFERÊNCIA AFRICANA NA APLICAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E DA TELEMEDICINA PARA TRANSFORMAR A SAÚDE

O Executivo angolano, através do Ministério da Saúde, reafirmou, esta Quarta-feira, o seu compromisso com a transformação digital do Sistema Nacional de Saúde, ao apresentar os avanços alcançados e a visão estratégica do País para a utilização responsável da Inteligência Artificial (IA), durante a Conferência Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Inteligência Artificial na Saúde, que decorre em Lisboa, República Portuguesa.
Ao intervir no painel dedicado às oportunidades e desafios da Inteligência Artificial na saúde, a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, destacou que Angola está a consolidar uma estratégia nacional assente na inovação tecnológica, na saúde digital e na expansão da telemedicina, colocando a tecnologia ao serviço das pessoas e do fortalecimento do sistema nacional de saúde.
Respondendo à questão sobre as áreas em que a Inteligência Artificial poderá produzir maior impacto prático, a governante sublinhou que o Executivo angolano tem realizado investimentos estruturantes em conectividade, modernização tecnológica e desenvolvimento de soluções digitais inteligentes, com o objectivo de tornar os serviços de saúde mais eficientes, seguros, inclusivos e acessíveis.
Entre os principais avanços apresentados, destacou-se a implementação do DHIS2 como principal plataforma nacional de gestão de dados em saúde, permitindo a integração dos diferentes sistemas de informação, a produção de dashboards analíticos e o reforço da monitorização e da tomada de decisões baseadas em evidências.
No domínio da prestação de cuidados de saúde, a Ministra evidenciou a expansão da Rede Nacional de Telemedicina, actualmente interligada a uma rede internacional de colaboração que integra instituições de Portugal, Itália, Brasil, Índia, Estados Unidos da América e África do Sul. Esta cooperação tem permitido ampliar o acesso a consultas especializadas, reduzir as desigualdades no acesso aos serviços e aproximar cuidados diferenciados das populações que vivem nas zonas mais remotas do País.
A capacitação dos profissionais de saúde constitui igualmente uma prioridade estratégica. Neste contexto, a Dra. Sílvia Lutucuta destacou a utilização de plataformas digitais de aprendizagem e da telesaúde para a formação contínua dos quadros, integrada no ambicioso programa nacional de desenvolvimento de recursos humanos, que prevê a especialização de cerca de 38 mil profissionais de saúde nos próximos cinco anos, com o apoio de parceiros internacionais, particularmente Portugal e Brasil.
Outro marco relevante apresentado foi a criação do Centro de Operações de Emergência de Saúde Pública (COESP), uma plataforma tecnológica que permite acompanhar, em tempo real, a evolução da situação epidemiológica em todo o território nacional, reforçando os mecanismos de vigilância, prevenção e resposta rápida às emergências de saúde pública.
Na sua intervenção, a Ministra reafirmou que Angola continuará a investir na Inteligência Artificial como instrumento estratégico para apoiar a decisão clínica, fortalecer a vigilância epidemiológica, optimizar o planeamento dos serviços de saúde e expandir o acesso universal a cuidados de qualidade, sobretudo nas regiões de mais difícil acesso, através da telemedicina e de outras soluções digitais inovadoras.
A participação de Angola nesta conferência mundial reforça o posicionamento do País como uma das principais referências africanas na agenda da transformação digital da saúde, evidenciando o compromisso do Executivo com a inovação, a cooperação internacional e a construção de um sistema de saúde mais moderno, resiliente, equitativo e centrado nas pessoas.

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Lisboa, República Portuguesa*, 15 de Julho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 16-07-2026
ANGOLA REFORÇA PROTAGONISMO INTERNACIONAL COM PARTICIPAÇÃO DA MINISTRA DA SAÚDE NA AGENDA GLOBAL DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM SAÚDE

A Ministra da Saúde da República de Angola, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, participa, desde a manhã desta Quarta-feira, 15 de Julho, em Lisboa, República Portuguesa, de uma importante agenda internacional dedicada ao futuro da saúde digital, da inteligência artificial e ao fortalecimento da cooperação entre os países de língua portuguesa.

A governante integra a Reunião de Trabalho para Representantes dos Países de Língua Portuguesa, promovida pelo Governo da República Portuguesa, sob o lema "Impulsionar a Inteligência Artificial para a Saúde através da Cooperação Lusófona: Liderança, Estratégia e Inovação", um encontro de alto nível que reúne ministros da Saúde, representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), embaixadores, decisores políticos e especialistas da comunidade lusófona.
A realização desta reunião representa um passo importante na consolidação do diálogo político iniciado durante a 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada em Genebra, onde a Ministra da Saúde de Angola manteve encontros bilaterais com a Ministra da Saúde de Portugal, Ana Paula Martins, e com o Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha.
Na ocasião, os três países reafirmaram o compromisso de aprofundar a cooperação estratégica nos domínios da formação de recursos humanos, da investigação científica, da inovação, da transformação digital e do fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde, lançando as bases para uma agenda comum de desenvolvimento no espaço lusófono.

Em Lisboa, os trabalhos centram-se na construção de um Roteiro de Cooperação Lusófona em Saúde, documento estratégico que deverá ser apresentado durante a Cimeira Regional da Saúde, prevista para 2028, no Brasil, e que definirá prioridades conjuntas para o reforço da cooperação técnica, institucional e científica entre os países de língua portuguesa.
Os participantes analisam igualmente mecanismos para ampliar a utilização responsável da Inteligência Artificial nos sistemas de saúde, promovendo soluções inovadoras que contribuam para melhorar a qualidade da assistência médica, apoiar a tomada de decisões clínicas, reforçar a vigilância epidemiológica e aumentar a eficiência dos serviços de saúde.
Outro dos objectivos da reunião passa pelo fortalecimento da rede de Centros Colaboradores da Organização Mundial da Saúde no espaço lusófono, incentivando a criação de novas instituições de referência capazes de impulsionar a investigação, a formação especializada e a produção de conhecimento científico.
Ainda durante esta quarta-feira, a Ministra Sílvia Lutucuta participará igualmente na Global WHO AI Conference – Shaping AI in Health, onde integrará uma mesa-redonda de alto nível sobre Liderança Estratégica para uma Inteligência Artificial Responsável na Saúde, partilhando a experiência de Angola ao lado de ministros e altos responsáveis governamentais de vários continentes.
A participação de Angola nestes importantes fóruns internacionais reforça o reconhecimento do país como um parceiro ativo na construção das políticas globais de saúde e evidencia o compromisso do Executivo angolano com a transformação digital, a inovação tecnológica, o fortalecimento do capital humano e a cooperação internacional, pilares essenciais para a construção de sistemas de saúde mais modernos, resilientes, inclusivos e preparados para responder aos desafios do século XXI.

FONTE: GTICI – Ministério da Saúde, Lisboa, República Portuguesa, 15 de Julho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 16-07-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE INTENSIFICA O COMBATE ÀS HEPATITES VIRAIS E LANÇA CAMPANHA NACIONAL DE TESTAGEM RUMO À ELIMINAÇÃO DA DOENÇA ATÉ 2030

O Ministério da Saúde (MINSA) reforçou, esta Quarta-feira, 15 de Julho, o compromisso de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, com o lançamento de uma campanha nacional de testagem e o anúncio de novas medidas para ampliar o diagnóstico precoce, a prevenção e o acesso ao tratamento em todo o país.

O anúncio foi feito durante o Workshop Técnico sobre o Ponto de Situação do Programa de Hepatites Virais em Angola, promovido pelo Instituto Nacional de Luta contra Sida (INLS), sob o lema "Vamos eliminar a hepatite".

Em representação da Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, alertou para a dimensão da doença, considerada uma das mais silenciosas e mortais do mundo, apesar de ser prevenível e tratável.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, cerca de 1,1 milhão de pessoas morreram em consequência das hepatites virais, enquanto 253 milhões vivem com hepatite B crónica, sobretudo em África, no Pacífico Ocidental e na Ásia.
Angola entre os países de elevada prevalência
No contexto nacional, o governante revelou que o Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2023-2024) aponta uma prevalência de 21% da hepatite B em Angola, um número significativamente superior ao da infecção pelo VIH, estimada em 1,6%.
Os homens apresentam uma prevalência de 23%, enquanto entre as mulheres o indicador é de 19%, demonstrando a dimensão do desafio para o Sistema Nacional de Saúde.
Entre 2021 e Junho de 2026, o país notificou 18.184 casos de hepatites virais, dos quais 11% foram registados apenas no primeiro semestre deste ano. A província de Luanda concentra mais de 81% dos casos notificados, sendo que a maioria das infecções ocorre entre mulheres, sobretudo grávidas, reforçando a necessidade de ampliar o rastreio durante o pré-natal.
Campanha nacional de testagem arranca hoje
Como resposta, o Executivo lançou uma campanha nacional de testagem, que decorre de 15 de Julho a 15 de Agosto, abrangendo as províncias de Luanda, Uíge, Benguela, Cunene, Huíla, Cuanza Sul, Bengo, Cuanza Norte, Huambo e Icolo e Bengo.
Outra medida considerada histórica foi a aquisição, pela primeira vez, de testes rápidos para hepatites pelo Instituto Nacional de Luta contra a SIDA (INLS), já distribuídos em 13 unidades sanitárias de Luanda, com prioridade para o rastreio de mulheres grávidas, visando impedir a transmissão da doença da mãe para o filho.
"Apelamos ao engajamento patriótico e solidário de todos os cidadãos nesta grande campanha de saúde pública. Juntos, temos o poder de travar novas infecções, quebrar a cadeia de transmissão e salvar vidas", afirmou Carlos Alberto Pinto de Sousa.
OMS defende maior investimento e mobilização social
Em representação da Organização Mundial da Saúde, o especialista Nzuzi Katodi recordou que a eliminação das hepatites virais até 2030 é uma prioridade global.
O especialista explicou que existem cinco tipos de hepatites virais (A, B, C, D e E), sendo as hepatites B e C as que representam maior preocupação em Angola. Destacou ainda que a vacina contra a hepatite B possui cerca de 95% de eficácia, mas advertiu que a cobertura vacinal no país continua insuficiente.
Para a OMS, alcançar a meta de eliminação dependerá de um maior investimento nacional, do fortalecimento dos serviços de saúde, da comunicação social e da participação activa das comunidades na vacinação, testagem e tratamento.

O workshop permitiu avaliar os avanços do Programa Nacional de Hepatites Virais, harmonizar estratégias entre os parceiros e consolidar o compromisso do Governo em acelerar as acções necessárias para que Angola elimine as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030.

FONTE: GTICI, Ministério da Saúde, Luanda, 15 de Julho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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